Arquivos da Categoria ‘Sustentabilidade’

Os fabricantes de eletrônicos mais verdes

Postado por João Paulo Em 18 de January de 2010

Fonte: Logistica Descomplicada

Pesquisa realizada pelo Greenpeace faz um ranking dos 18 principais fabricantes de computadores, telefones celulares, TVs e vídeo games, mostrando quem tem práticas ecologicamente corretas, e aqueles que ainda tem muito a melhorar.

A pesquisa completa pode ser encontrada neste link, e abaixo apresento um resumo das políticas das 18 empresas com relação aos produtos químicos tóxicos, reciclagem e mudanças climáticas. O ranking está em sua 14ª versão, atualizada agora em janeiro de 2010, e apresento os links de todas as empresas citadas. Vale lembrar que toda a pesquisa está em inglês.

Em primeiro lugar, encontra-se a finlandesa Nokia. Apesar de não apoiar pró-ativamente a Restrição para uso de substâncias tóxicas em eletrônicos (RoHS na sigla em inglês). A Nokia utiliza plástico reciclado em algumas de suas embalages (há pressão para que use também nos aparelhos), faz um bom gerenciamento do uso de produtos químicos e tem um programa de recolhimento de materiais usados em locais onde isto ainda não é lei. Todos os seus aparelhos atingem ou superam as especificações de uso eficiente de energia. FIcou com 7,3 pontos, na escala de 0 a 10. Confira o relatório completo para a Nokia clicando aqui.

Em 2º lugar, com 6,9 pontos encontra-se a Sony Ericsson, que é a única a conseguir todos os pontos possíveis no gerenciamento de produtos químicos. A Sony Ericsson também se destaca no quesito uso de energia. Veja o relatório.

A Toshiba subiu para a 3ª posição, mesmo falhando, assim como a Nokia, em apoiar a revisão da Restrição para uso de substâncias tóxicas em eletrônicos (RoHS na sigla em inglês). Busca até abril deste ano oferecer produtos livres de PVC e retardadores de chama bromados (BFR na sigla em inglês). Confira o relatório para a Toshiba aqui.

A Philips consegue boa pontuação tanto em gerenciamento de produtos químicos quanto em uso eficiente de energia, mas perde alguns pontos por não apoiar a revisão da RoHS. Ocupa o 4º lugar neste ranking e o relatório encontra-se neste link.

A Apple subiu rapidamente no ranking, ficando com a 5ª posição (depois de figurar em 11º e 9º nos rankings anteriores). A Apple consegue boa pontuação na parte de produtos químicos tóxicos, onde marca a maioria dos seus pontos. Todos os produtos da marca agora são livres de PVC e retardadores de chama bromados (BFR na sigla em inglês). Para melhorar ainda mais a Apple precisaria ser mais clara em suas posições políticas daquilo que apóia ou não nos processos ecologicamente corretos, e oferecer maiores detalhes quanto aos fluxos de informações em sua supply chain no que se refere às fábricas que ainda usam alguns produtos químicos desaconselhados. O relatório encontra-se aqui.

A LG Eletronics subiu para a 6ª posição, mas ainda perde pontos por não ter produtos livres de PVC e retardadores de chama bromados (BFR na sigla em inglês). O relatório do Greenpeace para a LGE pode ser encontrado aqui.

Na parte debaixo do ranking, na área vermelha, encontramos os 3 últimos colocados:

A Lenovo continua na parte debaixo da tabela por conta de uma punição na pontuação por voltar atrás na decisão de fazer produtos livres de PVC e retardadores de chama bromados (BFR na sigla em inglês). O relatório completo para a Lenovo encontra-se aqui.

A Microsoft, com apenas 2,4 pontos, aparece na posição 17. A Microsoft, segundo o estudo, não recicla, não usa produtos reciclados, não possui produtos com boa eficiência energética dentre muitos outros pontos negativos. No entanto, a MS está comprometida a elimitar PVC e BFR de seus produtos até este ano. Confira o relatório aqui.

