Arquivos da Categoria ‘Materiais’

Por que automatizar?

Postado por João Paulo Em 25 de March de 2010

Projeto de automação mecânica aplicado em máquina de ensaios na Unesp de Bauru

Uma análise simples dos processos de automatização e um exemplo de projeto em pesquisa na Faculdade de Engenharia de Bauru


O mundo moderno tem exigido cada vez mais velocidade e qualidade nos processos de produção. Com isso tem surgido a necessidade de se investir tecnologicamente, exigindo cada vez mais a utilização da automação.

Automação (do latim Automatus, que significa mover-se por si) é o sistema adaptado a um processo manual que é capaz de fazer análises e correções sem interferência direta do Homem.

Hoje esse sistema é amplamente utilizado nas empresas, gerando qualidade e produtividade. Mas não é só nelas que ele se aplica. Nesse contexto, gradualmente vem surgindo a presença das Universidades, pois os processos de automação acabam sobrepondo a possibilidade de compra de novas máquinas mais avançadas tecnologicamente e readequação das antigas.

Exemplo disso é o projeto em pesquisa na Universidade Estadual Paulista, campus de Bauru. O estudo visa a reengenharia de uma máquina universal de ensaios de materiais. A máquina, defasada tecnologicamente, se encontra no laboratório de Engenharia Civil da universidade.

O projeto idealizado pelo aluno de engenharia mecânica João Paulo de Oliveira Freitas, sob orientação do Prof. Dr. Luiz Antonio Vasques Hellmeisteir, tem como objetivo a obtenção de informações pelo uso de sensores (de pressão, encoders ou até mesmo paquímetro digital), placa de aquisição de dados e microcomputador. Com os dados fornecidos, é possível plotar gráficos que especificam a resistência do material submetido a forças externas por meio de coeficientes técnicos.

Com isso é possível otimizar a obtenção dos dados de ensaio, melhorando a precisão do processo e, dessa forma, facilitar o estudo dos materiais pelos estudantes da universidade. Além disso, não será necessário a compra de uma nova máquina.

Em paralelo com esse projeto, Hellmeisteir ainda orienta alunos em projeto de criação de máquina de fresamento CNC, escaneamento 3D e reconhecimento das características da madeira.

Autodesk incentiva estudantes

Postado por João Paulo Em 26 de February de 2010

A empresa norte-americana, Autodesk, é famosa pelos seus softwares voltados para Engenharia, Arquitetura e Desenho Industrial. Seus produtos oferecem ferramentas importantes para os profissionais da área que pretendem desenvolver projetos, fazer o modelamento tridimensional e realizar análises estruturais.

Pensando em expandir seus produtos para os estudantes, a Autodesk criou uma comunidade virtual onde, através de um cadastro pessoal, os estudantes interessados podem se informar sobre artigos, discutir com outros estudantes assuntos da área e o mais importante: FAZER DOWNLOAD GRÁTIS DOS PROGRAMAS.

Pelo site da comunidade Autodesk http://students.autodesk.com/ os estudantes podem, após o cadastro, fazer o download dos softwares da empresa gratuitamente, e ela oferece um registro com o nome do aluno, e-mail da faculdade, e outros detalhes. É fornecido um código de ativação e um serial. Após baixar o programa e instalar, é necessário fazer um novo registro, dando ao estudante o prazo de utilização de 13 meses, caso contrário o programa rodará por 3 meses.

São oferecidos programas para desenho industrial, animações, análises de tensões, engenharia civil, mecânica, entre outros.

Algumas universidades fazem uso do sistema, como a UNESP campus de Bauru, que em parceria com a Fundeb (Fundação para o Desenvolvimento de Bauru), oferece cursos aos estudantes interessados utilizando os softwares Autodesk.

Fotossíntese artifical gera hidrogênio para células a combustível

Postado por João Paulo Em 18 de February de 2010

Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica – 18/02/2010 – [Imagem: Nann et al.]

Fontes de energia do futuro

Células de combustível alimentadas por hidrogênio e energia solar são as duas maiores esperanças para as fontes de energia do futuro, que sejam mais amigáveis ambientalmente e, sobretudo, sustentáveis.

A combinação das duas então, é considerada como particularmente limpa: produzir hidrogênio para alimentar as células a combustível quebrando moléculas de água com a luz solar seria de fato o melhor dos mundos.

Esta é a chamada fotossíntese artificial, que vem sendo alvo de pesquisas de vários grupos de cientistas ao redor do mundo, com diferentes abordagens.

Eletrodo fotocatalítico

Agora, uma equipe liderada por Thomas Nann e Christopher Pickett, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, criou um fotoeletrodo eficiente e robusto e que pode ser fabricado com materiais comuns, de baixo custo.

O novo sistema consiste de um eletrodo de ouro que é recoberto com camadas formadas por nanopartículas de fosfeto de índio (InP). A seguir, os pesquisadores adicionaram um composto de ferro-enxofre [Fe2S2(CO)6] sobre as camadas.

Quando submerso em água e iluminado com a luz do Sol, sob uma corrente elétrica relativamente fraca, este sistema fotoeletrocatalítico produz hidrogênio com uma eficiência de 60%.

“Esta eficiência relativamente elevada é um avanço”, diz Nann.

