Arquivos da Categoria ‘Destaque’

Novas tecnologias premiadas!

Postado por João Paulo Em 14 de January de 2010

Em 2009 a SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade) promoveu seu Congresso Anual de Engenharia. Nele houve premiações às empresas com as melhores inovações tecnológicas. São elas: Delphi, Iveco, Plascar e Schaeffler. O mais interessante é que dentre todas as participantes, ganhadoras ou não, o tema deste ano, em grande parte, foi a sustentabilidade.

Conheça as inovações:

DELPHI: apresentou o motor bicombustível diesel-etanol para veículos pesados. A concepção desse projeto partiu de um motor a diesel, utilizando a combinação  desses dois combustíveis, mantidos em dois tanques distintos. A utilização dessa tecnologia tras possibilidade de grande redução no custo operacional, além da utilização de um combustível renovável.

IVECO: o Daily Elétrico, primeiro caminhão do Brasil movido a energia 100% limpa e renovável, foi a principal atração da empresa. O projeto foi desenvolvido em parceria entre o fabricante e a Itaipu Binacional. O modelo não emite CO2 e explora as possibilidades do uso da energia elétrica no transporte de carga e passageiros. A velocidade máxima do comercial é de 85km/h e ele conta com um sistema similar ao Kers usado na F-1, que ajuda na recuperação de energia.

PLASCAR: o desenvolvimento de componentes com fibras naturais foi a novidade da empresa, que desta vez usou fibra de bananeira na produção de peças de acabamento interno e externo de veículos, e também mostrou proposta de reaproveitamento de garrafas PET para carpete de carro, uma alternativa aos petroquímicos.

SCHAEFFLER: o grupo levou ao congresso a Transmissão de Dupla Engrenagem (DCT), que alia redução do consumo de combustível ao conforto das transmissões automáticas e ainda ajuda a diminuir as emissões.

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Alguns textos retirados da Revista Engenharia Automotiva e Aeroespacial No. 40

Astrônomos alemães descobrem mar em lua de Saturno

Postado por Luciano Henrique Em 13 de January de 2010

fonte: www.g1.globo.com


Imagens de Titã foram obtidas pela sonda americana Cassini.

Espectômetro detectou brilho similar ao reflexo do sol sobre o mar.

Astrônomos alemães descobriram na lua Titã, que orbita o planeta Saturno, um gigantesco mar, maior que o Mar Cáspio, considerado o maior mar interno da Terra. Nesta quinta-feira (17), o Centro Alemão Aeroespacial (DLR) anunciou que o mar de Titã, descoberto por membros do instituto de estudos planetários de Berlim do DLR, tem uma superfície de até 400 mil quilômetros quadrados.

Batizado como “Krake Mare”, o mar descoberto no satélite de Saturno não é composto de água, mas de metano líquido ou de outro tipo de hidrocarboneto.

O mar está no polo norte de Titã e sua descoberta foi possível graças às imagens obtidas pela sonda americana Cassini. Um espectômetro de mapeamento visual e infravermelho (VIMS, na sigla em inglês) permitiu ver um brilho, similar ao reflexo do sol sobre o mar.

A novidade foi apresentada na convenção anual da União Americana de Geofísica (AGU, na sigla em inglês) em San Francisco. O anúncio ocorreu um ano após a descoberta de um mar de etano líquido no polo sul de Titã.

Com um diâmetro de 5,15 mil quilômetros, Titã é o segundo maior satélite de nosso sistema solar – depois de Ganimedes, que orbita em torno de Júpiter – e o único que conta com uma densa atmosfera.

Por causa de sua atmosfera carregada de nitrogênio, Titã se parece com o antigo estado da Terra. Os cientistas alemães entendem que na natureza só pode brilhar assim uma superfície líquida.

O nome do mar, “Krake Mare”, tem origem em um monstro marinho das sagas nórdicas, um polvo ou lula gigante que atacava os navios e devorava os marinheiros.

