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Brasil busca projetos para redução dos resíduos eletrônicos

Postado por João Paulo Em 7 de March de 2010

Obsolescência acelerada

O indiscutível progresso que a eletrônica e informática trouxeram para a humanidade não esconde um outro fato igualmente patente: os avanços tecnológicos colocaram desafios importantes à sociedade, entre os quais a necessidade de ações e de políticas para garantir a destinação adequada dos resíduos eletrônicos ao fim de sua vida útil.

Com a rapidez da evolução e do aperfeiçoamento dos produtos, computadores e celulares, por exemplo, tornam-se obsoletos e são abandonados continuamente. Esses equipamentos, descartados em lixões, oferecem risco para a saúde humana e para o meio ambiente devido à utilização em sua fabricação de metais pesados e outros elementos e compostos tóxicos, incluindo o chumbo e o mercúrio.

Aproveitamento do lixo eletrônico

No Brasil, iniciativas isoladas buscam minimizar o problema. Uma das soluções para mudar essa realidade partiu do Centro de Computação Eletrônica da Universidade de São Paulo (USP). A unidade inaugurou, recentemente, um centro de aproveitamento de lixo eletrônico (Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática – Cedir) na Cidade Universitária. Para isso, um galpão de 400 m² foi adaptado para carga e descarga, depósito para categorização, triagem, destinação e adequação do material.

Entre os parceiros da USP está o Laboratório de Sustentabilidade do Massachusetts Institute Of Technology (MIT), dos Estados Unidos. Além da coleta dos resíduos, a ação resultou na aquisição de micros verdes, como são apelidados os PCs (computadores) fabricados sem chumbo e outros metais pesados; e a criação do selo verde, com certificação própria para identificar máquinas com material e funcionamento ambientalmente adequados.

Reciclagem x Inclusão social

Outra iniciativa de reciclagem de lixo eletrônico foi implantada pelo governo Federal a partir de 2004. O Projeto Computadores para Inclusão (Projeto CI) consiste numa rede nacional de reaproveitamento de equipamentos de informática, formação profissional e inclusão digital. Aparelhos descartados por órgãos do governo, empresas e pessoas físicas são recuperados nesses centros e doados a telecentros, escolas e bibliotecas de todo o País.

O projeto é coordenado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, que estabelece parcerias locais para a manutenção e funcionamento das unidades de recondicionamento. Já foram implantados centros nas cidades de Porto Alegre (RS), Guarulhos (SP), Belo Horizonte (MG) e Gama (DF).

Ainda na Capital Federal, a Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) investiu no Projeto de Transferência de Tecnologia e Montagem de Computadores e Sistemas de Rede para Inclusão Social. A ação consistiu na capacitação de cerca de 400 pessoas da periferia, entre estudantes e desempregados, na cidade de Planaltina, a 38 km de Brasília. O grupo participou de um curso de manutenção e montagem de computadores e passou a recuperar equipamentos doados por instituições públicas e universidades. O trabalho foi realizado em parceria com o Instituto Novas Fronteiras da Cooperação (INSC), entidade com atuação na área social.

Projeto ambiental para o setor de eletroeletrônicos

O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI/MCT), em Campinas (SP), trabalha agora na estruturação e articulação de um novo projeto ambiental para o setor de eletroeletrônicos.

A proposta do intitulado Ambientronic é atuar em três frentes: apoio aos fabricantes na adequação de produtos, promoção do ecodesign e análise do ciclo de vida nas indústrias, e estímulo às indústrias de reciclagem para se adequarem às práticas internacionais.

“A grande questão é promover inovação com sustentabilidade. Como fazer uma coisa economicamente viável e socialmente interessante sem agredir o meio ambiente. Nesse ponto, podemos ajudar e dar suporte às empresas para que possam se adequar e elaborar produtos mais fáceis de reciclar”, ressalta o chefe da Divisão de Qualificação e Análise de Produtos Eletrônicos do CTI/MCT, Marcos Pimentel.

Ele cita ainda como exemplo políticas adotadas na Europa e no Japão, em que a responsabilidade pelo recolhimento é geralmente do fabricante ou de quem colocou o produto no mercado.

“Mas isso também tem custos; nos países ricos quem acaba pagando é o consumidor ou, de alguma maneira, a indústria. É uma questão relativamente complexa no aspecto da logística, porque o lixo eletrônico não é um resíduo normal, é perigoso e contém elementos tóxicos. É preciso saber quem fará esse recolhimento, como descartar e dar o destino correto. Todos esses aspectos estão em discussão entre governo, academia, empresas e recicladores”, conclui.

Além da questão técnica, Pimentel considera a falta de uma legislação adequada para a destinação dos resíduos eletrônicos um dos principais entraves a serem superados no Brasil. “Temos legislação especificamente para baterias, tanto que o índice de recolhimento passou a ser muito alto, mais de 95%, porque é obrigatório. Mas para eletroeletrônicos não existe. Um projeto de lei tramita, há muito tempo no Congresso Nacional e agora está sendo colocado na pauta. O Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), responsável por encaminhar essas indicações, chamou novamente o grupo de trabalho e propôs um texto novo para enquadrar o segmento na Lei, dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, informa.

