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Pesquisador reinventa a Roda

Postado por João Paulo Em 2 de February de 2010

rodanovaEstava eu lendo a edição de dezembro de 2009 da revista Unesp Ciência, quando me deparei com uma notícia de um pesquisador da Unesp de Bauru. Assustei ao ver que mesmo estando na mesma universidade, ainda não tinha ouvido falar do projeto em desenvolvimento ali pertinho de mim.

Segundo a revista, o professor de Desenho Industrial Osmar Vicente Rodrigues, está reinventando a roda. Sua pesquisa está voltada ao desenvolvimento de um sistema que modifica o formato da roda para se adequar a diversos terrenos.

Esse foi o objetivo de seu projeto de doutorado, desenvolvido entre 2004 e 2008 no Royal College of Art (RCA), de Londres, um dos mais renomados centros de pesquisa em design do mundo. A pumplon wheel, como a batizaram os britânicos, foi selecionada pela instituição como o melhor trabalho de inovação em 2006 na categoria arquitetura e ambiente. O termo pumplon, fusão das palavras pumpkin (abóbora, do tipo moranga) e melon (melão), já dá uma ideia geral do funcionamento do invento. “São as duas formas extremas que a roda pode assumir”, explica Rodrigues. Com diâmetro máximo e largura mínima, temos a moranga; na situação inversa, eis o melão. Em português, o pesquisador prefere chamá-la de “roda fora de estrada”.

Abaixo você tem as formas que a roda pode assumir:

Veja a reportagem completa, em versão pdf, sobre a “nova roda” na revista Unesp Ciência:

http://www.unesp.br/aci/revista/ed04/pdf/UC_04_Quem01.pdf

UNESP divulga resultado

Postado por João Paulo Em 29 de January de 2010

Hoje saiu o resultado de um dos maiores vestibulares do país, o da Unesp 2010.  A universidade esse ano modificou seu estilo de prova aprovando o sistema de duas fases, mas mantendo a opção de utilização da nota do Enem.

Para conferir a lista de aprovados e lista de espera, CLIQUE AQUI.

Se você quer verificar seu desempenho, CLIQUE AQUI.

Mais informações, www.vunesp.com.br

Quando a ciência omite as contradições

Postado por Luciano Henrique Em 19 de January de 2010

fonte: Revista unespciência, outubro de 2009.

Alguns pesquisadores disseram que meu artigo anterior teria sido mais justo se tivesse mostrado que não só jornalistas omitem visões conflitantes sobre as descobertas científicas, como muitas vezes cientistas também enveredam por apresentar a ciência como se ela parecesse detentora de verdades absolutas. Na verdade, não se tratou de ignorar a parte do problema que diz respeito aos cientistas, mas de cobrar da imprensa o cumprimento de um de seus preceitos éticos e técnicos mais básicos. E, para não deixar o assunto esfriar, já que esta coluna dá as caras só uma vez por mês, vamos ao assunto.

Inicialmente, vale a pena abordar um importante aspecto da imagem que a sociedade contemporânea tem dos cientistas. É o que mostrou uma pesquisa nacional realizada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) em 2007. No levantamento, a comunidade acadêmica foi o grupo mais bem avaliado em relação ao aspecto da credibilidade pública: apenas 2% dos entrevistados escolheram “cientistas que trabalham em universidades” como resposta à pergunta “Se você desejar receber informações sobre algum assunto importante para você e para a sociedade, quem te inspira menor confiança como fonte de informações?”. As outras alternativas de resposta eram: representantes de organizações de defesa do consumidor (escolhida por 3% dos entrevistados), médicos (7%), cientistas que trabalham em empresas (7%), escritores (8%), jornalistas (15%), religiosos(18%), militares (44%) e políticos (84%).

Esse imaginário social da ciência apontado no Brasil pelo estudo do MCT corresponde aos resultados de diversas pesquisas de opinião pública estrangeiras, como os levantamentos bianuais da Fundação Nacional da Ciência, nos Estados Unidos, e da européia Eurobarometer, assim como a pesquisa realizada em 2003 em alguns países latinos, entre eles o Brasil [Vogt, C. & Polino, C. (orgs.), Percepção pública da ciência: Resultados da pesquisa na Argentina, Brasil, Espanha e Uruguai, 2003.]

Como já foi dito no artigo anterior, geralmente os bons papers fazem menção a trabalhos baseados em visões conflitantes com a do autor. Ou seja, de um modo geral, a produção científica é conduzida com o necessário espírito autocrítico, de modo a merecer a credibilidade apontada nas referidas pesquisas de opinião pública.

Mas a ciência também tem seus momentos menos nobres. Foi lamentável, por exemplo, há exatos 20 anos, a atitude de muitas equipes de cientistas, em diversos países, que anunciaram à imprensa terem conseguido reproduzir o mesmo experimento da fusão nuclear a frio que os norte-americanos Stanley Pons e Martin Fleischman, da Universidade de Utah, disseram ter realizado, mas que depois se revelou ter sido um engodo.

Outro mau exemplo veio do próprio Projeto Genoma Humano, como bem demonstrou o jornalista Marcelo Leite em sua tese de doutorado em sociologia da ciência, na Unicamp, em 2005, que tomou forma posteriormente no livro Promessas do genoma, da Editora Unesp, de 2007. O estudo mostra que, desde seu início em 1989, as lideranças do projeto passaram a adotar, em sua estratégia para captação de elevadas somas de recursos, uma comunicação amplamente baseada no argumento determinista de que “tudo está nos genes”. E isso aconteceu justamente em um momento do desenvolvimento da biologia em que estava consolidada a convicção de que a arquitetura do genoma humano não comporta interpretações deterministas.

Muitos outros exemplos podem ser dados de iniciativas por parte de cientistas movidos por interesses alheios ao ethos da pesquisa. Certamente esses procedimentos não correspondem ao que é posto em prática no dia-a-dia da ciência. E, mesmo que fosse o contrário, isso reforçaria ainda mais a necessidade de os jornalistas trabalharem sempre sob a perspectiva do contraditório.

Regulamento Aerodesign 2010

Postado por João Paulo Em 14 de January de 2010

A SAE Brasil já divulgou o regulamento 2010 para a competição Aerodesign do ano.

Aerodesign é uma competição realizada no CTA, em São José dos Campos, no aeroporto da Embraer. Ela visa despertar nos estudantes universitários a vontade de trabalhar com aeronaves. Diversas universidades do Brasil e Mundo participam da competição; durante o ano desenvolvem projetos de aeronaves para competir próximo ao final do ano.

Na competição há três categorias: Micro, Regular e Aberta (Open).

No último ano, no qual eu participei, a Unesp de Bauru levou o título de Segundo Lugar na classe aberta, a micro (minha equipe) ficou em quarto, porém sofremos alguns probleminhas, mas todas as equipes também sofreram devido a ser o primeiro ano da categoria na competição. A classe regular foi reconhecida como a possuidora da menor caixa de transporte, entre seus vôos que também sofreram um pouco, mas foram muito bonitos.

Abaixo estão os regulamentos da competição 2010! E que venha Aerodesign 2010, U U UNESP BAURU!!!

DOWNLOAD:

Regulamento SAE AeroDesign 2010 (atualizado em 12/01/2010)

Regulamento de Procedimento Operacionais

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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