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Física e Quadrinhos ensinam

Postado por João Paulo Em 7 de March de 2010

Professor utiliza super-heróis para motivar seus alunos a entenderem questões científicas

Fonte: ScientificAmerican Brazil

Não se aprende muita física assistindo a filmes de ficção científica ou shows de TV. Mas ler um antigo livro de histórias em quadrinhos ou frequentar o seminário “Física de Super-heróis”, de Jim Kakalios, na University of Minnesota, pode inspirá-lo a entender se Flash (personagem da DC Comics) consumiria todo o oxigênio da Terra se corresse quase à velocidade da luz.

“Histórias em quadrinhos frequentemente acertam sua física”, declarou Kakalios durante sessão de “Ciência de Super-heróis”, no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, realizado na semana passada. “Pelo menos uma vez que se aceite uma premissa inicial impossível, como a ideia de que um homem é capaz de voar como um morcego, ou é mais veloz que um projétil disparado”, acrescentou.

Em 2001, Kakalios deu seu primeiro seminário sobre a física dos super-heróis, para calouros, em uma tentativa de estimular seus alunos. Agora, é possível comprar seu livro sobre o assunto.

O truque é transmitir a ciência sem simplificá-la excessivamente, nem entediar sua audiência, disse ele. Explicações diretas da física geralmente intimidam uma pessoa leiga a fazer perguntas. “Ela pensa que não entende [a física] porque não é suficientemente inteligente”, declarou Kakalios. Mas se professores e cientistas falam em Homem-Aranha ou Super-Homem, os leigos tendem a perguntar e podem até se lembrar de alguns princípios de mecânica quântica ou da Segunda Lei de Newton.

Um dos alunos de Kakalios calculou que Flash levaria vários milhões de anos para consumir todas as moléculas de oxigênio existentes da atmosfera da Terra, se corresse quase à velocidade da luz.

Os epítetos, antes dolorosos e depreciativos, de “nerd” e “geek” (pessoa chata, incomum e impopular) estão perdendo as conotações negativas, afirmou Kakalios, e acrescentou não acreditar que os americanos sejam anti-intelectuais. “Ninguém quer um neurocirurgião burro. Ninguém quer um mecânico idiota. Você quer as pessoas mais qualificadas e inteligentes que puder ter”, frisou, embora acrescentasse que os americanos também detestam os esnobes e a condescendência.

Professores têm o dever de ensinar ciências às massas curiosas de um modo que as pessoas consigam entender, declarou.

No início da sessão, Sidney Perkowitz, da Emory University, conferiu a filmes de ficção científica notas variadas por sua precisão científica e informação, ao discorrer sobre os resultados de sua análise de 120 filmes (detalhados em seu livro “Hollywood Science”, de 2007). A maioria começa com uma migalha de ciência real, mas “eles simplesmente nem sempre tratam a ciência muito bem, para dizer o mínimo”, declarou ele. E os cientistas frequentemente são estereotipados como lunáticos ou loucos.

O pior filme de ficção científica em termos de ciência? “O Núcleo – Missão ao Centro da Terra” (“The Core”), julgou ele. “Lunar” (“Moon”) é melhor. E “Abandonados” (“Marooned”) foi recomendado por Kakalios.

Joe Pokaski, roteirista do seriado “Heroes”, da NBC, em que pessoas comuns, do cotidiano, descobrem e lidam com a aquisição de superpoderes, disse que nas sessões de redação, os autores do filme mantêm acalorados e intensos debates sobre tópicos como a invisibilidade, mas a realidade é que contar uma história tem de suplantar a ciência. “Nós de fato abastardamos termos científicos a um ponto que é realmente chocante”.

Para escritores de ficção científica, as metas são autenticidade e fazer com que os espectadores se preocupem com os personagens, muito mais que uma ciência totalmente precisa, declarou Alex Tse, roteirista de “Watchmen”.

“Eu não entendo a mínima de ciências”, confessou Tse. “Provavelmente sou a pessoa menos qualificada para estar nessa discussão. A razão pela qual eu quis vir para cá é que, se você for ver o trabalho que tento realizar e as coisas que aspiro fazer, existe uma plausibilidade na ciência. Para mim, pelo menos, ela acrescenta uma qualidade eterna a um filme: faz com que ele tenha um efeito duradouro. Existem alguns filmes que são meio ridículos. Eles são divertidos para assistir, mas não têm um efeito durador em mim.”

Iniciação: mais projetos, com melhor qualidade

Postado por João Paulo Em 7 de March de 2010

Fonte: Jornal da Unesp

O XXI Congresso de Iniciação Científica somou 2.850 trabalhos de jovens pesquisadores, com produções que confirmam o prestígio que a Universidade conquistou na área

DANIEL PATIRE

O XXI Congresso de Iniciação Científica (CIC) da Unesp reuniu em São José do Rio Preto (SP) cerca de 2.800 trabalhos de alunos de graduação. Esse número representa um crescimento de quase 10% com relação à edição anterior, que contou com 2.557 projetos. Participaram também do encontro, realizado entre 3 e 7 de novembro, 208 pós-graduandos e mais de uma centena de professores das quatro grandes áreas do conhecimento – Ciências Agrárias, Biológicas, Exatas e Humanidades.

