Destacando a Extensão Universitária

Postado por João Paulo Em 22 de April de 2010

Muita gente comenta sobre projetos, iniciação científica e estágios. Esse papo não é apenas de quem acaba de entrar na faculdade, doido para saber as oportunidades que o esperam. Muitos alunos antigos, os veteranos, vêem na universidade grandes ajudas tanto para o conhecimento quanto para a vida profissional. É nesse contexto que surgem as EXTENSÕES UNIVERSITÁRIAS.

Envolvidos pelas matérias já consagradas em cada curso, o aluno de graduação acaba tendo seu tempo apertado, principalmente para aqueles que cursam integralmente. Porém, mesmo assim, há quem goste de se envolver em atividades extra-curriculares para agregar conhecimento e ver na prática sua própria formação.

Os projetos de extensão universitárias estão presentes, em sua maioria, nas universidades públicas, que no caso do Brasil são as principais desenvolvedoras de novidades que passam a ser utilizadas na vida cotidiana. Caso comum é da tecnologia e da ciência. Nas universidades brasileiras há diversos projetos orientados por professores renomados e muitas vezes pós-doutorados em assuntos de abrangência geral.

Hoje, muitas empresas solicitam como pré-requisito na hora de contratação, participação em projetos extra-curriculares. São exemplos comuns a participação em competições da SAE Brasil e Internacional, que realiza disputas entre as universidades em categorias como Aerodesign, Baja e Fórmula SAE, onde os alunos desenvolvem projetos e aplicam os conhecimentos da Engenharia. Algumas empresas também exigem pelo menos uma iniciação científica.

Sendo assim, levando-se em conta as vantagens que esses projetos fornecem ao estudante universitário, algumas faculdades se vêem na obrigação de realizar eventos que mostrem os projetos desenvolvidos dentro do câmpus e abrem portas para críticas e sugestões. É o caso da Unesp, campus de Bauru.

A Faculdade de Ciências de Bauru (FC), juntamente com a Faculdade de Artes Arquitetura e Comunicação (FAAC) e a Faculdade de Engenharia (FEB), todas da Unesp, estão desenvolvendo esse mês, nos dias 26 e 27, um FÓRUM DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA. A presidente da comissão do evento é a professora doutora Denise Fernandes de Mello, do departamento de Física da FC.

O evento também é o VI Fórum e a 3ª Mostra de Extensão Universitária da Faculdade de Ciências. A programação inclui palestras, mesas redondas e mostra de trabalhos e está disponível no site. O Fórum tem por objetivo:

  • discutir o Significado da Extensão Universitária nas Instituições Públicas do Estado de São Paulo, com a participação dos Pró-Reitores de Extensão Universitária da UNESP, UNICAMP, USP e UFABC;
  • analisar as Tendências e Perspectivas da Extensão Universitária da UNESP e, especialmente, dos Projetos de Extensão Universitária da Faculdade de Ciências, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação e Faculdade de Engenharia do Câmpus de Bauru;
  • identificar novas parcerias na comunidade bauruense, para ampliar e valorizar as ações de Extensão Universitária do Câmpus de Bauru;
  • proporcionar uma maior integração dos saberes e experiências entre os docentes-pesquisadores, alunos de graduação/pós-graduação e participantes da comunidade bauruense e região dos Projetos de Extensão Universitária;
  • disseminar os conhecimentos acadêmicos, científicos e culturais dos Projetos de Extensão Universitária desenvolvidos pelos docentes e discentes do Câmpus de Bauru, propiciando à comunidade em geral aprimoramento conceitual, possíveis aplicações e, conseqüentes melhorias sociais;
  • buscar maior integração e aprendizagem entre os participantes, professores e alunos responsáveis pelos Projetos;
  • propiciar aos docentes – pesquisadores e discentes pontos de análises no que se refere ao ensino de graduação e pós-graduação, à pesquisa e o princípio de indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão universitária, bem como, discutir a relação teoria e prática dos conhecimentos acadêmicos e científicos.
  • VEJA AQUI A PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

Competições universitárias ajudam avanço de estudantes

Postado por João Paulo Em 10 de March de 2010

Participação chama a atenção do mercado de trabalho e abre portas

Publicado no Portal Universia em 05/03/201012:00

Por Roberto Machado

Carros alinhados para o grid de largada do BAJA SAE Brasil

Talvez a visão dos 60 carros levantando poeira e brigando por centímetros de pista remeta o espectador a apenas pensar numa corrida comum. Os olhos menos atentos não percebem os detalhes da disputa que coloca os 1.200 alunos do curso de engenharia em enfrentamento direto, mas seu sentido é muito mais profundo e amplo na vida e carreira de seus competidores. Trata-se da 16º edição da Competição BAJA SAE Brasil Petrobrás, ocorrida entre os dias 25 e 28 de fevereiro no ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo), em Piracicaba. Tal como o desafio automobilístico, outras competições universitárias movimentam estudantes Brasil afora e mesclam trabalho pesado, estresse e sentimentos que muitos não esperavam encontrar tão cedo.

