Arquivos da Categoria ‘Política’

Velocímetro da morte

Postado por João Paulo Em 19 de March de 2010

A que velocidade se move o mundo? Em que sentido se dá seu giro? Em que órbita estamos? A vida nos faz indagações críticas, e a falta de atenção nos deixa pasmos diante de coisas simples…

O mundo hoje é cada dia mais rápido, mais avançado, mais corrido… O giro é um ciclo cada vez mais acelerado, casa-trabalho-trabalho-casa, casa-colégio-colégio-casa, e nesses caminhos cotidianos nos perdemos numa rota monótona em que uma novidade à frente de nossos olhos passa simplesmente despercebida.

A órbita nossa é a capitalista, o ciclo é financeiro, e a velocidade é a do “quem oferece mais”. Infelizmente tornou-se comum as tragédias da TV e as polêmicas do Congresso. Comodidade. Essa é a palavra certa para um mundo cada vez mais moderno.

Mas a modernidade nem sempre trás problemas, pelo contrário, sua auto-criação foi dada pela necessidade de melhorar o mundo e as condições de vida de seus moradores… Porém alguns gananciosos determinados pelo poder instantâneo, passaram a transformar o que era bom em ruim, favorecendo os egos egoístas, sim, não é pleonasmo, mas é que é tanto egoísmo que não há forma melhor de representá-lo.

Mas é assim que vai correndo a vida e a vida vai passando, a morte chegando e novos desastres econômicos, ambientais e morais, aparecendo… é a vida, é bonita, é bonita?? Pode até ser, depende de nós.

Freitas, J.P.O.

Parceria com Jornal da Cidade

Postado por João Paulo Em 4 de March de 2010

Mais uma parceria de sucesso firmada.

Hoje foi um dia de boas conversas com o Editor-chefe João Jabbour. Gostaria de agradecer toda a atenção dada desde o início de nossas conversas por e-mail e hoje, pessoalmente. Jabbour topou firmar parceria com o CienTecno, fornecendo apoio com relação à divulgação em suas mídias, com uma pauta no jornal e possíveis publicações de textos de minha autoria.

Jabbour mostrou a importância da mídia impressa para a sociedade atual. Um dos assuntos é o público atingido pelo método tradicional de divulgação impressa. Atualmente a equipe de desenvolvimento web do jornal está desenvolvendo um portal que abrangerá muitos assuntos e páginas novas. Nesse portal o CienTecno também terá um espacinho, além de poder, temporariamente, ter algumas matérias publicadas às segundas-feiras no caderno “Ciência”.jcct

O Jornal da Cidade é um jornal que abrange Bauru e grande região. Com seu conteúdo bem eclético, consegue abranger públicos de várias idades e gostos. Algo que chamou minha atenção na redação foi a organização do prédio, desde atendimento a profissionalismo. O pessoal por lá procura atender muito bem os visitantes. O Jornal está de parabéns.

Mais uma vez gostaria de agradecer João Jabbour e sua equipe por estarem dispostos a apoiar o ideal científico e dar crédito a esse meu projeto…

SAIBA MAIS SOBRE O JORNAL E VEJA AS NOTÍCIAS EM:

http://www.jcnet.com.br

Palavras que intrigam

Postado por João Paulo Em 4 de March de 2010

“Buscar”: aparentemente uma palavra simples, sem sentido, comum aos nosso ouvidos. Mas essa palavra tem um poder capaz de mudar uma sociedade, uma geração ou mesmo trabalhar um futuro.

Eu busco alguém, busco algo, busco estar antenado. Mas quando você busca alguém, pode ser para levá-la a um lugar específico, transportá-la. Pode buscar uma ferramenta, um objeto… Mas pode buscar estar bem informado.

A busca nesse texto é a busca pelo conhecimento. É uma busca bem mais interessante. Buscar conhecimento, buscar desenvolvimento, buscar conscientização, buscar a leitura, buscar a escrita, buscar a inteligência. Aí está mais uma palavra que causa espanho: inteligência. O que seria a inteligência? Um dom? Coisa da genética? Ou a busca pelo conhecimento?

Inteligência é você estar apto a agir com sabedoria. Não que você tenha que ser um técnico, decorar fórmulas, devorar livros, saber normas… A sabedoria é a consciência. Diferente do conhecimento que esse sim é uma busca. Você se torna um técnico, decora fórmulas, devora livros e aprende normas… Mas nem todo conhecimento trás sabedoria.

Há quem se conscientize disso… Há quem acha isso ridículo… Há quem já nem sabe mais o que é isso. Aí você me pergunta: o que seria o “isso”? Mais uma palavra abstrada que esconde significados profundos? Não, o “isso” nesse caso é simplesmente a humildade.

Há o conhecimento que destrói a sabedoria. Pessoas crescem e simplemente deixam o capitalismo falar mais alto, esquecem o que é razão, agem como seres supremos e o antropocentrismo exagerado sobrepõe os imperativos do consumismo.

