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Fotossíntese artifical gera hidrogênio para células a combustível

Postado por João Paulo Em 18 de February de 2010

Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica – 18/02/2010 – [Imagem: Nann et al.]

Fontes de energia do futuro

Células de combustível alimentadas por hidrogênio e energia solar são as duas maiores esperanças para as fontes de energia do futuro, que sejam mais amigáveis ambientalmente e, sobretudo, sustentáveis.

A combinação das duas então, é considerada como particularmente limpa: produzir hidrogênio para alimentar as células a combustível quebrando moléculas de água com a luz solar seria de fato o melhor dos mundos.

Esta é a chamada fotossíntese artificial, que vem sendo alvo de pesquisas de vários grupos de cientistas ao redor do mundo, com diferentes abordagens.

Eletrodo fotocatalítico

Agora, uma equipe liderada por Thomas Nann e Christopher Pickett, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, criou um fotoeletrodo eficiente e robusto e que pode ser fabricado com materiais comuns, de baixo custo.

O novo sistema consiste de um eletrodo de ouro que é recoberto com camadas formadas por nanopartículas de fosfeto de índio (InP). A seguir, os pesquisadores adicionaram um composto de ferro-enxofre [Fe2S2(CO)6] sobre as camadas.

Quando submerso em água e iluminado com a luz do Sol, sob uma corrente elétrica relativamente fraca, este sistema fotoeletrocatalítico produz hidrogênio com uma eficiência de 60%.

“Esta eficiência relativamente elevada é um avanço”, diz Nann.

Fotossíntese artificial

Que o sistema funciona os pesquisadores já comprovaram. Mas como ele funciona? Entender os mecanismos da reação é essencial para aprimorá-lo e levá-lo até aplicações práticas.

Os pesquisadores teorizam o seguinte mecanismo para a reação: as partículas de luz são absorvidas pelo nanocristais de InP, excitando os elétrons em seu interior. Nesse estado excitado, os elétrons podem ser transferidos para o composto de ferro-enxofre.

Em uma reação catalítica, o composto de ferro-enxofre então transfere seus elétrons para os íons hidrogênio (H+) na água em volta, que são então liberados sob a forma de moléculas de hidrogênio (H2). O eletrodo de ouro fornece os elétrons necessários para repovoar os nanocristais de InP.

Hidrogênio industrial

Em contraste com os processos de fotossíntese artificial já divulgados até agora, o novo sistema funciona sem moléculas orgânicas. Estas moléculas precisam ser convertidas para um estado excitado para que possam reagir, o que faz com que se degradem ao longo do tempo.

Este problema limita o tempo de vida de sistemas de fotossíntese artificial com componentes orgânicos.

O novo sistema agora descoberto é puramente inorgânico e tem, portanto, uma vida útil muito maior.

“Nosso novo sistema de eletrodo fotocatalítico é robusto, eficiente, barato e livre de metais pesados tóxicos,” afirma Nann. “Ele pode ser uma alternativa altamente promissora para a produção de hidrogênio industrial.”

Embora sejam promissoras, o hidrogênio para as células a combustível atuais é fabricado a partir do gás natural, um “primo” do petróleo.

Bibliografia:

Water Splitting by Visible Light: A Nanophotocathode for Hydrogen Production
Thomas Nann, Saad K. Ibrahim, Pei-Meng Woi, Shu Xu, Jan Ziegler, Christopher J. Pickett
Angewandte Chemie International Edition
5 Feb 2010
Vol.: Early View
DOI: 10.1002/anie.200906262

Reputação do diamante é balançada

Postado por João Paulo Em 12 de February de 2010

diamond

Imagem: iStockphoto

Conhece a famosa reputação do diamante? O material mais duro que existe? Pois é… Se você acredita fielmente nessa afirmação, é melhor rever seus conhecimentos.

Segundo o site norte-americano Discover Blogs, cientistas da China e dos Estados Unidos descobriram um material feito de carbono – assim como o diamante – que tem maior resistência. Eles calcularam que o Lonsdaleite (é assim que é chamado) é 58% mais duro que o diamante.

Apesar da descoberta, os cientistas garantem que o diamante continuará tendo seu auge e sendo usado nas diversas aplicações que tem utilidade atualmente. Isso porque o novo material é extremamente raro, o que o torna bem mais caro e menos vantajoso para o comércio.

O Lonsdaleite é proveniente de impactos de meteoros e atividades vulcânicas, em condições especiais. O físico John Janik da Carnegie Institution for Science, garante que os elementos que o formam podem ser produzidos em laboratório, mas para isso exigiriam várias substâncias e daria muito trabalho.

É, pelo visto o diamante continuará sendo o “Rei dos materiais”, mas sua reputação nunca mais será a mesma.

Vidro líquido protetor

Postado por João Paulo Em 6 de February de 2010

Vidro líquido deixará suas roupas permanentemente limpas

Olha só que produto louco: vidro líquido em spray, capaz de criar uma camada protetora em todo tipo de coisa, de roupas a plantas, para protegê-las de sujeira, calor, infecções e radiação ultravioleta.

O spray de vidro líquido (tecnicamente chamado “camada ultrafina de SiO2“) consiste em dióxido de silício quase puro (sílica, o componente encontrado no vidro) extraído de areia de quartzo. Adiciona-se água ou etanol, dependendo do tipo de superfície a ser revestida. Não há aditivos, e a cobertura de vidro em escala nanométrica liga-se à superfície por causa das forças quânticas envolvidas. De acordo com fabricantes, o vidro líquido tem um efeito antibacteriano de longa duração, porque micróbios que pousem na superfície não conseguem se dividir ou replicar com facilidade.

