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50 anos de laser: uma tecnologia disruptiva

Postado por João Paulo Em 22 de February de 2010

Fonte: Ciência Hoje

Há precisamente meio século – em 17 de Maio de 1960 – o cientista Theodore Maiman conseguiu emitir, de forma controlada, um raio de luz utilizando cristal de rubi.

Ou melhor, dominou os princípios que estão na base da Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação, em inglês, Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, mais conhecido como Laser.

* Cirurgião, presidente da ALTEC.pt, Comité Científico Laser Europe 2010 e colunista de Ciência Hoje


Devem-se a Einstein os fundamentos do Laser, que os estudou em 1916, a partir das leis de Max Planck. Foi no entanto em 1953 que Charles Hard Townes desenvolveu o primeiro “Maser”, que emitia microondas em vez de luz visível. Simultaneamente, os soviéticos Nikolai Basov e Aleksander Prokurov desenvolviam estudos sobre a mesma tecnologia.

Mas se Maiman foi o primeiro a colocar em prática o Laser, o prémio Nobel foi no entanto atribuído a Schawlow e Townes que, pela primeira vez, anunciaram os princípios do Laser. Foi em 1961 que esta tecnologia foi utilizada numa intervenção cirúrgica, em Nova Iorque.

Actualmente o Laser é utilizado em praticamente todas as especialidades médicas e cirúrgicas, desde a oftalmologia, neurocirurgia, otorrino, cardiovascular, dermatologia e medicina estética. Tornou-se assim uma tecnologia disruptiva, ao apresentar-se como alternativa a técnicas clássicas, promovendo procedimentos mais simples e económicos.

As tecnologias disruptivas possuem esta característica: transformam procedimentos complexos em procedimentos mais simples e codificados, muitas vezes realizados por técnicos bem treinados e não super-especialistas (Christensen).

A biofotónica, bem como outras técnicas médicas usadas em tratamentos e diagnósticos, têm sido baseadas sobretudo na sua actividade destrutiva sobre as células e tecidos humanos e animais. Os sistemas de Laser e as lentes associadas usam as propriedades da luz para esse efeito, mas existe ainda um vasto campo de conhecimento por explorar, principalmente no campo da fotodinâmica. Até agora, os efeitos térmicos, fotomecânicos e fotoquímicos têm sido os mais utilizados, mas o futuro trará os efeitos da bioestimulação tecidular.

Ou seja, os desafios futuros do uso desta tecnologia em medicina e cirurgia vão no sentido da miniaturização dos equipamentos, dos implantes fotónicos, no diagnóstico fotodinâmico e terapêutico (PDT) e na imagem de alta resolução sem radiações.

Esta última, aliás, conta já com um grande contributo português, graças a Irina Trifanov, que desenvolve o seu doutoramento em Portugal e trabalha na Multiwave Photonics, sediada na Maia, e que foi galardoada com o prémio ALTEC 2009.

Esta investigadora da Universidade de Kent descobriu uma nova fonte de Laser baseada em fibra óptica, uma tecnologia inovadora que promete baixar custos e miniaturizar os equipamentos. Que melhor comemoração para os 50 anos do Laser em Portugal?

Comissão de C&T do Senado debate atuação de empresa aeroespacial

Postado por João Paulo Em 22 de February de 2010

Fonte: Jornal da Ciência

A importância da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS) para a economia brasileira será tema de audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) nesta quarta-feira (24)

Com atuação no setor aeroespacial, a ACS é uma empresa pública binacional de capital brasileiro e ucraniano, criada para explorar o mercado de lançamento de satélites. A empresa opera no Centro de Lançamento de Alcântara e utiliza tecnologia russo-ucraniana do foguete Tsyklon. Este foguete foi desenvolvido a partir do míssil balístico intercontinental R-36, criado como armamento em 1966 no auge da guerra fria.

