INTERVENÇÕES VISUAIS NA VIRADA CULTURAL

Postado por João Paulo Em 7 de April de 2011

INTERVENÇÕES VISUAIS ANIMAM VIRADA CULTURAL EM SÃO PAULO

Idealizado pela Visualfarm, projeto de arte-mídia com megaprojeções de imagens transforma diversos pontos históricos da cidade de São Paulo

A Visualfarm – produtora de projeções do VJ Alexis Anastasiou, criadora do Video Guerrilha, que desenvolve projetos visuais para as áreas de marketing e eventos, além de produzir espetáculos e instalações autorais – vai realizar intervenções visuais durante a Virada Cultural, nos dias 16 e 17 de abril. São quatro técnicas de megaprojeções de imagens em importantes edificações do centro da cidade.

 

No primeiro dia do evento, o VJ Alexis comanda, no prédio do Banespão, o Agigantador de Pessoas, instalação interativa, em que um mini estúdio escuro, montado na rua, em frente ao prédio, servirá de palco para a captação e transmissão simultânea da imagem das pessoas, de forma a que elas possam se ver com estatura gigantesca na fachada do histórico edifício.

 

No Pátio do Colégio, marco zero da capital, onde será comemorado o centenário da Orquestra Sinfônica Municipal com a Ópera Pagliacci, a Visualfarm oferecerá ao público a experiência da cenografia projetiva, técnica de projeção de imagens, composta por elementos cenográficos que vão alterar a arquitetura da construção secular.

 

Após a apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal, a equipe da produtora dará continuidade com a exibição de um espetáculo deprojeção Mapeada e Monumental. Com a proposta de remixar a fachada de 1.000 m² do Pátio do Colégio, a Visualfarm reapresentará o espetáculo de pintura de luzmapping, realizado na edição de 2010 da Virada Cultural, munidos de um acervo de pinturas e gravuras do século 19 de artistas como Jean-Baptiste Debret, Benedito Calixto e  Thomas Ender.

 

Outra apresentação de projeção mapeada foi marcada para a fachada principal do Sesc Belenzinho, com conteúdo produzido pela equipe de criação da Visualfarm..

 

Em comemoração ao Ano da Holanda no Brasil, a organização da Virada Cultural, em parceria com o Projeto Time Frame e o Consulado da Holanda convidaram doze artistas daquele país, sob a curadoria de Miguel Petchkovsky, para a instalação Holanda Monumental. Com o projeto Time_FrameTracking Imaginary Reality, os trabalhos destes artistas serão apresentados na empena do Ed. Condor, em frente à Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

 

Programação

 

Projeto: Agigantador de Pessoas

Local: edifício Altino Arantes – Banespão

Data: 16 de abril

Horário: 20h as 4h30

 

Projeto: Ópera Pagliacci

Local: Pátio do Colégio

Data: 16 e 17 de abril

Horário: 20h (16/4) e 19h (17/4)

 

Projeto: Remixando a arquitetura do Pátio do Colégio

Local: Pátio do Colégio

Data: 16 de abril

Horário: das 2h às 4h30 da madrugada

 

Projeto: Time_Frame / Tracking Imaginary Reality

Local: Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito da USP

Data: 16 de abril

Horário: a partir das 19h até 4h30

 

Projeto: SESC Belenzinho

Local: Rua Padre Adelino, 1.000

Data: 16 de abril

Horário: a partir das 20hs

CONTRIBUIÇÃO: ALAN CRUZ – VOICE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL

Velocímetro da morte

Postado por João Paulo Em 19 de March de 2010

A que velocidade se move o mundo? Em que sentido se dá seu giro? Em que órbita estamos? A vida nos faz indagações críticas, e a falta de atenção nos deixa pasmos diante de coisas simples…

O mundo hoje é cada dia mais rápido, mais avançado, mais corrido… O giro é um ciclo cada vez mais acelerado, casa-trabalho-trabalho-casa, casa-colégio-colégio-casa, e nesses caminhos cotidianos nos perdemos numa rota monótona em que uma novidade à frente de nossos olhos passa simplesmente despercebida.

A órbita nossa é a capitalista, o ciclo é financeiro, e a velocidade é a do “quem oferece mais”. Infelizmente tornou-se comum as tragédias da TV e as polêmicas do Congresso. Comodidade. Essa é a palavra certa para um mundo cada vez mais moderno.

Mas a modernidade nem sempre trás problemas, pelo contrário, sua auto-criação foi dada pela necessidade de melhorar o mundo e as condições de vida de seus moradores… Porém alguns gananciosos determinados pelo poder instantâneo, passaram a transformar o que era bom em ruim, favorecendo os egos egoístas, sim, não é pleonasmo, mas é que é tanto egoísmo que não há forma melhor de representá-lo.

