Palavras que intrigam

Postado por João Paulo Em 4 de March de 2010

“Buscar”: aparentemente uma palavra simples, sem sentido, comum aos nosso ouvidos. Mas essa palavra tem um poder capaz de mudar uma sociedade, uma geração ou mesmo trabalhar um futuro.

Eu busco alguém, busco algo, busco estar antenado. Mas quando você busca alguém, pode ser para levá-la a um lugar específico, transportá-la. Pode buscar uma ferramenta, um objeto… Mas pode buscar estar bem informado.

A busca nesse texto é a busca pelo conhecimento. É uma busca bem mais interessante. Buscar conhecimento, buscar desenvolvimento, buscar conscientização, buscar a leitura, buscar a escrita, buscar a inteligência. Aí está mais uma palavra que causa espanho: inteligência. O que seria a inteligência? Um dom? Coisa da genética? Ou a busca pelo conhecimento?

Inteligência é você estar apto a agir com sabedoria. Não que você tenha que ser um técnico, decorar fórmulas, devorar livros, saber normas… A sabedoria é a consciência. Diferente do conhecimento que esse sim é uma busca. Você se torna um técnico, decora fórmulas, devora livros e aprende normas… Mas nem todo conhecimento trás sabedoria.

Há quem se conscientize disso… Há quem acha isso ridículo… Há quem já nem sabe mais o que é isso. Aí você me pergunta: o que seria o “isso”? Mais uma palavra abstrada que esconde significados profundos? Não, o “isso” nesse caso é simplesmente a humildade.

Há o conhecimento que destrói a sabedoria. Pessoas crescem e simplemente deixam o capitalismo falar mais alto, esquecem o que é razão, agem como seres supremos e o antropocentrismo exagerado sobrepõe os imperativos do consumismo.

Por falar em razão… eu tenho razão? Ou esse texto é fruto da emoção? Nem sei porque estou escrevendo tudo isso, mas um desabafo interno trouxe a sabedoria de escrever um texto com conhecimento básico de uma busca que tive, infelizmente não encontrei toda a inteligência, mas agradeço a Deus a vida, a emoção e simplesmente a razão de estar aqui.

Freitas, J.P.O.

O medo social

Postado por João Paulo Em 11 de January de 2010

Texto de João Paulo de Oliveira Freitas

Medo: o que seria exatamente esse sentimento que atormenta nossas vidas há tanto tempo?

Teve sua origem da palavra “Metum”, versão latina de “Fobos”, o qual originou o derivado “fobia”. Fobos era um deus grego fruto da união de Ares (o deus da guerra selvagem, tinha sede de sangue) e Afrodite (a deusa da beleza e do amor). Além disso, era irmão gêmeo de Deimos, personificação do temor.

Fobos acompanhava seu pai, Ares, nos campos de batalha, injetando nos corações dos inimigos a covardia e o medo que os fazia fugir.

Analisando cuidadosamente esse pequeno contexto histórico grego, vemos que o medo não passa de um mito. Algo de criação humana para abafar um sentimento de difícil explicação. Um sentimento criado.

Um dos principais medos humanos atuais é a morte. Por que não nos assustamos com os nascimentos? Nascimentos a gente vê todos os dias, assim como vemos mortes também. A questão é que pelo nascimento todos já passaram, mesmo que não se lembrem, e não vêem problema algum em nascer e viver. Diferentemente, a morte é algo desconhecida. Quem passou não pode voltar e explicar o que é e como é.

Ou seja, o medo é tudo aquilo desconhecido. É o que nunca se fez, ou nunca se viu. Na História temos fatos que mostram que o medo passou a se tornar símbolo da violência. Vejamos o caso de “O Grande Medo de 1789″, foi um período no qual o campesinato francês tomou conhecimento da Revolução Francesa (conhecida pelo lema “liberdade, igualdade e fraternidade”), o que desencadeou uma série de ataques a castelos e saques a aldeias. Muitos nobres fugiram de suas propriedades propiciando o fim dos resquícios feudais na França. Esses nobres se viram sob a mira do temor alimentado pela violência.

A insegurança tomou conta do que antes era medo. Sair às ruas é algo inseguro, causa medo, medo de ser assaltado, violentado ou até mesmo sequestrado. Os próprios sequestradores têm medo: da polícia, da prisão, dos presos. Mais recentemente, em 2008, tivemos o caso Lidemberg, um jovem que por medo de perder mais uma vez sua namorada, resolveu sequestra-la. Um surto enlouquecido que durou quatro dias e terminou em tragédia.

Em vista de tudo isso é fácil analisar o medo. Antes um sentimento inexplicável que a Grécia Antiga abafou com os mitos dos deuses. Mais tarde a evolução da palavra veio junto às questões de violência, frutos de atrocidades causadas no decorrer da História. E atualmente, a violênci, muitas vezes, nem chega diretamente a nós, mas em vista de seu desenvolvimento assustador, o medo passou a ser a insegurança. Evitar sair nas ruas, ou aprisionar-se em casa, se tornou mais seguro. É como se as pessoas de bem vivessem em pequenos mundinhos e os criminosos estivessem em um gigantesco presídio chamado “Liberdade”.

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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