Ambientronic

A mobilização para elaborar a proposta do Ambientronic iniciou, há dois anos, com o levantamento das informações e oficinas com vários segmentos relacionados com eletroeletrônicos.

Um dos resultados práticos foi o acordo firmado com a Associação dos Fabricantes de Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo). “Vamos elaborar um projeto-piloto para ajudar empresas desse setor a conseguirem a certificação de ambientalmente corretas. A partir do conhecimento adquirido, pretendemos estender para o setor eletroeletrônico, que é muito mais amplo”, afirma José Rocha, responsável pelo Ambientronic no CTI.

O CTI trabalha em conjunto com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para adaptar regras internacionais à realidade brasileira. “Os produtos ambientalmente não corretos acabam vindo para o Brasil. Precisamos ter um sistema de avaliação e preparar nossas empresas para exportar para Europa, por exemplo. Já temos quatro laboratórios candidatos a fazer esses ensaios, dentro do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), um deles creditado pela ABNT. A meta é ter as normas estabelecidas, até o fim do ano, para formalizar os convênios necessários porque o MCT não tem como atuar sozinho nesta questão”, conclui Pimentel.

Fonte: Inovação Tecnológica

Fotossíntese artifical gera hidrogênio para células a combustível

Postado por João Paulo Em 18 de February de 2010

Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica – 18/02/2010 – [Imagem: Nann et al.]

Fontes de energia do futuro

Células de combustível alimentadas por hidrogênio e energia solar são as duas maiores esperanças para as fontes de energia do futuro, que sejam mais amigáveis ambientalmente e, sobretudo, sustentáveis.

A combinação das duas então, é considerada como particularmente limpa: produzir hidrogênio para alimentar as células a combustível quebrando moléculas de água com a luz solar seria de fato o melhor dos mundos.

Esta é a chamada fotossíntese artificial, que vem sendo alvo de pesquisas de vários grupos de cientistas ao redor do mundo, com diferentes abordagens.

Eletrodo fotocatalítico

Agora, uma equipe liderada por Thomas Nann e Christopher Pickett, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, criou um fotoeletrodo eficiente e robusto e que pode ser fabricado com materiais comuns, de baixo custo.

O novo sistema consiste de um eletrodo de ouro que é recoberto com camadas formadas por nanopartículas de fosfeto de índio (InP). A seguir, os pesquisadores adicionaram um composto de ferro-enxofre [Fe2S2(CO)6] sobre as camadas.

Quando submerso em água e iluminado com a luz do Sol, sob uma corrente elétrica relativamente fraca, este sistema fotoeletrocatalítico produz hidrogênio com uma eficiência de 60%.

“Esta eficiência relativamente elevada é um avanço”, diz Nann.

Fotossíntese artificial

Que o sistema funciona os pesquisadores já comprovaram. Mas como ele funciona? Entender os mecanismos da reação é essencial para aprimorá-lo e levá-lo até aplicações práticas.

Os pesquisadores teorizam o seguinte mecanismo para a reação: as partículas de luz são absorvidas pelo nanocristais de InP, excitando os elétrons em seu interior. Nesse estado excitado, os elétrons podem ser transferidos para o composto de ferro-enxofre.

Em uma reação catalítica, o composto de ferro-enxofre então transfere seus elétrons para os íons hidrogênio (H+) na água em volta, que são então liberados sob a forma de moléculas de hidrogênio (H2). O eletrodo de ouro fornece os elétrons necessários para repovoar os nanocristais de InP.

Hidrogênio industrial

Em contraste com os processos de fotossíntese artificial já divulgados até agora, o novo sistema funciona sem moléculas orgânicas. Estas moléculas precisam ser convertidas para um estado excitado para que possam reagir, o que faz com que se degradem ao longo do tempo.

Este problema limita o tempo de vida de sistemas de fotossíntese artificial com componentes orgânicos.

O novo sistema agora descoberto é puramente inorgânico e tem, portanto, uma vida útil muito maior.

“Nosso novo sistema de eletrodo fotocatalítico é robusto, eficiente, barato e livre de metais pesados tóxicos,” afirma Nann. “Ele pode ser uma alternativa altamente promissora para a produção de hidrogênio industrial.”

Embora sejam promissoras, o hidrogênio para as células a combustível atuais é fabricado a partir do gás natural, um “primo” do petróleo.

Bibliografia:

Water Splitting by Visible Light: A Nanophotocathode for Hydrogen Production
Thomas Nann, Saad K. Ibrahim, Pei-Meng Woi, Shu Xu, Jan Ziegler, Christopher J. Pickett
Angewandte Chemie International Edition
5 Feb 2010
Vol.: Early View
DOI: 10.1002/anie.200906262

Bicicleta gera energia para mobile

Postado por João Paulo Em 9 de February de 2010

Faça trilhas, longos percursos e continue conectado com o mundo.