Mas é assim que vai correndo a vida e a vida vai passando, a morte chegando e novos desastres econômicos, ambientais e morais, aparecendo… é a vida, é bonita, é bonita?? Pode até ser, depende de nós.

Freitas, J.P.O.

Poesia Matemática

Postado por João Paulo Em 19 de March de 2010

Millôr Fernandes


Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
“Quem és tu?”, indagou ele
em ânsia radical.
“Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.”
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.


Texto extraído do livro “
Tempo e Contratempo“, Edições O Cruzeiro – Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.

Imagem e Conteúdo: RELEITURAS.COM http://www.releituras.com/biofotos/millor.jpg

Veja o vídeo:

A Ciência está nos Jornais?

Postado por João Paulo Em 20 de January de 2010

Texto: João Paulo de Oliveira Freitas

  • Estava analisando como se encontra a divulgação da Ciência no Brasil atual.

Quem leu essa pequena frase já pode ter idéia sobre o que vou discutir. A influência da mídia no mundo científico atual.

Não estou a criticar negativamente os jornalistas, pois dentre tantos participantes da imprensa marrom atual, ainda existem aqueles que honram o diploma, aliás, este que infelizmente não vale mais para tal profissão. Na minha opinião, algo injusto. Mas voltemos ao assunto em pauta.

Seja na televisão, seja nas revistas sensacionalistas, a Ciência ganha pouco destaque. Não precisamos ir muito longe para entender do que estou falando. Hoje, quando você sentar em frente aquele “tubo de elétrons” (como diria Marcelo Tas), observe bem quantas notícias falam de tragédia, quantas falam de coisas boas e quantas falam de desenvolvimento, seja ele tecnológico ou científico. Depois preste atenção também quanto tempo o jornalista fica falando sobre o assunto da manchete para cada um dos temas citados. Vai ser fácil notar que as tragédias ocupam pelo menos 80% do noticiário do dia. E mais, quando se cita sobre algum desenvolvimento (geralmente internacional), ganha míseros segundinhos que se tornam nada perto de horas, dias, semanas ou meses falando do mesmo assunto de tragédia.

Como já disse, não se pode generalizar os jornalistas. Porém, infelizmente, aqueles que conseguem subir na profissão com caráter e honestidade, acabam sendo vítimas do sistema imposto (assim como muitos políticos) pela imprensa sensacionalista, e ai dele se não se entregar: rua. Não é culpa totalmente do jornalismo ou dos falsos jornalistas que levam informações distorcidas. Acaba sendo uma questão cultural do ser humano que se inflou mais no Brasil.

A Ciência e a Tecnologia brasileiras não têm grande espaço na divulgação nacional. Mas isso não fica só na imprensa não. Os próprios responsáveis pela aplicação do desenvolvimento interno, não estão muito interessados em utilizar a tecnologia brasileira. Há uns dias atrás, nosso amigo Luciano postou uma notícia aqui no CienTecno comentando sobre um engenheiro que desenvolveu um projeto super interessante sobre análise de terrenos, o que faria prever deslizamentos entre outros abalos, e acreditem ou não, ele não conseguiu apoio em nenhum órgão brasileiro de desenvolvimento, sendo forçado, então, a buscar apoio internacional. O projeto será usado em outro país.

Assim como esse rapaz, há muitas pessoas, é o que em geopolítica chamamos de “fuga de cérebros”. Grandes cientistas brasileiros vão para o exterior por serem melhor reconhecidos. E é assim que o de fora se desenvolve mais que o de dentro.

Já disse para muita gente que pretendo me desenvolver e aplicar meu conhecimento no Brasil, já que sou brasileiro. Alguns me chamam de patriota, outros de nacionalista, não sei bem o que é isso, mas eu acho justo. Porém, após ler essa notícia, posso dizer, esse raciocínio se abalou. Assim como pode ter ocorrido com muitos outros que leram aquele mesmo texto.

Agora venho comentar novamente para não me tornar hipócrita: será que a notícia é totalmente verdadeira ou será mais uma jogatina da mídia para trazer sensacionalismo ao leitor? É difícil encontrar a “verdade absoluta”.

Deve-se pensar no assunto, entender um pouco a situação do mundo científico na publicidade atual. A TV nem sempre está certa, assim como eu, como você, como as informações desse texto. Não se deixe enganar, não se torne alienado. Tente encontrar a verdade por trás de tudo isso. Os imperativos da globalização estão ao redor de tudo e de todos, poluindo nossas mentes e consumindo nosso dinheiro. “Compre isso, compre aquilo, use isso, use aquilo”…$$$…Pense!

Mente aberta JÁ!

“A verdadeira ignorância não reside na falta de conhecimentos,

mas na falta de vontade de aceitá-los.”

(Karl Popper)

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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