O R-36 tem 40 metros de altura, pode pesar até 180 toneladas no lançamento e utiliza como combustível propelente tetróxido de nitrogênio e UDMH (Unsymetrical Dimethil Hidrazine), que é um derivado de hidrazina, mais estável que esta. Existe um acordo entre o governo brasileiro e o ucraniano para compartilhamento da tecnologia desse foguete, aqui denominado Veículo Lançador de Satélites (VLS), e das instalações do Centro de Lançamento de Alcântara.

Em agosto de 2003, um defeito no sistema de ignição de um dos quatro motores do corpo principal do foguete causou uma explosão durante simulação de lançamento, que matou 21 técnicos civis do Centro de Tecnologia da Aeronáutica. Na época, chegou-se a levantar a hipótese de sabotagem, devido ao fato de que o VLS é um foguete mais barato que os demais concorrentes.

Foram convidados para a audiência pública o diretor-geral brasileiro da empresa, Roberto Amaral, e o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem. A audiência foi requerida pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), com aditamento do senador Flávio Arns (PSDB-PR).

(Agência Senado)

Aparelho identifica cores para deficientes visuais

Postado por João Paulo Em 21 de February de 2010

Mais segurança na hora de pagar: o aparelho identifica também dinheiro

Infelizmente, ainda há no Brasil um problema de acessibilidade. Pessoas com algum tipo de deficiência sofrem mais na hora de viver em sociedade. A questão da cadeira de rodas que não sobre na calçada ou não entra na porta é apenas um desses exemplos. Deficientes visuais enfrentam, todos os dias, a dificuldade de identificar cores ou simplesmente nem as enxergam. Mas isso pode mudar.

Pesquisadores da Escola Politécnica (EP) da USP desenvolveram um equipamento capaz de identificar, por leitura óptica, a cor de um objeto ou o valor de uma nota de Real.

Os engenheiros de computação Fernando de Oliveira Gil e Nathalia Sautchuk Patrício, desenvolveram o projeto dentro do programa Poli Cidadã.

Finalista da competição internacional Unreasonable Finalists Marketplace do Unreasonable Institute, no Colorado, Estados Unidos, o Aurie, como foi nomeado, identifica as três cores básicas: azul, verde e vermelho. Por sensores ele analisa a cor predominante do objeto, “falando” ao usuário.

Para as notas, o funcionamento é igual, já que no Brasil elas são diferenciadas pela cor. Um problema está na identificação das notas de dois e 100 reais, exigindo, então, alguns ajustes.

Atualmente o protótipo necessita um software para ler as informações coletadas, mas os engenheiros idealizam a junção dele ao aparelho, tornando-o autônomo.

Como a ideia é destiná-lo ao público de baixa renda, o aparelho é feito para ser vendido o mais barato possível, mas com qualidade. Por isso a equipe está pedindo doações para ganhar a final da competição. O dinheiro será usado para custear os desenvolvedores durante um período de 10 semanas de treinamento na sede do Unreasonable Institute, com profissionais e especialistas na área de negócios.

Como doar: deve-se preencher um cadastro no site oficial do Unreasonable Institute e fazer a doação, ou pelo Pagseguro através do site do Identificador de Cores.

Freitas, J.P.O.

Referências bibliográfica:

http://www.usp.br/agen/?p=16445

http://www.auire.com.br/

Rádios Universitárias

Postado por João Paulo Em 20 de February de 2010

Potencial a ser explorado para divulgação da ciência

No caminho para a escola ou o trabalho, seja no carro ou pelo fone ligado ao celular guardado na mochila de quem anda de ônibus ou de bicicleta, o rádio continua sendo um dos veículos de comunicação mais presentes na vida dos brasileiros de todas as idades. E as emissoras de rádio abrigadas em universidades poderiam ser um importante canal a mais para a divulgação do conhecimento produzido no meio acadêmico para esse amplo e diversificado público. Esse potencial, no entanto, segundo estudos recentes, ainda é pouco ou mal explorado.

