Arquivos da Categoria ‘Física’

+ Um ano de Aerodesign

Postado por João Paulo Em 29 de July de 2010

Outubro é mês de competição para diversas universidades do Brasil e também do mundo. Em São José dos Campos, interior de São Paulo, a Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade, SAE, desenvolve o Aerodesign 2010. Durante o ano, as equipes participantes projetam aviões radiocontrolados capazes de levar cargas. A competição é dividida em 3 classes, Micro, Regular e Open, que se diferenciam, basicamente, pelo tamanho que varia em média de 1 a 5 metros de envergadura.

Em Bauru, estudantes da Faculdade de Engennharia de Bauru (FEB), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), se preparam para mais um ano competitivo, trabalhando nas 3 categorias. Os alunos de Engenharia e Design trabalharam durante as férias de julho para cumprir o prazo de entrega de relatório e realizar o primeiro vôo dos protótipos, analisados, primeiramente, por softwares muitos de engenharia, tais como o XFRL5, Excel, Solid Edge, Solid Works, Profili, entre ontros.

A FEB Micro começou a existir em 2009, com a entrada dos Calouros de Engenharia Mecânica no mesmo ano. A partir daí, os protótipos foram se inovando, tornando-se mais bem estruturados e altamente competitivos. No ano de 2009, a FEB Micro alcançou o quarto lugar na competição.

No mesmo ano, Bauru foi vice-campeã na classe Open. Em 2010 as equipes estão mais motivadas para alcançar a primeira colocação e competir nos Estados Unidos no início do ano que vem.

O diferencial da Unesp de Bauru está no trabalho em conjunto e também na aceitação de calouros nas equipes. As três equipes trabalham em uma mesma oficina, onde uma pode auxiliar a outra, facilitando a correção de problemas ou sugestões de projeto. Calouros são bem-vindos, onde podem trabalhar e aprender e no próximo ano, desenvolver novos projetos e auxiliar os novatos.    As equipes brasileiras têm mostrado competência frente às internacionais, como Índia, Venezuela e México, que participaram em 2009. Agora é torcer para que esse destaque mantenha-se visível, mostrando ao mundo que o Brasil tem mentes jovens, brilhantes e altamente capacitadas.


Protótipo FEB MICRO desenvolvido em programa CAD

Motor flutuante dispensa eixo e gira sobre água

Postado por João Paulo Em 5 de June de 2010

Holly Sheahan – Royal Society of Chemistry – 31/05/2010 [inovação tecnológica]

Cientistas japoneses criaram um motor rotativo apoiado unicamente em uma gota de água, girando em seu interior quando um campo elétrico é aplicado à gota.

O feito tem grande potencial para uso em dispositivos ópticos e nos biochips.

Motor fluídico

Hoje, são usados fluidos transparentes com altos índices de refração para controlar o movimento ou a inclinação de microplacas, que por sua vez controlam a passagem da luz usada para controlar as reações ou detectar compostos químicos no interior dos biochips.

Os cientistas já haviam conseguido fazer com que as placas se movessem na horizontal e na vertical, mas até agora nenhum grupo havia conseguido fazer um movimento giratório.

Como os polarizadores ou as redes refratoras normalmente têm suas funções controladas por movimentos rotacionais, um “motor fluídico” era um objetivo longamente perseguido.

Motor flutuante

O feito foi alcançado pelo Dr. Atsushi Takei e seus colegas da Universidade de Tóquio, que exploraram um fenômeno conhecido como electrowetting, ou eletroumectação – a capacidade de controlar eletricamente como os líquidos interagem com superfícies sólidas.

O motor é formado por um rotor metálico, não circular, depositado sobre uma gota de água ou outro fluido.

Para fazer a energia chegar ao motor flutuante, foram construídos eletrodos dispostos ao redor da gota. Com a alteração da tensão aplicada aos eletrodos, a gota se deforma, criando um torque entre a gota e o rotor, fazendo com que o rotor gire.

