Atividade solar poderá interferir com comunicações até 2012

Postado por Luciano Henrique Em 10 de February de 2010

 

Investigadores alertam para possíveis apagões durante Jogos Olímpicos de Londres

A atividade na superfície do Sol tem estado cada vez mais intensa e poderá provocar interferências nas redes de comunicação da Terra nos próximos dois anos, segundo alertou um grupo de cientistas em antecipação ao lançamento de um novo observatório solar da Nasa.

Novas fotos de telescópios espaciais mostram um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos, conhecidos como pontos solares, após um período de baixa atividade solar (verificada em quase um século).Segundo os investigadores, o pico da atividade poderá ocorrer em meados de 2012 e funcionará de forma a prejudicar o campo de proteção magnética da Terra: aumentando o risco de problemas nos sistemas de comunicação e na distribuição de energia elétrica – como transmissões de televisão e redes de internet e o risco de apagões durante os Jogos Olímpicos de Londres.

“Nos últimos três anos, a superfície do Sol acalmou, mas a cada 11 anos as labaredas reaparecem, e de repente retomam a atividade”, afirmou à BBC Heather Couper, ex-presidente da Associação Britânica de Astronomia.

Explosões e labaredas

Acrescentou ainda que “o Sol é uma grande massa magnética, e se há qualquer interrupção nos campos magnéticos, então teremos essas incríveis explosões e labaredas que provocam vários fenômenos, como as auroras boreais”.

No passado, esta ocorrência já fora a possível origem da interrupção dos negócios nas bolsas de valores de Tóquio e no Canadá. Apesar de os cientistas conhecerem bem as consequências, ainda não têm muitas explicações para a origem do fenômeno, muito menos condições para prever que aconteça.

Os investigadores esperam que o lançamento do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, os ajude a recolher dados que permitam prever antecipadamente a ocorrência de labaredas solares e de tormentas magnéticas.

Segundo estes, as consequências podem ser minimizadas desligando circuitos eletrônicos sensíveis antes das tormentas magnéticas, reduzindo o risco de danos a satélites de transmissão. A sonda da Nasa, ficará na órbita da Terra durante cinco anos para investigar as causas atividade solar intensa.

fonte: www.cienciahoje.pt/index.php?oid=39582&op=all#cont

Nasa divulga imagem inédita de pequena galáxia com cauda

Postado por Luciano Henrique Em 8 de February de 2010

fonte: www.terra.com.br

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta sexta-feira uma imagem da galáxia Pequena Nuvem de Magalhães, a 200 mil anos-luz da Terra, de uma forma nunca antes observada, pois identifica estrelas e poeira em seu interior. A fotografia, captada pela câmera do telescópio espacial Spitzer, mostra o corpo principal da galáxia (à esq.), com uma cauda que se estende para a direita.

Segundo a agência, o corpo da Pequena Nuvem de Magalhães é composto por duas estrelas velhas (cor azul) e estrelas jovens que iluminam a escuridão do espaço com poeira cósmica (verde e vermelho). Enquanto o lado esquerdo da pequena galáxia é formado por estrelas jovens, a cauda é repleta de gás, poeira e também estrelas recém formadas.

A partir dos dados registrados pelo Spitzer, os astrônomos confirmaram que a região da cauda foi recentemente arrancada do corpo principal da galáxia. Dois dos grupos da cauda, ainda incorporados às nuvens onde nasceram, podem ser vistos nos pontos vermelhos da imagem.

Estas observações estão sendo usadas pelos cientistas para estudar o ciclo de vida da poeira cósmica em toda a galáxia: a partir da formação em atmosferas estelares, ao reservatório contendo o atual meio interestelar e ao pó consumido na formação de novas estrelas. Atualmente, a poeira interestelar é pesada, medindo a intensidade e a cor da emissão de comprimentos de onda infravermelhos longos. A Pequena Nuvem de Magalhães, e sua companheira, a Grande Nuvem de Magalhães, são duas galáxias onde este tipo de pesquisa é possível.

2009 – Os quatro séculos da ciência moderna

Postado por Luciano Henrique Em 13 de January de 2010

Compacto da reportagem da revista unespciência, setembro de 2009. Alguns trechos foram acrescentados  por mim.

Em 1609, talvez entre uma aula e outra na Universidade de Pádua, o então professor de matemática Galileu Galilei (1564-1642) resolveu olhar para o céu. De posse de uns “óculos especiais” aperfeiçoados por ele mesmo a partir de um instrumento recém inventado por holandeses, ele viu a lua de um modo como ninguém jamais havia visto. Descobriu também que havia no espaço muito mais estrelas que se podia imaginar e que Júpiter tinha seus próprios satélites. Observações que ocasionaram a quebra do paradigma geocêntrico e uma mudança radical de visão do mundo vigente até então. Nascia ali a ciência moderna.