O Brasil tem, atualmente, 56 rádios vinculadas a universidades, das quais 31 são de instituições privadas, 20 são de universidades federais e 5 de universidades estaduais. Em Pernambuco, a federal tem duas estações, uma AM e uma FM. No Rio Grande do Sul, as quatro federais têm emissoras próprias, uma das quais é a mais antiga do país. Em 1950, o curso de engenharia da UFRGS inaugurou transmissões que serviam como laboratório para atividades didáticas. Embora o reitor tivesse conseguido obter, dois anos depois, um sinal verde do gaúcho Getúlio Vargas, então na presidência da República, para ter um canal de ondas médias, é apenas em 1957 que começa a operar oficialmente a Rá­dio Universidade na frequência 1080 kHz, que ainda permanece.

Em 2007, Sandra de Deus, professora da UFRGS e ex-diretora da rádio, orientou um trabalho de monografia segundo o qual certos programas que divulgam a produção da universidade têm como única fonte o próprio pesquisador ou apenas reproduzem o que já saiu no portal da instituição. E esses programas de caráter informativo são curtas inserções intercaladas à programação musical, dominada pela música erudita: ela ocupa 85% do tempo, nas transmissões. Segundo Sandra, a rádio, nesse caso, contempla apenas os ouvintes que já são apreciadores desse gênero musical e não tem nenhuma estratégia de penetração para despertar o interesse entre ouvintes que não o conhecem.

“Penso que esse deveria ser um ponto a ser colocado em um plano de gestão das rádios universitárias e desta (a da UFRGS) especialmente. Quando dirigi a rádio (no início dos anos 2000), fiz um plano de gestão visando renovar a programação”, afirma. Ela cita o pesquisador mexicano Irving Berlin Villafaña que defende o planejamento das rádios universitárias com base na audiência e em suas demandas, mas diz que a pluralidade na programação não implica apenas em apresentar novas possibilidades musicais, e sim novos formatos de programa jornalístico. “Há alguns anos, depois de muita resistência, consegui colocar no ar o programa Motivos de campo, fruto de uma ação de extensão, sobre cultura gaúcha”, conta. Apesar de não estar mais no horário nobre, como no início, o programa continua no ar até hoje.

Um estudo apresentado em setembro de 2009 no XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, sobre a divulgação de ciência e tecnologia em rádios universitárias mineiras, atribui à dificuldade orçamentária das emissoras educativas a falta de conhecimento sobre o seu público e o que ele espera ouvir, mas diz que é preciso vencer esse desafio. “O aspecto não comercial dessas emissoras, muitas vezes, deixa em segundo plano a preocupação com a audiência, diferente de uma emissora comercial que necessita desta inclusive para fechar novos contratos publicitários”, afirma Marta Maia, professora da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), uma das co-autoras do trabalho.

A maioria dos programas analisados nesse estudo, a exemplo do que acontece nos informes científicos da rádio gaúcha, têm como única fonte os pesquisadores da própria universidade, além de terem a predominância do formato tradicional de entrevista. A exceção, segundo o trabalho das pesquisadoras, é uma edição do programa Ufop Ciência dedicada ao tema da disfunção erétil, que usou o forró Ovo de codorna, de Luiz Gonzaga, como tema de fundo, e ouviu as perguntas e os comentários de pessoas comuns, nas ruas, sobre o assunto. “A linguagem radiofônica guarda uma relação direta entre conteúdo e forma, que, hoje, dado o avanço tecnológico, é muito tênue. O estigma de que tudo que se refere à ciência tem que ser ‘sério’ permeia boa parte das produções, que deixam, muitas vezes, de levar em consideração que algo pode ser sério e informal ao mesmo tempo. Seriedade não implica em sisudez. Acho que a falta de contexto, inúmeras vezes, também pode ser responsável por formatos convencionais”, diz Marta.