Fotossíntese artificial

Que o sistema funciona os pesquisadores já comprovaram. Mas como ele funciona? Entender os mecanismos da reação é essencial para aprimorá-lo e levá-lo até aplicações práticas.

Os pesquisadores teorizam o seguinte mecanismo para a reação: as partículas de luz são absorvidas pelo nanocristais de InP, excitando os elétrons em seu interior. Nesse estado excitado, os elétrons podem ser transferidos para o composto de ferro-enxofre.

Em uma reação catalítica, o composto de ferro-enxofre então transfere seus elétrons para os íons hidrogênio (H+) na água em volta, que são então liberados sob a forma de moléculas de hidrogênio (H2). O eletrodo de ouro fornece os elétrons necessários para repovoar os nanocristais de InP.

Hidrogênio industrial

Em contraste com os processos de fotossíntese artificial já divulgados até agora, o novo sistema funciona sem moléculas orgânicas. Estas moléculas precisam ser convertidas para um estado excitado para que possam reagir, o que faz com que se degradem ao longo do tempo.

Este problema limita o tempo de vida de sistemas de fotossíntese artificial com componentes orgânicos.

O novo sistema agora descoberto é puramente inorgânico e tem, portanto, uma vida útil muito maior.

“Nosso novo sistema de eletrodo fotocatalítico é robusto, eficiente, barato e livre de metais pesados tóxicos,” afirma Nann. “Ele pode ser uma alternativa altamente promissora para a produção de hidrogênio industrial.”

Embora sejam promissoras, o hidrogênio para as células a combustível atuais é fabricado a partir do gás natural, um “primo” do petróleo.

Bibliografia:

Water Splitting by Visible Light: A Nanophotocathode for Hydrogen Production
Thomas Nann, Saad K. Ibrahim, Pei-Meng Woi, Shu Xu, Jan Ziegler, Christopher J. Pickett
Angewandte Chemie International Edition
5 Feb 2010
Vol.: Early View
DOI: 10.1002/anie.200906262

Reputação do diamante é balançada

Postado por João Paulo Em 12 de February de 2010

diamond

Imagem: iStockphoto

Conhece a famosa reputação do diamante? O material mais duro que existe? Pois é… Se você acredita fielmente nessa afirmação, é melhor rever seus conhecimentos.

Segundo o site norte-americano Discover Blogs, cientistas da China e dos Estados Unidos descobriram um material feito de carbono – assim como o diamante – que tem maior resistência. Eles calcularam que o Lonsdaleite (é assim que é chamado) é 58% mais duro que o diamante.

Apesar da descoberta, os cientistas garantem que o diamante continuará tendo seu auge e sendo usado nas diversas aplicações que tem utilidade atualmente. Isso porque o novo material é extremamente raro, o que o torna bem mais caro e menos vantajoso para o comércio.

O Lonsdaleite é proveniente de impactos de meteoros e atividades vulcânicas, em condições especiais. O físico John Janik da Carnegie Institution for Science, garante que os elementos que o formam podem ser produzidos em laboratório, mas para isso exigiriam várias substâncias e daria muito trabalho.

É, pelo visto o diamante continuará sendo o “Rei dos materiais”, mas sua reputação nunca mais será a mesma.

Vidro líquido protetor

Postado por João Paulo Em 6 de February de 2010

Vidro líquido deixará suas roupas permanentemente limpas

Olha só que produto louco: vidro líquido em spray, capaz de criar uma camada protetora em todo tipo de coisa, de roupas a plantas, para protegê-las de sujeira, calor, infecções e radiação ultravioleta.

O spray de vidro líquido (tecnicamente chamado “camada ultrafina de SiO2“) consiste em dióxido de silício quase puro (sílica, o componente encontrado no vidro) extraído de areia de quartzo. Adiciona-se água ou etanol, dependendo do tipo de superfície a ser revestida. Não há aditivos, e a cobertura de vidro em escala nanométrica liga-se à superfície por causa das forças quânticas envolvidas. De acordo com fabricantes, o vidro líquido tem um efeito antibacteriano de longa duração, porque micróbios que pousem na superfície não conseguem se dividir ou replicar com facilidade.

Outras organizações, como uma empresa ferroviária e uma cadeia de hotéis no Reino Unido, além de uma cadeia de lanchonetes na Alemanha, também estão testando vidro líquido para uma varidade de usos. Um teste de um ano do spray em um hospital de Lancashire também produziram resultados “bastante promissores” em uma série de aplicações, incluindo revestimento de equipamentos, implantes médicos, cateteres, suturas e ataduras. A associação de túmulos de vítimas de guerra no Reino Unido está considerando usar o spray para tratar monumentos de pedra e lápides, já que testes mostraram que o revestimento protege contra erosão e pichações. Testes na Turquia estão sendo conduzidos em monumentos como o Mausoléu Ataturk em Ancara.

Então ele pode fazer de tudo? Ótimo!

Ele já está pronto para ser usado e parece que logo estará à venda no Reino Unido. Eu acho que teremos que esperar para ver onde ele pode ser melhor utilizado, mas eu adoraria uma garrafa para a calça jeans que eu nunca lavo. Não que isso me economize tempo lavando a calça, mas pelo menos eu me sentiria menos nojento depois de usá-la o dia inteiro. [Physorg via Boing Boing]

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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