O útlimo lugar no ranking fica com a Nintendo com apenas 1,4 pontos dos 10 possíveis. Alguns consoles da empresa possuem fiação interna livre de PVC, mas não há prazo para eliminar completamente o componente. Nos quesitos levados em conta pelo Greenpeace, em nenhum a Nintendo consegue sequer “parcialmente bom”. O relatório da Nintendo elaborado pelo Greenpeace pode ser encontrado neste link.

Leandro Callegari Coelho – Logística Descomplicada © 2010

Novas tecnologias premiadas!

Postado por João Paulo Em 14 de January de 2010

Em 2009 a SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade) promoveu seu Congresso Anual de Engenharia. Nele houve premiações às empresas com as melhores inovações tecnológicas. São elas: Delphi, Iveco, Plascar e Schaeffler. O mais interessante é que dentre todas as participantes, ganhadoras ou não, o tema deste ano, em grande parte, foi a sustentabilidade.

Conheça as inovações:

DELPHI: apresentou o motor bicombustível diesel-etanol para veículos pesados. A concepção desse projeto partiu de um motor a diesel, utilizando a combinação  desses dois combustíveis, mantidos em dois tanques distintos. A utilização dessa tecnologia tras possibilidade de grande redução no custo operacional, além da utilização de um combustível renovável.

IVECO: o Daily Elétrico, primeiro caminhão do Brasil movido a energia 100% limpa e renovável, foi a principal atração da empresa. O projeto foi desenvolvido em parceria entre o fabricante e a Itaipu Binacional. O modelo não emite CO2 e explora as possibilidades do uso da energia elétrica no transporte de carga e passageiros. A velocidade máxima do comercial é de 85km/h e ele conta com um sistema similar ao Kers usado na F-1, que ajuda na recuperação de energia.

PLASCAR: o desenvolvimento de componentes com fibras naturais foi a novidade da empresa, que desta vez usou fibra de bananeira na produção de peças de acabamento interno e externo de veículos, e também mostrou proposta de reaproveitamento de garrafas PET para carpete de carro, uma alternativa aos petroquímicos.

SCHAEFFLER: o grupo levou ao congresso a Transmissão de Dupla Engrenagem (DCT), que alia redução do consumo de combustível ao conforto das transmissões automáticas e ainda ajuda a diminuir as emissões.

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Alguns textos retirados da Revista Engenharia Automotiva e Aeroespacial No. 40

Projetos de “plástico verde” vão atrair até US$ 3 bi em três anos

Postado por João Paulo Em 10 de January de 2010

Data de publicação: 04/01/2010
Local: São Paulo – SP
Fonte: Valor Econômico
Link: http://www.valoronline.com.br
Mônica Scaramuzzo

