A pesquisa científica é hoje, no Brasil, uma ligação entre o desenvolvimento tecnológico do país e seu povo.
Os principais locais de pesquisa são as universidades, no caso do Brasil, destacam-se as públicas. Infelizmente a quantidade de artigos produzidos por elas ainda se encontram abaixo da média mundial. Segundo o Capes, quem se encontra em primeiro lugar em produção de artigos são os Estados Unidos, com 283.935 artigos publicados entre 2006 e 2007. Nesse mesmo período, a Alemanha vem em segundo lugar e o Japão em terceiro. Nesse hanking, o Brasil passou de décimo sétimo para décimo quinto, com a publicação de 16.872 artigos. Já é um avanço.
Pesquisas mostram que a baixa produtividade de artigos afeta muito a área de humanidades. Grande maioria das pessoas preferem divulgações científicas na área médica. Um motivo para tal seria a “auto-avaliação” da saúde. Seguindo em frente, outra área de interesse são as inovações tecnológicas. Nesse padrão, as pesquisas mostraram que as humanidades ficam atrás.
Segundo a revista da Scientific American Brasil, “A história da Ciência, volume 3″, uma maneira menos artificial de elevar a produção de ciência no Brasil seria aumentar a eficiência da pesquisa na Amazônia. A grande biodiversidade encontrada na região abrange diversas áreas do conhecimento, abrindo leques para a pesquisa científica, principalmente na área biológica.
Na avaliação feita pela SBPC, na região trabalham 2 mil doutores, atualmente. Parece muito, mas o necessário seria pelo menos 20 mil. A maioria dos trabalhos publicados referentes à Amazônia, são de pesquisadores estrangeiros.
Fica evidente então que o Brasil, apesar de ter melhorado sua posição na publicação de artigos científicos, precisa melhorar e muito a qualidade das pesquisas, abranger outras áreas de conhecimento e, ainda, aumentar seu território de estudo. Investimentos são mais que necessários nessa hora. Por isso, empresas privadas são de extrema importância para a comunidade científica.
Juntando melhor educação com maior pesquisa, os estudantes são estimulados, e assim é possível melhorar o desenvolvimento do Brasil.
Freitas, J.P.O.