Motor transparente

Os pesquisadores enfatizam que a maior vantagem do seu motor flutuante é que ele pode ser fabricado inteiramente com materiais transparentes, o que o torna totalmente adequado para aplicações ópticas.

Eles agora pretendem partir para a miniaturização dos motores flutuantes, porque os dispositivos ópticos estão sendo construídos cada vez em menor escala. Segundo o grupo, o maior desafio é que, quanto menor a escala, mais difícil se torna controlar as forças sobre a gota.

Olho biônico com retina artificial está pronto para ser implantado

Postado por João Paulo Em 4 de April de 2010

Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica – 31/03/2010

Pesquisadores australianos apresentaram o protótipo de um olho biônico que está pronto para ser implantado no primeiro paciente humano.

A prótese ocular foi projetada para dar melhor qualidade de vida a pacientes com perda visual decorrente da retinite pigmentosa e da degeneração macular.

Olho biônico

O olho biônico, que até agora se encontrava em testes, consiste de uma câmera super miniaturizada e de um microchip implantado na retina do paciente.

A câmera, montada na estrutura de um par de óculos, capta a entrada visual, transformando-a em sinais elétricos que são enviados para o microchip.

O microchip, por sua vez, estimula diretamente os neurônios da retina que continuam saudáveis, apesar da enfermidade.

O implante permite que os pacientes ganhem uma visão em baixa resolução, devido ao pequeno número de células sadias da retina, e limitada pela quantidade de eletrodos da retina artificial.

Implante de retina

“Nós vislumbramos que este implante de retina dará aos pacientes uma maior mobilidade e independência, e que as futuras versões do implante acabarão por permitir que os usuários reconheçam rostos e leiam letras grandes,” diz o professor Anthony Burkitt, membro da equipe responsável pela fabricação do olho biônico.

O objetivo dos pesquisadores é passar de algumas manchas de claridade pouco definidas para uma visão biônica verdadeira dentro de cinco anos.

Até lá, eles planejam contar com uma retina artificial implantada na parte posterior do olho, recebendo os sinais captados pelas câmeras por meio de conexões sem fios.

O olho biônico está sendo fabricado por uma empresa emergente criada pelos próprios pesquisadores, a Bionic Vision Australia, reunindo médicos, oftalmologistas, neurocientistas, engenheiros biomédicos e engenheiros eletricistas das universidades de Melbourne, Nova Gales do Sul e do Centro de Pesquisas dos Olhos, todos na Austrália.

Educação Físico-mental

Postado por João Paulo Em 28 de March de 2010

Voltando para casa um dia desses, me deparei com algo um tanto diferente: alguns garotos faziam algumas manobras com skate na praça aqui ao lado. Agora você pode me perguntar “O que há de tão diferente nisso?”. Pois é, o diferente é que para pegar impulso e conseguir subir o suficiente na rampa (que só tinha uma lateral) para fazer uma manobra radical, eles usavam uma Biz. Sim! Uma Biz…

A coisa toda funcionava assim: o cara sobre o skate agarrava na garupa da Biz e essa acelerava até chegar bem perto da rampa, e nesse momento o cara soltava da moto e subia bem alto… bom, a princípio não parece algo tão divertido assim, mas isso me fez pensar em um assunto…

A RELAÇÃO ENTRE A CIÊNCIA E OS ESPORTES RADICAIS

Talvez, inconscientemente, os garotos estavam provando as leis da física numa brincadeira divertida. A inércia, a conservação e transformação de energia são apenas alguns exemplos, mas ainda temos as teorias biológicas de sistema nervoso, gasto de ATP e muito mais…

Daí veio uma idéia interessante… Por que não usar os esportes para divulgar a Ciência? Foi pos isso que resolvi buscar sobre o assunto na nossa enciclopédia virtual: a Internet.

Vasculhando alguns sites, encontrei um norte-americano Chamado “Sport! Science”. Na página eles têm alguns esportes cadastrados com informações super interessantes científicas. Dicas, aplicações para melhores rendimentos e teorias de como tudo funciona…

O site é: http://www.exploratorium.edu/sports/

Um exemplo interessante que tem no site sobre esses assuntos é “a ciência do ciclismo” ou “Science of Cycling”, com dicas até de aerodinâmica.