Tal fato trouxe ao pensamento cientifico que para gerar conhecimento é preciso observar, experimentar, calcular e raciocinar. A ciência deixava de ser explanada pelo tradicionalismo religioso e entravam em ação o racionalismo e o empirismo. A partir das observações com a luneta, Galileu mostrou que era possível enxergar além de nossos sentidos por meio de objetos produzidos pela razão. Houve também a ruptura da ideia do perfeccionismo divino pregado pela Igreja na época. Quando Galileu observa a lua e enxerga nela crateras, põe abaixo a escolástica de que o céu era perfeito.

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Eu, produtor de conhecimento

O ano de 1609 foi simbólico porque Galileu começa a oferecer uma visão inteiramente nova sobre o procedimento cientifico. Começa a haver uma sistemática para a experimentação e observação. Com fórmulas ele deduziu como a natureza agia. A partir daí, a matemática se uniu à ciência de forma promíscua e foi considerada por Galileu como a linguagem fundamental da natureza.

O que Galileu propunha, no entanto, era algo maior do que a ideia de que a Terra não é o centro do Universo. A nova maneira de fazer ciência e observar as imperfeições ao redor afetava a concepção do mundo de uma maneira arrasadora para toda a cultura antropocentrista e antropocentrada. Logo, os primeiros impasses entre ciência e religião começaram a acontecer. Naquele momento, o embate era claro, não se podia empenhar artigos de fé em assuntos de razão. E este foi o ponto crucial para o nascimento da ciência moderna. A separação entre ciência e fé, entre fato e valor. “A ciência determina fatos que, em princípio, servem para todos os homens; portanto são neutros do ponto de vista do valor. Se a Terra se move ou não isso não tem nada a ver com ser protestante ou católico”.

Acrescentado por João Paulo:
Assim foram muitos outros cientistas e filósofos, que sofreram nas mão da Inquisição. Mas aqui não se pode criticar a ciência ou a Igreja. Ambos tiveram seus auges, ambos se conderaram também. Porém, esse empasse ideológico pôde ser realmente apresentado com um filófoso e matemático muito importante, Descartes. Ele publicou seu livro “O Discurso do Método Científico” logo após as perseguições a Galileu, feitas pela Inquisição, sendo assim alvo de muitas críticas. Descartes mostrava bem diretamente, com sua dialética, que a CIÊNCIA NÃO EXCLUI A RELIGIÃO, elas podem muito bem viver em harmonia, alcançando assim a VERDADE ABSOLUTA. Porém o Homem hoje, se esqueceu totalmente das verdades, da moral, e alienando-se passou a preferir mais o TER do que o SER, nada mais do que a sociedade capitalista emprega.

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Homem fora do pedestal

Essa revolução deixou marcas na imagem que a civilização tinha de si mesma. Para Sygmund Freud (1856-1939), foi a primeira das três feridas que abalaram o narcisismo da humanidade, ao tirar dos homens a ideia de que eles ocupavam um lugar privilegiado no Universo. A segunda ocorreu há 150 anos com a teoria da evolução por seleção natural proposta por Charles Darwin em seu A Origem das Espécies. A terceira, segundo Freud foi a que seu próprio trabalho provocou ao mostrar que o homem não é senhor absoluto da sua própria psique. “O homem perdeu seu pedestal no Universo, mas se conscientizou como único Ser capaz de compreender a natureza e dominá-la”.

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Do moderno ao contemporâneo

Com os passar dos séculos sociedade e ciência juntamente evoluíram. A ciência que era tida como algo fútil e de quebra dogmática passara a ser tida como verdade absoluta com o Movimento Iluminista. Depois voltou a ter sua credibilidade abalada com tragédias que atingiram a humanidade, momentos que acabaram abrindo espaço para o misticismo.

Hoje, talvez o grande desafio da ciência seja o seu papel em relação à humanidade. “Com a consolidação da ciência, surgiu a suposição de que ela serve para todos, então não tem problema moral. Mas hoje sabemos que não é bem assim, porque gradativamente ela foi se tornando mais complexa, passou a precisar de financiamento. E se a ciência precisa ser financiada e foi se ligando ao sistema de produção, há, portanto, interesses envolvidos. O desenvolvimento mostrou que ela não é totalmente neutra. E os interesses tem sim implicações morais, sociais, no domínio dos valores” (Mariconda – professor de filosofia da ciência da USP).

O fato que marca a inflexão da ciência moderna na ciência contemporânea foi o Projeto Manhattan, a produção da bomba atômica. Esse fato fez com que a ciência ficasse cada vez mais aliada ao lucro e ao poder, distanciado-a cada vez mais da sociedade.

A ciência dos laboratórios se desenvolveu muito, mas deixou para trás a construção do conhecimento científico da população que está cada vez mais alienada. Hoje o cientista é taxado como alguém louco, que vive fora da realidade. A sociedade não consegue enxergar que a ciência está mais que presente em nosso cotidiano. As pessoas acompanham o desenvolvimento científico e tecnológico sem ter a menor ideia do conhecimento que está por trás e ficam sujeitas a pseudociências e misticismos tolos.

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
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