Testes com células-tronco em humanos podem começar em 2010, afirma cientista

Postado por Luciano Henrique Em 8 de February de 2010

Terapia para lesões de medula está próxima, diz brasileiro Stevens Rehen.
Na última semana, novo método para criar neurônios foi divulgado.

Iberê Thenório Do G1, em São Paulo

Os primeiros testes com células-tronco em seres humanos estão próximos de acontecer, relata o cientista Stevens Rehen, um dos maiores especialistas do Brasil nesse assunto. Segundo o pesquisador, que trabalha na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), quem está mais próximo de testar uma terapia usando células-tronco é a empresa Geron, dos EUA, que estuda técnicas para regenerar lesões na medula espinhal.

Na semana passada, um estudo da Universidade Stanford provou que é possível converter células da pele diretamente em neurônios, sem que seja necessário transformá-las antes em células-tronco.

Em entrevista ao G1, o cientista comemorou os resultados da pesquisa, mas ressaltou que ainda são necessários testes para saber se o procedimento não gera teratomas – tumores que podem aparecer em tecidos humanos gerados com células-tronco.

O pesquisador também alertou para novos dilemas éticos que podem surgir com o avanço das descobertas na sua área. Confira, abaixo, a conversa com Stevens Rehen. Para entender melhor o assunto, veja no infográfico quais são os três métodos conhecidos para mudar a função das células e torná-las úteis no tratamento de doenças.

A entrevista pode ser vista na integra no site do g1.

Saudável Responsabilidade

Postado por João Paulo Em 19 de January de 2010

Uma mistura de Ciência, Saúde e Política, histórica e atual.

Texto de João Paulo de Oliveira Freitas

Acima de qualquer discussão sobre saúde pública, encontram-se os deveres do Estado em garantí-la a qualquer cidadão brasileiro. Apesar disso, sabe-se que nem sempre esses direitos humanos atingem seu total objetivo. Isso é evidente quando são estudadas as medidas governamentais de manutenção da saúde, tais como a prevenção, meta primária do Estado.
Cientificamente falando, a saúde depende do desenvolvimento tecnológico, que por estar defasado no país, acaba descontentando o serviço público de saúde.
A Saúde vem se tornando mercadoria. Julio José Chiavenato, em seu livro “O Massacre da Natureza”, explica que o avanço da política econômica mundial tem tornado mais importante o tratamento de uma doença do que sua possível cura, por ser algo mais rentável. Um perigo monetário causador de muitos conflitos. Basta assistir todos os dias filas, falta de equipamentos e falta de profissionais no serviço público de saúde.
Há pouco tempo, com uma queda de energia que atingiu grande parte do Paraguai e do Brasil, um hospital brasileiro público não tinha gerador de energia para os equipamentos que mantinham vivos os recém nascidos, fato que causou polêmica.
Muito antes da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), em 1988, os governos brasileiros já enfrentavam problemas com epidemias. Oswaldo Cruz, no mandato de Rodrigues Alves, ao inserir sua política preventiva de vacina obrigatória, causou certa desordem entre a população, a qual não aceitou as invasões de privacidade, dando origem à Revolta da Vacina.
Fatos como esse comprovam a importância da aceitação da população numa medida preventiva de saúde. O problema da privacidade levou os governantes a contornarem a situação, aplicando, por exemplo, a política de redução de danos. O fornecimento de seringas descartáveis a usuários de drogas é uma das metas. Essa medida é contraditória, mas eficiente: mesmo sendo polêmica, torna-se apaziguadora.
Além do problema social que o Estado enfrenta, há o econômico. O SUS gasta milhões de reais para manter métodos de prevenção e tratamento de doenças ativos. Essa questão novamente é incômoda para a população, já que impostos a mais são cobrados. Margaret Chan, da Organização Mundial de Saúde (OMS), infere que garantir a saúde para todos, requer responsabilidades mútuas. A consciência é uma delas.
Analisando todos esses fatos, é claramente visível a importância da conciliação entre a população e o Estado. Sem sobrepor direitos e deveres um do outro, a saúde é atingível. O Poder Nacional tem limitações e desafios para enfrentar. A melhor saída é a informação. Indivíduos mais bem informados tendem a ter mais gosto pela vida e assim enfrentar as doenças como meros momentos, e momentos são passageiros.

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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