“A atividade de iniciação científica (IC) cresce qualitativa e quantitativamente na Universidade, atraindo o interesse tanto de alunos como de professores”, diz a pró-reitora de Pesquisa Maria José Soares Mendes Giannini, que ressalta a qualidade de vários estudos levados ao evento. “Muitos dos resumos apresentados poderiam ser publicados como artigos em revistas de divulgação científica”, garante.

O encontro foi organizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Prope) e pelo Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce), câmpus de Rio Preto. Para promover uma maior interação entre os jovens estudiosos de temas afins, as apresentações foram divididas nas quatro áreas. Nos dias 3 e 4, foram apresentados os pôsteres de Exatas, enquanto os de Biológicas e Agrárias foram discutidos nos dias 4 e 5. Já os pôsteres e exposições orais das Humanidades ocorreram nos dias 6 e 7.

O professor Erivaldo Antônio da Silva, presidente da comissão organizadora do evento e coordenador-executivo do Pibic (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) na Unesp considera muito positivos os resultados obtidos pela Universidade. “No décimo CIC, tínhamos em torno de 800 alunos em todas as áreas”, assinala. “Hoje, após dez anos, Quadruplicamos esse número.”

O coordenador atribui esse aumento à criação do Pibic, em 1998, com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), e à constante ampliação de bolsas oriundas de outras financiadoras, como a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Silva comenta que, no nono congresso, cerca de 60% dos participantes não possuíam bolsas para desenvolver suas pesquisas. “Hoje, 70% dos participantes do CIC recebem um tipo de bolsa que apoia o desenvolvimento de seus trabalhos.”

Formação – Uma característica dessa edição do encontro foi a participação mais efetiva de alunos que estão na fase inicial de suas pesquisas, entre o segundo e o terceiro ano. “E isso é muito importante, porque cria uma cultura científica desde o início do curso de graduação”, relata o professor Carlos Roberto Grandini, presidente do Comitê Científico da área de Exatas. Entre outras vantagens que o estudante obtém ao fazer a IC, segundo Grandini, está a formação como pesquisador, já que desde o início de seus estudos o jovem se envolve com o processo de produção do conhecimento.

A iniciação científica tem como objetivos incentivar novos talentos entre estudantes de graduação, contribuir para reduzir o tempo médio de titulação de mestres e doutores, estimular uma maior articulação entre a graduação e a pós-graduação, além de contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa. “Através da IC, os alunos também se tornam melhores profissionais, com mais criatividade e pensamento crítico, o que os leva a ousar”, complementa a pró-reitora de Pesquisa.

Participando de seu segundo congresso, a estudante Carolina Martinelli, da Faculdade de Odontologia, câmpus de São José dos Campos, se vê como uma profissional mais confiante. Ela realiza um estudo com cimento para próteses. “Para quem quer ser pesquisador, é importante ter esse contato com a investigação científica”, enfatiza.

O evento incentiva a interação com a pós-graduação, por exemplo, por meio da avaliação que mestrandos e doutorandos fazem dos projetos de IC. Para ampliar esse contato, nas duas últimas edições também foram programadas reuniões entre os estudantes dos dois níveis de ensino. “Iniciativas desse tipo estimulam os jovens pesquisadores a continuarem seus trabalhos”, ressalta a professora Terezinha Rangel Câmara, da Universidade Federal de Pernambuco e avaliadora externa do evento.

VEJA MAIS INFORMAÇÕES E OS PROJETOS PREMIADOS EM:

http://www.unesp.br/aci/jornal/251/capa-pesquisa.php

Imagem: depositoweb

Parceria com Jornal da Cidade

Postado por João Paulo Em 4 de March de 2010

Mais uma parceria de sucesso firmada.

Hoje foi um dia de boas conversas com o Editor-chefe João Jabbour. Gostaria de agradecer toda a atenção dada desde o início de nossas conversas por e-mail e hoje, pessoalmente. Jabbour topou firmar parceria com o CienTecno, fornecendo apoio com relação à divulgação em suas mídias, com uma pauta no jornal e possíveis publicações de textos de minha autoria.

Jabbour mostrou a importância da mídia impressa para a sociedade atual. Um dos assuntos é o público atingido pelo método tradicional de divulgação impressa. Atualmente a equipe de desenvolvimento web do jornal está desenvolvendo um portal que abrangerá muitos assuntos e páginas novas. Nesse portal o CienTecno também terá um espacinho, além de poder, temporariamente, ter algumas matérias publicadas às segundas-feiras no caderno “Ciência”.jcct

O Jornal da Cidade é um jornal que abrange Bauru e grande região. Com seu conteúdo bem eclético, consegue abranger públicos de várias idades e gostos. Algo que chamou minha atenção na redação foi a organização do prédio, desde atendimento a profissionalismo. O pessoal por lá procura atender muito bem os visitantes. O Jornal está de parabéns.

