E-books Grátis

Postado por João Paulo Em 20 de March de 2010

O Unibibliweb é um Portal de Serviços e Conteúdo Digital das principais universidades estaduais de São Paulo. Mantida pela USP, UNESP e UNICAMP, a biblioteca digital contém E-books de diversos assuntos como Ciência, Tecnologia, Engenharia, Administração e Direito.

Missão: Consolidar o trabalho participativo e integrado dos Sistemas das Universidades Estaduais Paulistas, buscando, principalmente, a cooperação, o compartilhamento e a racionalização dos recursos.

Visão: Ser modelo de excelência nacional no trabalho de forma cooperativa pelo serviço que presta à comunidade.

Histórico: O CRUESP/BIBLIOTECAS, iniciou suas atividades em 1999, como Grupo de Estudos, instituído pela Resolução do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (CRUESP) 149/99, tendo por objetivo a integração dos Sistemas de Bibliotecas da USP, UNESP e UNICAMP.

O CRUESP/Bibliotecas hoje é um consórcio que reune 89 bibliotecas, atendendo cerca de 180.000 usuários inscritos (docentes, alunos e funcionários), além de outros usuários pertencentes à comunidade externa, contando com um acervo de mais de 4.470.000 itens.

Coordenação Atual: O Consórcio CRUESP/Bibliotecas é coordenado pelos Diretores dos Sistemas de Bibliotecas das três Universidades Estaduais Paulistas.

Eliana de Azevedo Marques (USP)
Prof. Dra. Marta Ligia Pomim Valentim (UNESP)
Luiz Atílio Vicentini (UNICAMP)

Conheça:

http://bibliotecas-cruesp.usp.br/unibibliweb/cruesp_ebooks.html

Poesia Matemática

Postado por João Paulo Em 19 de March de 2010

Millôr Fernandes


Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
“Quem és tu?”, indagou ele
em ânsia radical.
“Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.”
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.


Texto extraído do livro “
Tempo e Contratempo“, Edições O Cruzeiro – Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.

Imagem e Conteúdo: RELEITURAS.COM http://www.releituras.com/biofotos/millor.jpg

Veja o vídeo:

Biblioteca virtual de Inovação Tecnológica

Postado por João Paulo Em 17 de February de 2010

A FINEP (Fianciadora de Estudos e Projetos) juntamente com o IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), criou uma Biblioteca Virtual de Inovação Tecnológica.

Segundo o site da biblioteca, o projeto reúne, de forma estruturada e seletiva, sites brasileiros e estrangeiros contendo informações relevantes sobre inovação tecnológica, em seus múltiplos aspectos.

“A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente”.
Drucker (1987)

O site é: http://inovacaotecnologica.ibict.br/

Casamento da Ciência com a Arte

Postado por João Paulo Em 17 de February de 2010

O jornal UNESP CIÊNCIA, divulgou, em sua última edição, uma entrevista muito interessante com a autora de um livro que casou muito bem a ciência e a arte. Clique AQUI e veja o texto original.

Diana Domingues assinala força da tecnologia e cultura digital, destacando futuro da criação coletiva

Pós-doutora pelo ATI – Instituto de Arte e Tecnologia da Imagem da Universidade de Paris VIII e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, Diana Domingues é artista e professora colaboradora na Universidade de Brasília, no Laboratório de Pesquisa em Arte e Realidade Virtual. Pioneira e atuante artista e pensadora sobre práticas criativas na relação arte, ciência e tecnologia, desenvolve pesquisas sobre expansão sensorial e perceptiva por dispositivos de interação, comportamento evolutivo, imersão em realidade virtual, realidade aumentada e misturada, tecnologias da mobilidade, plataformas sociais em software-arte. Organizou, entre outros, Arte, ciência e tecnologia: passado, presente e desafios (Editora Unesp e Itaú Cultural, 2009), Arte e vida no Século XXI: tecnologia, ciência e criatividade (Editora Unesp, 2003) e A arte no século XXI: a humanização das tecnologias (Editora Unesp, 1997). (Entrevista a Oscar D’Ambrosio)