2009 – Os quatro séculos da ciência moderna

Postado por Luciano Henrique Em 13 de January de 2010

Compacto da reportagem da revista unespciência, setembro de 2009. Alguns trechos foram acrescentados  por mim.

Em 1609, talvez entre uma aula e outra na Universidade de Pádua, o então professor de matemática Galileu Galilei (1564-1642) resolveu olhar para o céu. De posse de uns “óculos especiais” aperfeiçoados por ele mesmo a partir de um instrumento recém inventado por holandeses, ele viu a lua de um modo como ninguém jamais havia visto. Descobriu também que havia no espaço muito mais estrelas que se podia imaginar e que Júpiter tinha seus próprios satélites. Observações que ocasionaram a quebra do paradigma geocêntrico e uma mudança radical de visão do mundo vigente até então. Nascia ali a ciência moderna.

Tal fato trouxe ao pensamento cientifico que para gerar conhecimento é preciso observar, experimentar, calcular e raciocinar. A ciência deixava de ser explanada pelo tradicionalismo religioso e entravam em ação o racionalismo e o empirismo. A partir das observações com a luneta, Galileu mostrou que era possível enxergar além de nossos sentidos por meio de objetos produzidos pela razão. Houve também a ruptura da ideia do perfeccionismo divino pregado pela Igreja na época. Quando Galileu observa a lua e enxerga nela crateras, põe abaixo a escolástica de que o céu era perfeito.

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Eu, produtor de conhecimento

O ano de 1609 foi simbólico porque Galileu começa a oferecer uma visão inteiramente nova sobre o procedimento cientifico. Começa a haver uma sistemática para a experimentação e observação. Com fórmulas ele deduziu como a natureza agia. A partir daí, a matemática se uniu à ciência de forma promíscua e foi considerada por Galileu como a linguagem fundamental da natureza.

O que Galileu propunha, no entanto, era algo maior do que a ideia de que a Terra não é o centro do Universo. A nova maneira de fazer ciência e observar as imperfeições ao redor afetava a concepção do mundo de uma maneira arrasadora para toda a cultura antropocentrista e antropocentrada. Logo, os primeiros impasses entre ciência e religião começaram a acontecer. Naquele momento, o embate era claro, não se podia empenhar artigos de fé em assuntos de razão. E este foi o ponto crucial para o nascimento da ciência moderna. A separação entre ciência e fé, entre fato e valor. “A ciência determina fatos que, em princípio, servem para todos os homens; portanto são neutros do ponto de vista do valor. Se a Terra se move ou não isso não tem nada a ver com ser protestante ou católico”.

Acrescentado por João Paulo:
Assim foram muitos outros cientistas e filósofos, que sofreram nas mão da Inquisição. Mas aqui não se pode criticar a ciência ou a Igreja. Ambos tiveram seus auges, ambos se conderaram também. Porém, esse empasse ideológico pôde ser realmente apresentado com um filófoso e matemático muito importante, Descartes. Ele publicou seu livro “O Discurso do Método Científico” logo após as perseguições a Galileu, feitas pela Inquisição, sendo assim alvo de muitas críticas. Descartes mostrava bem diretamente, com sua dialética, que a CIÊNCIA NÃO EXCLUI A RELIGIÃO, elas podem muito bem viver em harmonia, alcançando assim a VERDADE ABSOLUTA. Porém o Homem hoje, se esqueceu totalmente das verdades, da moral, e alienando-se passou a preferir mais o TER do que o SER, nada mais do que a sociedade capitalista emprega.