Por falar em razão… eu tenho razão? Ou esse texto é fruto da emoção? Nem sei porque estou escrevendo tudo isso, mas um desabafo interno trouxe a sabedoria de escrever um texto com conhecimento básico de uma busca que tive, infelizmente não encontrei toda a inteligência, mas agradeço a Deus a vida, a emoção e simplesmente a razão de estar aqui.

Freitas, J.P.O.

Ciência e Cidadania? Pra quê?

Postado por João Paulo Em 15 de February de 2010

De tantos textos críticos com opiniões individuais, poucos decidi postar aqui no CienTecno. Esse é um que vale a pena divulgar. Gostaria de agradecer a Renato Chaves Azevedo, autor da crônica abaixo, que expôs de maneira simples e objetiva como a sociedade vê a ciência e a cidadania juntas. O texto foi publicado em 19 de dezembro de 2009, no site Polegar Opositor.

Pra quê?

José Oliveira se prepara para uma grande festa que ele vai dar. Essa festa simboliza uma grande mudança em sua vida, já que após três anos de cursinho ele foi finalmente aprovado no vestibular e irá cursar Economia numa das melhores universidades do país. Ele está muito aliviado porque nunca mais na vida vai ter que ouvir falar em isótopos, complexo de Golgi ou leis de Kepler. Ele odeia Ciências, e acha que todas as aulas de Ciências que teve na vida foram uma perda de tempo. “Nunca usei a Ciência que aprendi na escola. Não é preciso saber conteúdos científicos para entender o cotidiano”, diz.

As alegações de José são contundentes, e devem ser levadas a sério. Ele diz que saber ou não saber Ciências dá na mesma. Ele não precisa saber o que são pontes de hidrogênio para saber que a água demora mais pra ferver do que o leite, não precisa saber o que é índice de refração para usar óculos e lava louça tranqüilamente sem saber o que é uma molécula polar ou apolar.

José certamente não está sozinho. Muita gente concorda com ele, e a discussão que eles levantam é interessante e não trivial. Por que as pessoas têm que saber Ciências se, ao contrário de Línguas ou Matemática, muito pouco desse conhecimento é de fato aplicável ao dia-a-dia? José não vai mudar o jeito de viver se descobrir que uma dia existiu um tal de Trilobita ou que a água tem densidade máxima a 4ºC.

Poderíamos dar a José o argumento de Sagan, de que “a Ciência é como uma vela num mundo assombrado por demônios”, mas ele não aceita argumentos assim abstratos. Ele quer coisas concretas, aplicáveis, palpáveis. Pra que serve saber as partes de um átomo e tantas outras besteiras que os profs de Ciências insistem em dizer?

Há várias maneiras de retrucar José. Escolherei uma e convidarei os leitores a pensem (e, de preferência, comentarem) em outras.

Talvez José esteja certo em dizer que as aulas de Ciências que ele teve na vida foram uma perda de tempo. Sabemos que o modelo de aula e a concepção de educação que permeia nossas escolas estão muito ultrapassados. Mas o fato da aula ser ruim não significa que o conteúdo não seja importante. Existem professores péssimos de Matemática, mas isso não significa que não é importante saber contar. Talvez se José tivesse tido bons professores de Ciências, ele entenderia o argumento de Sagan, e gostasse de Ciência nem que fosse pelo exercício intelectual. Mas ele não teve, e não engole esse argumento.

Ora, se José é tão espertalhão e só quer saber das coisas concretas, então ele não pode negar que a tecnologia, uma das facetas da Ciência, interfere diretamente em sua vida. Mesmo assim, ele poderia argumentar que ele não precisa saber como funciona um pen drive para usar um. Correto. Mas e se formos para assuntos mais polêmicos, como clonagem humana, alimentos transgênicos, células tronco, créditos carbono ou robôs que tiram o emprego de centenas de homens?

José quer saber das coisas paupáveis, mas, por não gostar de Ciência, não a vê como empreendimento humano. Não entende que a Ciência e a sociedade estão altamente interligadas, e que se ele não souber um mínimo de Ciência (que não é tão pouco assim) ele vai ser só mais uma ovelha no rebanho. José quer ser questionador, mas como vai questionar a Ciência se não a conhecê-la?

Grande parte do financiamento para pesquisa é feita com dinheiro público – o dinheiro do José de todas as outras pessoas. Isso significa que o Governo, ao invés de ampliar as vagas nas Universidades públicas, está investindo milhões para sequenciar DNA de cana. Se fosse diferente, José não precisaria ter feito três anos de cursinho. Mas se ele não souber o que é DNA e não souber o que a cana tem de tão especial, ele nunca vai entender onde estão gastando o seu dinheiro.

Reações de combustão, fotossíntese e comprimentos de onda parecem coisas abstratas. Mas dinheiro, emprego e tempo de cursinho são bastante concretos. A relação entre essas coisas só será visível para José se ele entender um pouquinho de Ciência. Cidadania tem tudo a ver com Ciência, mas infelizmente pouca gente sabe disso.

Charge da vez

Postado por João Paulo Em 13 de February de 2010

Charge da vez no Jornal da Ciência… Um pouco de raciocínio e lembrança é bom para não dar dor de cabeça depois…

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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