Outras organizações, como uma empresa ferroviária e uma cadeia de hotéis no Reino Unido, além de uma cadeia de lanchonetes na Alemanha, também estão testando vidro líquido para uma varidade de usos. Um teste de um ano do spray em um hospital de Lancashire também produziram resultados “bastante promissores” em uma série de aplicações, incluindo revestimento de equipamentos, implantes médicos, cateteres, suturas e ataduras. A associação de túmulos de vítimas de guerra no Reino Unido está considerando usar o spray para tratar monumentos de pedra e lápides, já que testes mostraram que o revestimento protege contra erosão e pichações. Testes na Turquia estão sendo conduzidos em monumentos como o Mausoléu Ataturk em Ancara.

Então ele pode fazer de tudo? Ótimo!

Ele já está pronto para ser usado e parece que logo estará à venda no Reino Unido. Eu acho que teremos que esperar para ver onde ele pode ser melhor utilizado, mas eu adoraria uma garrafa para a calça jeans que eu nunca lavo. Não que isso me economize tempo lavando a calça, mas pelo menos eu me sentiria menos nojento depois de usá-la o dia inteiro. [Physorg via Boing Boing]

Campus Party

Postado por João Paulo Em 27 de January de 2010

campusComo que um blog de tecnologia poderia deixar de postar uma notícia sobre o Campus Party? O encontro tecnológico está acontecendo em São Paulo, no Centro Imigrantes dos dias 25 a 31 de janeiro. Para você que nunca ouviu falar dessa reunião de “nerds”, acesse o site www.campus-party.com.br e saiba mais. O evento também disponibilizou aos visitantes espaços para acampar, isso mesmo, acampar, dentro dos saguões da esposição. Para quem gosta de computador, tecnologia, ciência e entretenimento, vale a pena conferir! Atualmente, o evento conta com 46730 campuseiros.

EDIÇÕES ANTERIORES (texto do site oficial):

Realizada pelo segundo ano no Brasil, a Campus Party 2009 foi uma grande festa de criatividade e compartilhamento de conteúdos. O evento reuniu comunidades de diferentes áreas da sociedade em rede no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, totalizando 6.655 campuseiros e mais de 118 mil visitantes da Área Expo e Lazer.

Durante os sete dias da Campus Party, os campuseiros puderam acompanhar as últimas novidades tecnológicas, trocar conteúdos e compartilhar experiências ligadas ao mundo digital. Seguindo a  tendência do ano anterior, eles criaram e compartilharam mais conteúdos pela Internet do que baixaram. A taxa de upload foi de 62,7%, enquanto a de download foi de 37,3%.

Nesta segunda edição da versão brasileira do evento criado há mais de 13 anos na Espanha, foram realizadas 468 atividades destinadas aos campuseiros nas áreas de conteúdo (CampusBlog, Desenvolvimento, Design, Fotografia, Games, Modding, Música, Robótica, Simulação, Software Livre e Vídeo) e ações especiais (BarCamp, CP Labs, Campus Media, Campus Móvel, Campus Verde, Cibercultura, Grid Computing e Sarau Digital). Na Área Expo e Lazer, a Campus Party contou com as atividades do Campus Futuro, Astronomia e da Inclusão Digital. Esta última ofereceu o espaço Batismo Digital, onde 6.819 pessoas tiveram livre acesso a 200 computadores.

Ao todo 78 empresas, entre patrocinadores, parceiros e apoiadores, contribuíram para o sucesso da festa dos amantes da tecnologia, que usufruíram de uma impressionante conexão de 10 Gb, a maior banda já oferecida em todo o mundo, disponibilizada pelo Grupo Telefônica, principal patrocinador do evento. Para isso, foram necessários 28 km de cabos de rede e 11 km de cabos de fibra ótica.

A Campus Party Brasil recebeu campuseiros dos 27 estados brasileiros e de 22 países, entre eles colombianos, peruanos, americanos, chilenos e argentinos. A maioria tinha entre 18 e 29 anos. Os homens representaram 67,18% dos participantes, enquanto as mulheres, 32,82%. Participaram do encontro estudantes, professores, cientistas, jornalistas, pesquisadores, artistas, empresários, além dos milhares de visitantes.


Riscos? Nunca mais!

Postado por João Paulo Em 13 de January de 2010

A Nissan, há algum tempo, tem utilizado em seus carros uma tinta antirisco chamada Scratch Shield. Agora tem novidades! A empresa autorizou o uso do produto à operadora de telefonia celular japonesa NTT DoCoMo. Agora nem os celulares terão riscos.

O mais interessante é que a tinta se repara sozinha. Esse produto foi desenvolvido pela Nissan em parceria com a Universidade de Tóquio e a empresa Advanced Softmaterials. Ela vem sendo aplicada em algumas versões Infiniti – carros de luxo da marca – e também em alguns modelos da Nissan.

Apesar de cara, é muito eficaz. A tinta é capaz de se renovar em caso de arranhões pequenos em menos de 24 horas e, para arranhões maiores e mais profundos, em até uma semana. Segundo o fabricante, ela é mais resistente que as tintas antirrisco tradicionais, o que colabora para que as camadas aplicadas ao produto sejam mais duradouras.

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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