Se a restrição orçamentária, por um lado, impede a realização de pesquisas para conhecimento do público e de suas demandas, esse não seria o problema para se fazer programas que fujam do convencional e contemplem entrevistas com pessoas de fora da universidade, segundo a pesquisadora da UFRGS. “Já teve esse entrave no passado. Nos anos 1990, especialmente, essas rádios foram abandonadas pelas universidades. Hoje, elas não fazem (um jornalismo plural) porque não querem. Têm recurso e não têm pessoal preparado para a execução do jornalismo”, diz Sandra. “Não deveria ser assim, se pensarmos que a universidade é o lugar da heterogeneidade. Infelizmente é, não por uma imposição político-administrativa, mas por uma falta de vontade de todos. É mais cômodo”, avalia.

Marta Maia não apenas concorda como faz uma comparação entre a pluralidade no jornalismo e o próprio fazer científico. “Há que se considerar o contraditório no processo de produção da informação, assim como no campo do conhecimento. Quando se fala no aspecto contraditório, não se está falando, necessariamente, em elementos negativos, mas sim em aspectos que poderiam ser contemplados e não o foram, ou ainda em outras pesquisas que levantam questões pertinentes ao assunto”. Para ela, o questionamento e a crítica devem fazer parte não apenas do processo jornalístico, mas, sobretudo, do campo científico, mas acabam sendo deixados de lado no momento de divulgação da ciência.

A pesquisadora mineira destaca que as novas tecnologias contribuem para facilitar a pluralidade dos depoimentos. “É possível entrevistar uma pessoa em outro país, captar esse áudio e utilizá-lo em um programa radiofônico”, exemplifica. Mas isso, segundo Marta, não impede o repórter de rádio de ouvir as vozes das ruas, o que ela considera imprescindível. “Se o burburinho das ruas não aparece no rádio é porque o estúdio ficou restrito, literalmente, às suas paredes, o que não coaduna com os propósitos históricos do veículo, conhecido como caixa de ressonância da sociedade”, conclui.

A ex-diretora da rádio da UFRGS defende que as emissoras universitárias, especialmente as de instituições públicas, tenham uma programação diferenciada em relação às rádios comerciais. “Seu forte tem que ser a produção de documentários e a cobertura dos temas que não passam pelo rádio tradicional. Se não for assim, qual a razão de uma universidade pública possuir uma emissora de rádio?”, questiona Sandra. O desafio, portanto, para aproveitar melhor o potencial das rádios universitárias para a divulgação da ciência, é aprimorar o trabalho jornalístico, fugir da comodidade de ficarem restritas às entrevistas convencionais apenas com as “pratas da casa” e aproveitar as possibilidades da linguagem radiofônica para não cair na chatice. Uma boa oportunidade para se discutir isso é o próximo Encontro Nacional de Rádio e Ciência. A terceira edição desse evento, criado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia em 2006, será realizada este ano em Recife, em data ainda não definida.

Rodrigo Cunha

Fonte: Revista Ciência e Cultura – SBPC – Unicamp

Visão 3D para projetos

Postado por João Paulo Em 19 de February de 2010

Para quem trabalha, já trabalhou ou pensa em trabalhar na área de projetos, um dos primeiros desafios encontrados é a modelagem 3D. No Brasil e no mundo, há vários softwares especializados nisso. Tais como Solid Edge, Solid Works, Catia, Auto Cad, entre outros.

Mas no vídeo a seguir você verá uma revolução na área. O projeto Leonar3Do é o que há de mais novo no cenário de projetos em três dimensões. O sistema cria uma realidade virtual que insere o usuário de forma bem interativa. O usuário pode ser leigo no assunto, basta sentar em frente ao monitor, colocar o óculos e trabalhar com a caneta. No projeto, comprovaram o fácil uso do equipamento deixando crianças de 10 a 12 anos “brincarem” com ele.

Com o equipamento é possível desenhar no espaço, criando modelos de embalagens, brinquedos, jogando, enfim, fazendo parte do conceito de “realidade misturada”.

Mais informações você encontra no site do projeto, clique aqui.

Fonte da imagem: http://www.leonar3do.com/

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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