Mais do que uma fogueira de egos ou o simples caráter lúdico do jogo, as competições universitárias podem reservar para os participantes algo que vai além do que a satisfação efêmera pela vitória sobre os rivais. A Baja SAE, por exemplo, é conhecida por montadoras e sistemistas como o berço de novos talentos da área. Ex-participantes se envolvem no evento e, em muitos casos, até buscam por colegas de trabalho em meio à poeira que os carros levantam a cada volta. De acordo com Renato Otta, engenheiro mecânico, vice-diretor da competição, e “ex-bajeiro”, o concurso funciona atualmente como um lugar onde é possível colocar a construção da tão falada rede de contatos em prática. “É como se um profissional reconhecesse o cheiro do outro”, brinca o vice-diretor.

Além disso, o profissional admite que nos dias de hoje, em decorrência da divulgação e fama que o evento obteve com o passar dos anos, fica mais fácil transpor as pistas e os projetos e chegar ao mercado de trabalho. “Aqueles que acompanham a competição buscam por profissionais capazes”, relata o engenheiro que defende projetos que aproximem os alunos da profissão escolhida. “É preciso agregar as aulas da faculdade com o dia-a-dia da profissão, fazer com que eles sintam na pele o que o mercado de trabalho cobrará”, declara ele.

Cassio Silva Mangueira de Assis espera colher os benefícios de sua participação no BAJA

O capitão do time vencedor desse ano – e de outras seis vezes, incluindo três mundiais – Cassio Silva Mangueira de Assis, do Centro Universitário FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), concorda com as afirmações de Otta. Ele fala também dos problemas enfrentados por um universitário que se preocupa com o futuro profissional. “Colocamos a vitória como nosso objetivo, esquecemos as férias e o carnaval e corremos atrás dessa meta”, resume ele.

Assis, que vai se formar no próximo semestre em Engenharia Mecânica Automobilística acredita que a amizade e os contatos que fez dentro da Baja, de sua atual equipe e com os membros que passaram pelo projeto antes dele, e já estão inseridos na profissão, irá ajudá-lo a fazer parte de um grupo de profissionais que despontam nas indústrias e empresas do setor. Para ele, os “bajeiros” estão muito bem colocados dentro das montadoras por serem capazes de realizar suas tarefas com profissionalismo e dedicação. “Já conversei com antigos membros da equipe que estão empregados e, com certeza, depois do mundial, vou receber ajuda”, aposta o estudante.

Lawrence Tack Wen Yan, capitão da equipe Poli Titã, da USP (Universidade de São Paulo), e aluno de Engenharia Mecânica, acredita que todas as etapas da prova vêm carregadas de experiências positivas. “Aprendemos a trabalhar em equipe e a lidar com os diferentes tipos de ego de cada um do grupo”. Além disso, o estudante acrescenta que sair da sala de aula e lidar com os problemas na prática, e não na teoria, é um dos desafios que o atrai. Yan conta que agora começará a trabalhar na busca por patrocinadores para levar o Poli Titan para a América do Norte. A parte internacional da equipe, conhecida como BAJA SAE Carolina, é realizada pelo SAE internacional, que acontece de 8 a 11 de abril, na Carolina do Sul, Estados Unidos. A competição reúne mais de 90 equipes de países diferentes.

Outro indício que aponta a importância da participação em competições universitárias vem do mercado. Todos os projetos envolvidos nessa competição já estão dando frutos e chamam a atenção das empresas, que concordam com a visão de mundo de quem participa, coordena e aposta nessas iniciativas que capacitam os jovens para o ambiente profissional. A própria FIAT já tem tradição em buscar novos talentos em competições como essa. “O projeto dos participantes é totalmente voltado para o setor automotivo, por isso nós vamos até eles com oportunidades de emprego”, conta Simone Alvim Taiss, chefe de recrutamento da montadora.

Segundo Simone, todo o panorama técnico que envolve esse tipo de competição é favorável para quem busca um profissional da área, já que antes de ir para as pistas é preciso passar meses projetando os veículos. Uma situação por onde muitos profissionais que hoje atuam em diversos setores da montadora já passaram. “Exemplos não faltam para mostrar como é interessante correr atrás dessa turma”, afirma Simone. Ela deixa claro que a FIAT fica do olho em outras competições do gênero no calendário de eventos automotivos das universidades para sondar novos talentos.

Novos horizontes

Lawrence Tack Wen Yan diz gostar de lidar com problemas na prática

Não só de lama e engrenagens vive o mundo das competições universitárias. Longe disso, existem outros programas que primam pelo futuro profissional de seus participantes. Como é o caso do FGV Latin Moot Corp, que será realizada nos dias 11, 12 e 13 de março na FGV-SP (Fundação Getulio Vargas de São Paulo). Frente a 39 juízes – entre os quais banqueiros, investidores, administradores, consultores e empreendedores de sucesso – cada equipe, com cerca de cinco, integrantes deve convencer a banca que seu projeto é viável para o mundo dos negócios.