Mais uma vez gostaria de agradecer João Jabbour e sua equipe por estarem dispostos a apoiar o ideal científico e dar crédito a esse meu projeto…

SAIBA MAIS SOBRE O JORNAL E VEJA AS NOTÍCIAS EM:

http://www.jcnet.com.br

Palavras que intrigam

Postado por João Paulo Em 4 de March de 2010

“Buscar”: aparentemente uma palavra simples, sem sentido, comum aos nosso ouvidos. Mas essa palavra tem um poder capaz de mudar uma sociedade, uma geração ou mesmo trabalhar um futuro.

Eu busco alguém, busco algo, busco estar antenado. Mas quando você busca alguém, pode ser para levá-la a um lugar específico, transportá-la. Pode buscar uma ferramenta, um objeto… Mas pode buscar estar bem informado.

A busca nesse texto é a busca pelo conhecimento. É uma busca bem mais interessante. Buscar conhecimento, buscar desenvolvimento, buscar conscientização, buscar a leitura, buscar a escrita, buscar a inteligência. Aí está mais uma palavra que causa espanho: inteligência. O que seria a inteligência? Um dom? Coisa da genética? Ou a busca pelo conhecimento?

Inteligência é você estar apto a agir com sabedoria. Não que você tenha que ser um técnico, decorar fórmulas, devorar livros, saber normas… A sabedoria é a consciência. Diferente do conhecimento que esse sim é uma busca. Você se torna um técnico, decora fórmulas, devora livros e aprende normas… Mas nem todo conhecimento trás sabedoria.

Há quem se conscientize disso… Há quem acha isso ridículo… Há quem já nem sabe mais o que é isso. Aí você me pergunta: o que seria o “isso”? Mais uma palavra abstrada que esconde significados profundos? Não, o “isso” nesse caso é simplesmente a humildade.

Há o conhecimento que destrói a sabedoria. Pessoas crescem e simplemente deixam o capitalismo falar mais alto, esquecem o que é razão, agem como seres supremos e o antropocentrismo exagerado sobrepõe os imperativos do consumismo.

Por falar em razão… eu tenho razão? Ou esse texto é fruto da emoção? Nem sei porque estou escrevendo tudo isso, mas um desabafo interno trouxe a sabedoria de escrever um texto com conhecimento básico de uma busca que tive, infelizmente não encontrei toda a inteligência, mas agradeço a Deus a vida, a emoção e simplesmente a razão de estar aqui.

Freitas, J.P.O.

Parceria com a Rádio UNESP

Postado por João Paulo Em 2 de March de 2010

É confirmada parceria entre CienTecno e Rádio Unesp FM

Imagem: Cevap.org

Hoje, dia 2 de março de 2010, eu estive presente em uma reunião para definição de parceria entre o CienTecno e a Rádio Unesp do campus de Bauru. Fui recebido muito bem pela diretora geral Cleide Moreira Portes e pela editora-chefe Liene Castro. Discutivos medidas de apoio que a rádio poderia fornecer ao projeto de divulgação científica digital do CienTecno.

Assim que o site da rádio for reformulado, daqui algumas semanas, o CienTecno terá um espaço de divulgação com notícias atuais sobre Ciência e Tecnologia, publicadas semanalmente, além de banner no portal. Assim haverá conteúdo para a rádio e divulgação para o blog, feita também por comuta de banners. Nos programas que vão para o ar referentes aos projetos acadêmicos, também haverá divulgação do CienTecno por meio de manchetes científicas.

Gostaria de agradecer muito a diretora e a editora-chefe. Além de terem sido muito atenciosas, deram valor para o ideal desse blog, favorecendo também toda a comunidade científica e a educação brasileiras.

SAIBA MAIS SOBRE A RÁDIO UNESP FM – 105,7 MHz:

“A Unesp Fm é uma Unidade Complementar da reitoria, vinculada ao Centro de Rádio e Televisão Cultural e Educativa da Universidade Estadual Paulista. Sediada no campus de Bauru, na região centro-oeste do Estado de São Paulo, a emissora inaugurou as suas transmissões no dia 13 de maio de 1991. A equipe de profissionais da Unesp fm vem cumprindo o objetivo de promover a cultura e a educação, ampliando o horizonte de seus ouvintes. A rádio apresenta uma programação musical criteriosa, abordando diversos gêneros musicais: jazz, rock, blues, erudito, orquestras, new age, pop e principalmente as vertentes da Música Popular Brasileira: chorinho, samba, música instrumental, clássicos e as novidades da MPB. O jornalismo da emissora tem os compromissos de relatar os fatos do cotidiano, prestar serviços e destacar a Universidade Estadual Paulista como fonte de informação, dando vida aos acontecimentos, pesquisas científicas e eventos do nosso mundo acadêmico. Com potência de transmissão de 3.000 watts e antena de 41 metros, a emissora atinge um raio de 100 km, atendendo a cidade de Bauru e região. A Unesp fm é sintonizada em 105,7 MHz. “

Mais sobre a rádio você encontra no site:

www.radio.unesp.br

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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