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Homem fora do pedestal

Essa revolução deixou marcas na imagem que a civilização tinha de si mesma. Para Sygmund Freud (1856-1939), foi a primeira das três feridas que abalaram o narcisismo da humanidade, ao tirar dos homens a ideia de que eles ocupavam um lugar privilegiado no Universo. A segunda ocorreu há 150 anos com a teoria da evolução por seleção natural proposta por Charles Darwin em seu A Origem das Espécies. A terceira, segundo Freud foi a que seu próprio trabalho provocou ao mostrar que o homem não é senhor absoluto da sua própria psique. “O homem perdeu seu pedestal no Universo, mas se conscientizou como único Ser capaz de compreender a natureza e dominá-la”.

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Do moderno ao contemporâneo

Com os passar dos séculos sociedade e ciência juntamente evoluíram. A ciência que era tida como algo fútil e de quebra dogmática passara a ser tida como verdade absoluta com o Movimento Iluminista. Depois voltou a ter sua credibilidade abalada com tragédias que atingiram a humanidade, momentos que acabaram abrindo espaço para o misticismo.

Hoje, talvez o grande desafio da ciência seja o seu papel em relação à humanidade. “Com a consolidação da ciência, surgiu a suposição de que ela serve para todos, então não tem problema moral. Mas hoje sabemos que não é bem assim, porque gradativamente ela foi se tornando mais complexa, passou a precisar de financiamento. E se a ciência precisa ser financiada e foi se ligando ao sistema de produção, há, portanto, interesses envolvidos. O desenvolvimento mostrou que ela não é totalmente neutra. E os interesses tem sim implicações morais, sociais, no domínio dos valores” (Mariconda – professor de filosofia da ciência da USP).

O fato que marca a inflexão da ciência moderna na ciência contemporânea foi o Projeto Manhattan, a produção da bomba atômica. Esse fato fez com que a ciência ficasse cada vez mais aliada ao lucro e ao poder, distanciado-a cada vez mais da sociedade.

A ciência dos laboratórios se desenvolveu muito, mas deixou para trás a construção do conhecimento científico da população que está cada vez mais alienada. Hoje o cientista é taxado como alguém louco, que vive fora da realidade. A sociedade não consegue enxergar que a ciência está mais que presente em nosso cotidiano. As pessoas acompanham o desenvolvimento científico e tecnológico sem ter a menor ideia do conhecimento que está por trás e ficam sujeitas a pseudociências e misticismos tolos.

Riscos? Nunca mais!

Postado por João Paulo Em 13 de January de 2010

A Nissan, há algum tempo, tem utilizado em seus carros uma tinta antirisco chamada Scratch Shield. Agora tem novidades! A empresa autorizou o uso do produto à operadora de telefonia celular japonesa NTT DoCoMo. Agora nem os celulares terão riscos.

O mais interessante é que a tinta se repara sozinha. Esse produto foi desenvolvido pela Nissan em parceria com a Universidade de Tóquio e a empresa Advanced Softmaterials. Ela vem sendo aplicada em algumas versões Infiniti – carros de luxo da marca – e também em alguns modelos da Nissan.

Apesar de cara, é muito eficaz. A tinta é capaz de se renovar em caso de arranhões pequenos em menos de 24 horas e, para arranhões maiores e mais profundos, em até uma semana. Segundo o fabricante, ela é mais resistente que as tintas antirrisco tradicionais, o que colabora para que as camadas aplicadas ao produto sejam mais duradouras.

Transforme tudo em música

Postado por João Paulo Em 13 de January de 2010

Fonte: http://scienceblogs.com.br/massacritica/2010/01/transforme_tudo_em_mus ica.php

Draw(desenho) + Audio = Drawdio

O Drawdio é um projeto conduzido por Jay Silver, do MIT, e permite transformar diversos objetos do cotidiano em um instrumento.

O mecanismo funciona com um circuito simples que produz diferentes sons conforme a condutividade do circuito que é fechado no sistema.

No vídeo eles demonstram que o grafite, por ser condutor, pode ser usado para criação de diversos desenhos que podem se transformar em sons. Também funciona com água, plantas, amigos… nas mãos de uma criança isso é garantia de muita diversão.

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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