Jornal Unesp: Como surgiu o livro Arte, ciência e tecnologia: passado, presente e desafios?
Diana Domingues: Ele começa em 2005, com a primeira Conferência Internacional em História da Mídia, Arte, Ciência e Tecnologia, no Canadá. Foi a primeira tentativa de reunir especialistas do mundo em torno de uma trajetória que já tem 40 anos e se iniciou com um grupo de artistas queé chamado por cientistas para trabalhar no Instituto de Tecnologia Massachusetts (MIT), nos EUA, e pensar como a ciência e a arte poderiam caminhar juntas. O livro reúne mais de 20 autores, especialistas do mundo inteiro nos mais diferentes domínios, como automação, interfaces, redes, processos e visualização de dados. O foco está nas maneiras diferentes de trabalhar com as tecnologias numa relação da arte com a ciência. O objetivo é juntar pessoas para desenvolver conhecimento.

JU: Nessas parcerias entre artistas e cientistas, como fica a questão da autoria?
Diana: A arte não nasceu com essa questão da autoria. Quem criou isso foi o alemão Albert Dürer na Renascença. Até então, os artistas nem assinavam os trabalhos. Uma obra numa catedral não tinha uma autoria, por exemplo. O que ocorre agora é uma volta às origens. Isso é muito importante, porque a arte abraça assim a sua essência. Temos obras colaborativas com autores em várias partes do planeta trabalhando em rede. É o que faz um VJ hoje. Ele pega pedaços de outras músicas para gerar a sua. Isso é uma técnica de criação colaborativa. Na concepção de cultura digital, a questão da autoria é completamente ultrapassada. Como caiu o Muro de Berlim, está caindo a hegemonia dos povos, dos grandes poderes, das pessoas e das autorias. Há uma revisão dos valores do homem e não vejo problema algum de ter uma autoria distribuída. O artista e o cientista se confundem na autoria.

JU: Como a senhora vê essas discussões especificamente no Brasil?
Diana: Acho que são coisas muito novas, e as pessoas têm que se desvestir dos grandes poderes que têm. É muito difícil lidar com as estruturas formatadas de universidades e de conselhos de agências financiadoras. Por sua vez, as crianças de hoje já têm um maior sentido de coletivo. Estão numa rede trabalhando de forma distribuída sem saber. Não estão preocupadas com autoria e, ao mesmo tempo, também querem desenvolver um saber individual. Compartilham muito mais do que nós compartilhávamos. A evolução que está acontecendo não é tecnológica, mas antropológica.

JU: Quais são os gargalos que dificultam essa transformação?
Diana: Os grandes estadistas e filósofos se abrem muito para as mudanças. Os administradores têm mais dificuldade, porque as admitem, mas encontram resistência nas estruturas. Aqueles que não aceitam as mudanças, porém, vão ser eliminados por uma questão darwinista, porque a sociedade vai exigir modificações. As novas pessoas que chegam à universidade têm mais adesão a atitudes inovadoras, abertas e participativas. O professor que fica muito isolado não consegue mais dar conta das necessidades de hoje. Leonardo da Vinci dizia que o homem era a medida das coisas. Desde 1995, no entanto, acredito que o homem só existe na medida das suas conexões. O saber está tão distribuído que você só existe no mundo em que estiver conectado. Ou você está conectado ou você não existe.

JU: Você esbanja otimismo em relação às novas tecnologias…
Diana: Sou muito paradisíaca em relação às tecnologias. Meu neto tem hoje cinco anos, mas, desde que ele estava com um ano e meio, não via sentido em largar um soldadinho virtual para brincar com o de chumbo. O imaginário dele transita entre os dois sem dificuldade. O ser humano constrói a vida dele hoje numa mistura de espaço de dados e espaço físico. A nossa vida já é uma mescla. Não sabemos mais quanto tempo passamos no mundo de dados e quanto no mundo físico. A nossa competência vem dessa mescla diária.