PedalPower + é uma inovação que permite que os ciclistas recarregarem seus telefones celulares, GPS e outros dispositivos pequenos em um processo seguro a partir de um dínamo de bicicleta.

Antigamente o dínamo de bicicleta foi usado para iluminação do farol. Agora poderá telefonar, usar o GPS, escutar música, fotografar… Sua bicicleta se encarregará de gerar energia para carregar seus dispositivos móveis!

Serve perfeitamente para pequenos dispositivos que exigem 5v até 600mA, entrada DC para recarregá-las. Aparelhos como o GPS, telefones celulares, pilhas AA e AAA, câmeras digitais, MP3, iPod e iPhone, só para citar alguns.

Tecnologia a serviço da vida de forma sustentável!

Fonte: likecool e copycatsolar

Primeira usina de ondas no Brasil recebe licença para instalação

Postado por Luciano Henrique Em 9 de February de 2010

Fonte: Apolo11 – http://www.apolo11.com/energias_alternativas.php?posic=dat_20100209-08 3152.inc

O projeto-piloto da primeira usina brasileira de produção de energia através das ondas do mar recebeu a licença ambiental de instalação concedida pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).
A usina vai funcionar no Porto de Pecém, instalada a 3 quilômetros da costa, deverá ocupar uma área de 200 metros quadrados no Terminal de Múltiplas Utilidades do Pecém (TMUT). Inicialmente irá produzir 100 KW, equivalente ao consumo de 60 casas de padrão médio, energia suficiente para ser aproveitada no abastecimento das instalações do próprio Porto de Pecém.

A grande vantagem é que sua fonte de energia é 100% limpa e considerada de baixo impacto ambiental, já que não há necessidade de represar água, como no caso das hidrelétricas. “Há a possibilidade de degradar o mínimo possível”, afirmou a superintendente da Semace, Lucia Teixeira, durante apresentação do projeto a imprensa.

A usina-piloto utilizando as ondas do mar foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O Estado do Ceará foi escolhido pela regularidade dos ventos e frequência das oscilações do mar no litoral cearense.

Com a ajuda de flutuadores submersos, as ondas vão impulsionar a água do mar para um reservatório dentro da usina. A água no reservatório é bombeada até chegar a uma câmara hiperbárica. A câmara é um tanque que retém a água por alguns segundos. Em seguida, a retenção faz a pressão da água aumentar e o jato pressurizado sai do compartimento com grande força e então movimenta uma turbina, que finalmente gera a energia.

O Ceará já é destaque no Brasil entre Estados que utilizam outras formas de energia renovável, como a eólica, pela força dos ventos e a energia solar.

A previsão é que a usina de ondas esteja funcionando até o final deste ano. A fase de pesquisa deve durar três anos para a avaliação da tecnologia, segundo informações da Secretaria de Infraestrutura do Ceará.

Material converte calor em eletricidade

Postado por João Paulo Em 4 de February de 2010

Criado material que converte calor dos motores em electricidade

Joseph Heremans, da Universidade de Ohio
Joseph Heremans, da Universidade de Ohio

Cientistas norte-americanos inventaram um novo material termo-eléctrico que converte em electricidade o calor gerado pelo motor de um automóvel e desperdiçado em grande parte pelo escape, informa hoje a revista Science.

Os cientistas, da Universidade do Estado de Ohio, afirmam que o material tem o dobro da eficiência de qualquer outro existente no mercado e que a tecnologia pode também ser utilizada em geradores para lhes aumentar o rendimento.

Segundo Joseph Heremans, responsável pelo projecto no Departamento de Nanotecnologia da Universidade, a eficiência destes materiais termo-eléctricos pode ser medida pela quantidade de calor que convertem em electricidade a uma dada temperatura.

Nessa base, a maioria dos materiais usados em geradores termo-eléctricos convencionais tem um rendimento de 0,71 pontos. Em comparação, o novo material – composto de tálio, telúrio e chumbo – tem um nível de rendimento de 1,5 pontos.

Porém, sublinha o cientista, o mais importante é que o novo material é ainda mais eficiente entre os 230 e os 510 graus centígrados, que é o nível de temperatura em que operam sistemas como os motores dos automóveis.

De acordo com os Heremans, só 25 por cento da energia produzida por um motor de gasolina é usada para pôr em funcionamento um veículo e os seus acessórios, perdendo-se quase 60 por cento, a maior parte pelo escape do veículo.

A aplicação de um dispositivo termo-eléctrico poderia captar esse calor desperdiçado para o converter em electricidade, afirmou. “O material faz todo o trabalho. Produz energia eléctrica como os motores convencionais – a gás, gasolina ou gasóleo – mas usa electrões como fluidos em vez de água ou gases, e produz electricidade directamente”, explicou.

Fonte: Cienciahoje.pt

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
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