Um Vidro-Metal?

Postado por João Paulo Em 12 de January de 2011

Não é loucura o que está escrito no título. Já foi desenvolvido um vídro metálico, com propriedades de tenacidade e resistência entre as maiores já existentes.

Cientistas de Materiais na Califórnia desenvolveram o vidro metálico que é uma microamálgama feita de paládio, tem uma estrutura química que neutraliza a fragilidade inerente do vidro, mas mantém sua resistência. Ele não é muito denso, e é mais leve que o aço, com peso comparável a de uma liga de alumínio ou titânio.

  • Para entender a importância do material criado, é necessário entender que TENACIDADE é a energia necessária para o material se romper e RESISTÊNCIA é quanta força o material pode aguentar até se deformar. Para entender melhor, pense em um material cerâmico, como uma xícara: apesar de dura, ela quebra facilmente, ou seja, sua tenacidade é baixa.

Ele provavelmente tem a melhor combinação de resistência e tenacidade já alcançada, diz Robert O. Ritchie, cientista de materiais do Lawrence Berkeley National Laboratory, um dos autores de um trabalho que descreve o novo vidro. Ele não é o material mais resistente já criado, mas com certeza é um dos melhores, com uma combinação de resistência e tenacidade.

Os cientistas do Instituto vem trabalhando no desenvolvimento de vidros há anos, procurando uma maneira de deixar eles menos quebradiços.

Cada elemento quer se cristalizar efetivamente cada um da sua maneira, então o processo de cristalização é desacelerado, disse Ritchie. “Ele é 100% vidro: não há nada para impedir as fissuras [o vidro faz isso sozinho], e acreditamos que este seja um avanço importante.

O vidro é caro e difícil de se produzir, devido à quantidade de metais envolvida e ao processo necessário para resfriá-los. Por isso demorará um certo tempo para vermos um materialzinho desse sendo aplicado no nosso dia-a-dia. Mas vale a pena saber que ele já pode ser desenvolvido.

Informações de Gizmodo

Compósito Sensorial

Postado por João Paulo Em 12 de January de 2011

A busca por novos materiais e o desenvolvimento tecnológico de produtos cada vez mais resistentes aqueceu a pesquisa envolvendo materiais compósitos.

  • Materiais compósitos são aqueles compostos pela união de materiais diferentes que fornecem características específicas, formadas pelas características principais de cada material. Por exemplo a fibra de carbono, fibra de vidro, honeycomb, entre outros.

No meio dessas pesquisas surgem os cientistas do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, que criaram um novo material compósito que possui “capacidades sensoriais” em toda a sua extensão.

O material foi desenvolvido pensando-se na questão de análises de cargas que os materiais estão submetidos quando aplicados em pás de geradores eólicos e superfícies de carros, por exemplo.

Atualmente ainda são utilizados sensores que são colados na superfície e submetidos a condições extremas do vento, analisando-se as características de deformação do material.

O novo material pode ser inserido no meio ou na superfície de peças estruturais feitas de materiais plásticos ou compósitos – o equivalente a instalar sensores na peça inteira. E ele pode entrar no processo normal de conformação, quando a peça ganha o seu formato final.

O “material sensorial” é uma mistura de plástico e metal, que entra em uma categoria chamada material compósito metal-polímero. Por poder ser formado por vários polímeros, é uma vantagem para diversas indústrias, pois além de poderem produzir os polímeros, sendo o material sintético, ele é mais fácil de ser produzido.

O funcionamento das suas Capacidades Sensoriais se dá pelas características de condutibilidade de calor e eletricidade. Quando o material é submetido a uma carga, sua resistência elétrica modifica-se podendo ser medida por fios ligados diretamente na superfície do material. Os sinais gerados são interpretados por um equipamento computacional de análise.

Como a leitura pode ser feita em diversos pontos, é possível determinar exatamente a coordenada onde a carga mais crítica foi aplicada e assim alterar o desenho, a performance ou a aerodinâmica do produto.

Segundo Arne Haberkorn, gerente do projeto, o material já foi testado em uma grande variedade de peças e aplicações e já está pronto para ser repassado à indústria.

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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