Para o Diretor de Projetos da FGV, Rene Fernandes, o contato dos estudantes com profissionais de sucesso faz com que sua visão de mundo cresça além da sala de aula. “Eles estarão em contato com a comunidade empreendedora e mesmo que não saiam de lá como vencedores, a experiência do empreendedorismo, a partir do feedback de especialistas, com certeza vai ajudá-los nos negócios”, explica Fernandes. Além de chamar a atenção do mercado brasileiro, o ganhador de um desses concursos universitários certamente abrirá portas na carreira. Os ganhadores do FGV Latin Moot Corp, por exemplo, partem para o Global Mult Corp, que será realizada de 5 a 8 de maio em Austin, no Texas, Estados Unidos.

Outro evento importante que, nesse ano entra na sua 11º edição, é o Desafio SEBRAE, que começa no dia 17 de março. A idéia do SEBRAE (Sistema Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) é a capacitação empreendedora dos alunos que participam. “É a gestão de uma empresa virtual com problemas reais”, resume Carla Virginia Lima Costa, coordenadora nacional do projeto. De acordo com ela, a competição abrange 78% das instituições de Ensino Superior que, segundo dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), recebem 5.067,112 alunos todo ano. “Nosso objetivo é sensibilizar o aluno que entra na universidade para a cultura do empreendedorismo, mostrar que abrir uma empresa é uma boa opção”, comenta a coordenadora.

Os números sinalizam como a competição já rende frutos, não apenas do ponto de vista da projeção dos estudantes para o mercado, mas em relação à abertura de novas visões de futuro na cabeça dos estudantes. Muitos universitários participantes já consideram o fato de serem seus próprios patrões no futuro. De acordo com dados do próprio SEBRAE, dos 656,261 mil participantes que já passaram pelo programa, em países como Colômbia, Equador, Chile, Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil, 24,09% já possuem um negócio próprio.

Regulamento Aerodesign 2010

Postado por João Paulo Em 14 de January de 2010

A SAE Brasil já divulgou o regulamento 2010 para a competição Aerodesign do ano.

Aerodesign é uma competição realizada no CTA, em São José dos Campos, no aeroporto da Embraer. Ela visa despertar nos estudantes universitários a vontade de trabalhar com aeronaves. Diversas universidades do Brasil e Mundo participam da competição; durante o ano desenvolvem projetos de aeronaves para competir próximo ao final do ano.

Na competição há três categorias: Micro, Regular e Aberta (Open).

No último ano, no qual eu participei, a Unesp de Bauru levou o título de Segundo Lugar na classe aberta, a micro (minha equipe) ficou em quarto, porém sofremos alguns probleminhas, mas todas as equipes também sofreram devido a ser o primeiro ano da categoria na competição. A classe regular foi reconhecida como a possuidora da menor caixa de transporte, entre seus vôos que também sofreram um pouco, mas foram muito bonitos.

Abaixo estão os regulamentos da competição 2010! E que venha Aerodesign 2010, U U UNESP BAURU!!!

DOWNLOAD:

Regulamento SAE AeroDesign 2010 (atualizado em 12/01/2010)

Regulamento de Procedimento Operacionais

Novas tecnologias premiadas!

Postado por João Paulo Em 14 de January de 2010

Em 2009 a SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade) promoveu seu Congresso Anual de Engenharia. Nele houve premiações às empresas com as melhores inovações tecnológicas. São elas: Delphi, Iveco, Plascar e Schaeffler. O mais interessante é que dentre todas as participantes, ganhadoras ou não, o tema deste ano, em grande parte, foi a sustentabilidade.

Conheça as inovações:

DELPHI: apresentou o motor bicombustível diesel-etanol para veículos pesados. A concepção desse projeto partiu de um motor a diesel, utilizando a combinação  desses dois combustíveis, mantidos em dois tanques distintos. A utilização dessa tecnologia tras possibilidade de grande redução no custo operacional, além da utilização de um combustível renovável.

IVECO: o Daily Elétrico, primeiro caminhão do Brasil movido a energia 100% limpa e renovável, foi a principal atração da empresa. O projeto foi desenvolvido em parceria entre o fabricante e a Itaipu Binacional. O modelo não emite CO2 e explora as possibilidades do uso da energia elétrica no transporte de carga e passageiros. A velocidade máxima do comercial é de 85km/h e ele conta com um sistema similar ao Kers usado na F-1, que ajuda na recuperação de energia.

PLASCAR: o desenvolvimento de componentes com fibras naturais foi a novidade da empresa, que desta vez usou fibra de bananeira na produção de peças de acabamento interno e externo de veículos, e também mostrou proposta de reaproveitamento de garrafas PET para carpete de carro, uma alternativa aos petroquímicos.

SCHAEFFLER: o grupo levou ao congresso a Transmissão de Dupla Engrenagem (DCT), que alia redução do consumo de combustível ao conforto das transmissões automáticas e ainda ajuda a diminuir as emissões.

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Alguns textos retirados da Revista Engenharia Automotiva e Aeroespacial No. 40

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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