Grandes Cientistas Brasileiros

Postado por João Paulo Em 14 de January de 2010

Fonte: Correio da Cidadania

Caros Amigos

REVISTA CAROS AMIGOS E A EDITORA CASA AMARELA LANÇAM A COLEÇÃO GRANDES CIENTISTAS BRASILEIROS; SÉRIE EM 12 FASCÍCULOS RECUPERA A BIOGRAFIA DE 24 IMPORTANTES NOMES DEDIVERSAS ÁREAS DA CIÊNCIA NACIONAL.

A coletânea conta trajetórias emocionantes de superação pessoal e científica que fizeram o país e a pesquisa avançar nas áreas da física, química, biologia, sociologia, antropologia e geografia. A publicação é quinzenal e tem 32 páginas coloridas a cada edição. Ao custo de R$ 8,90, a primeira já está nas bancas. Nela, todos podem aprender sobre as histórias de Carlos Chagas, revolucionário da medicina, e Johanna Döbereiner, inovadora no campo da agricultura.

Com um formato leve e colorido, a coleção de “Grandes Cientistas Brasileiros” é ideal para professores, alunos, pesquisadores e interessados na história do país. É uma forma de não deixar essa parte da biografia do nosso país, que tanto nos orgulha, ser esquecida.

Além da biografia desses importantes nomes brasileiros, os fascículos contextualizam a história dos homenageados com fatos do mundo, trazem quadros explicativos, curiosidades e uma entrevista com um especialista da área. No final, tem também uma linha do tempo do personagem e outras publicações relacionadas ao tema para quem quiser estudar mais.

Entre as curiosidades contadas na coleção está o exemplo do médico Vital Brazil, que estudava à noite com livros emprestados e, para não dormir, mergulhava os pés numa bacia de água fria. Precursor no estudo das cobras criou antídotos aos venenos e ajudou a solucionar o principal problema da maioria da população brasileira no início do século passado, as picadas de cobra que apavoravam e matavam muitos moradores do campo.

As histórias são sempre incríveis e dizem mais sobre o Brasil do que se pode imaginar. Uma ilustração disso é Johanna Döbereiner, uma agrônoma naturalizada e desconhecida por grande parte dos brasileiros, que conseguiu, com suas pesquisas nos anos 60, aumentar em cinco vezes a produção de soja do país.

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja, atrás somente dos Estados Unidos. Mas você não deve saber que nossa gigantesca produção, de 60 milhões de toneladas anuais, deve-se a ela. Suas descobertas permitiram substituir os adubos nitrogenados por um processo natural, utilizando bactérias, levando o Brasil a aumentar a produtividade e a economizar, por ano, US$ 5,5 bilhões.

O trabalho de Johanna foi descobrir uma bactéria ideal ao tipo de soja brasileira (Rhizobium), que uma vez inserido nas sementes potencializa seu crescimento. A equipe da pesquisadora depois descobriu bactérias específicas para a cana de açúcar, dando outro impulso enorme à produção e garantindo o abastecimento de álcool combustível.

Histórias como essa, de avanço científico e contribuição à nação são comuns nas 24 biografias de cientistas brasileiros. Quem comprar todas terá, ao final, uma obra de referência de 384 páginas. Uma capa dura especial vem, gratuitamente, no oitavo fascículo.

PLANO livro_grandescientistas_g.jpgDA OBRA

01) Carlos Chagas e Johanna Dobereiner
02) Cesar Lattes e Florestan Fernandes
03) Milton Santos e Vital Brazil
04) Celso Furtado e Crodowaldo Pavan
05) Oswaldo Cruz e Nise Silveira
06) Mario Shenberg e Gilberto Freire
07) Adolpho Lutz e Paulo Freire
08) Sergio Buarque de Hollanda e Fritz Feigl
09) Luiz da Camara Cascudo e Graziela Barroso
10) Darcy Ribeiro e Mauricio Rocha e Silva
11) José Bonifácio e Josué de Castro
12) Henrique Morize e Anisio Teixeira

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MAIS INFORMAÇÕES:

Marcos Zibordi, editor-adjunto

(11) 9228-5003 e 2594-0255/0376

mzibordi@hotmail.com

Rua Paris, 856, Sumaré, São Paulo

CEP 01257-040

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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