O mercado de álcool químico deverá receber investimentos bilionários, que podem oscilar entre US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões nos próximos dois a três anos, segundo analistas ouvidos pelo Valor. Os recursos serão destinados ao desenvolvimento da chamada rota do eteno, em substituição à nafta, derivada do petróleo, como matéria-prima para produção de derivados químicos e plásticos
Grandes companhias, entre elas a Braskem, braço petroquímico do grupo Odebrecht, e multinacionais, como Dow Química, Rhodia, DuPont e Amyris, estão focando seus investimentos nesse mercado, que hoje gira um volume bem pequeno, de cerca de 1 bilhão de litros de etanol para as indústrias químicas por ano. A expectativa, contudo, é de que o volume possa chegar a 5 bilhões de litros nos próximos três anos e até 10 bilhões de litros em cinco anos, segundo Júlio Maria Martins Borges, presidente da consultoria Job Economia e Planejamento.
Para se ter uma ordem de grandeza, para cada dois litros de álcool químico se produz um quilo de “plástico verde”, observa Jaime Finguerut, engenheiro químico do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), de Piracicaba (SP).
A rota do eteno não vai substituir 100% a nafta, e nem é intenção que isso aconteça. Vale lembrar que o Proálcool, programa criado nos anos 70 com o objetivo de transformar o etanol em combustível, trouxe grandes avanços ao mercado interno e hoje o álcool hidratado responde por cerca de 50% do combustível consumido no país. Além disso, o etanol anidro é misturado à gasolina em 25%.
Os esforços para fomentar o mercado de álcool químico já começaram. A primeira fábrica dedicada a esse segmento está sendo erguida pela Braskem, em Triunfo, no Rio Grande do Sul, para a produção de eteno e polietileno a partir do etanol. A perspectiva é de que a produção tenha início já este ano. O investimento estimado na unidade pode chegar a R$ 500 milhões.
A Dow Chemical tem um projeto orçado em até US$ 1 bilhão para construir uma unidade gigante com esse objetivo. O projeto inicial previa a instalado em Santa Vitória, em Minas Gerais, em parceria com a Santelisa Vale, que foi incorporada pela francesa Louis Dreyfus. A unidade já estaria em andamento, mas o plano parou temporariamente por conta da crise que se abateu sobre a Santelisa. A Dow garante que, se a parceria com a francesa não se concretizar brevemente, pretende buscar outro sócio estratégico para tocar o projeto.
Em comunicado enviado ao Valor, a Dow informou que “continua interessada nos benefícios que esse projeto trará para o crescimento da empresa no Brasil, assim como nos avanços no desenvolvimento de materiais renováveis e bioenergia, prezando pela reputação da Dow como líder mundial em química sustentável”. Segundo a companhia, o mercado de polietileno na América Latina é um dos mais estratégicos para a multinacional e “nós seguimos comprometidos com o fortalecimento da posição de liderança da Dow na região.” Ainda de acordo com a empresa, “uma fábrica com escala mundial no Brasil, utilizando um recurso renovável de etileno, continua sendo uma prioridade para a Dow e um componente estratégico para nosso compromisso de longo prazo com o mercado brasileiro”.
“Houve uma euforia com a viabilidade de se investir na rota de eteno a partir do etanol quando os preços do barril do petróleo atingiram o pico de US$ 140 (junho de 2008). Depois a situação esfriou com a crise financeira a partir de setembro de 2008, e os preços do petróleo chegaram a ficar abaixo de US$ 40 o barril (no início do ano passado). A perspectiva é de que os preços do petróleo fiquem em torno de US$ 70 a US$ 80 (este ano), o que torna novamente os projetos viáveis”, disse Borges. Na quinta-feira, último pregão de 2009, o barril do WTI, negociado em Nova York, fechou cotado a US$ 79,36. No ano, a alta foi de 78%.
“A busca por produtos verdes, com matéria-prima renovável, tem se tornado prioridade para muitas empresas”, afirmou José Carlos Grubisich, presidente da ETH Bioenergia, também do grupo Odebrecht. A ETH vai fornecer álcool químico para a fábrica da Braskem.
Em dezembro, a empresa americana Amyris firmou uma joint venture com a usina Boa Vista, de Goiás, do grupo São Martinho, para produzir especialidades químicas à base do caldo de cana. Nessa joint venture, as duas empresas vão investir US$ 50 milhões para construir uma fábrica ao lado da usina Boa Vista. A Amyris desembolsou R$ 140 milhões para adquirir participação na usina e outros R$ 90 milhões serão aportados pelas duas empresas para elevarem a capacidade de produção de cana daquela unidade. A Amyris também fechou acordo comercial com os grupos Cosan, Bunge e Açúcar Guarani, controlada pela Tereos. Neste mês, a empresa anunciará outra joint venture para dar continuidade aos seus projetos. A americana detém a tecnologia que permite a produção de farneseno, um componente químico resultado da fermentação do caldo de cana com leveduras. O farneseno é utilizado como matéria-prima para a produção de lubrificantes, cosméticos, diesel e combustíveis de avião.
Grubisich, da ETH, lembra também que além da produção de plástico a partir do etanol, o álcool químico é matéria-prima para o acetato de etila e para solventes, utilizados em larga escala por grandes companhias químicas do pais.
Empresas como a Rhodia, que tem planos para o etanol, e a Solvay, são grandes compradoras do produto para esse fim. “O mercado voltou a amadurecer esta ideia e deverá se desenvolver rapidamente, considerando que os preços do petróleo dificilmente ficarão abaixo de US$ 70 a US$ 80 o barril nos próximos anos”, disse Borges.

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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