Bom, essa é a dica. Da próxima vez que você for à academia e ver aqueles pesos e roldanas, lembre-se das teorias mecânicas que você aprendeu no colégio ou pense no que Newton desvendou com o passar dos anos…

Além de exercitar o corpo, EXERCITE A MENTE!

Física e Quadrinhos ensinam

Postado por João Paulo Em 7 de March de 2010

Professor utiliza super-heróis para motivar seus alunos a entenderem questões científicas

Fonte: ScientificAmerican Brazil

Não se aprende muita física assistindo a filmes de ficção científica ou shows de TV. Mas ler um antigo livro de histórias em quadrinhos ou frequentar o seminário “Física de Super-heróis”, de Jim Kakalios, na University of Minnesota, pode inspirá-lo a entender se Flash (personagem da DC Comics) consumiria todo o oxigênio da Terra se corresse quase à velocidade da luz.

“Histórias em quadrinhos frequentemente acertam sua física”, declarou Kakalios durante sessão de “Ciência de Super-heróis”, no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, realizado na semana passada. “Pelo menos uma vez que se aceite uma premissa inicial impossível, como a ideia de que um homem é capaz de voar como um morcego, ou é mais veloz que um projétil disparado”, acrescentou.

Em 2001, Kakalios deu seu primeiro seminário sobre a física dos super-heróis, para calouros, em uma tentativa de estimular seus alunos. Agora, é possível comprar seu livro sobre o assunto.

O truque é transmitir a ciência sem simplificá-la excessivamente, nem entediar sua audiência, disse ele. Explicações diretas da física geralmente intimidam uma pessoa leiga a fazer perguntas. “Ela pensa que não entende [a física] porque não é suficientemente inteligente”, declarou Kakalios. Mas se professores e cientistas falam em Homem-Aranha ou Super-Homem, os leigos tendem a perguntar e podem até se lembrar de alguns princípios de mecânica quântica ou da Segunda Lei de Newton.

Um dos alunos de Kakalios calculou que Flash levaria vários milhões de anos para consumir todas as moléculas de oxigênio existentes da atmosfera da Terra, se corresse quase à velocidade da luz.

Os epítetos, antes dolorosos e depreciativos, de “nerd” e “geek” (pessoa chata, incomum e impopular) estão perdendo as conotações negativas, afirmou Kakalios, e acrescentou não acreditar que os americanos sejam anti-intelectuais. “Ninguém quer um neurocirurgião burro. Ninguém quer um mecânico idiota. Você quer as pessoas mais qualificadas e inteligentes que puder ter”, frisou, embora acrescentasse que os americanos também detestam os esnobes e a condescendência.

Professores têm o dever de ensinar ciências às massas curiosas de um modo que as pessoas consigam entender, declarou.

No início da sessão, Sidney Perkowitz, da Emory University, conferiu a filmes de ficção científica notas variadas por sua precisão científica e informação, ao discorrer sobre os resultados de sua análise de 120 filmes (detalhados em seu livro “Hollywood Science”, de 2007). A maioria começa com uma migalha de ciência real, mas “eles simplesmente nem sempre tratam a ciência muito bem, para dizer o mínimo”, declarou ele. E os cientistas frequentemente são estereotipados como lunáticos ou loucos.

O pior filme de ficção científica em termos de ciência? “O Núcleo – Missão ao Centro da Terra” (“The Core”), julgou ele. “Lunar” (“Moon”) é melhor. E “Abandonados” (“Marooned”) foi recomendado por Kakalios.

Joe Pokaski, roteirista do seriado “Heroes”, da NBC, em que pessoas comuns, do cotidiano, descobrem e lidam com a aquisição de superpoderes, disse que nas sessões de redação, os autores do filme mantêm acalorados e intensos debates sobre tópicos como a invisibilidade, mas a realidade é que contar uma história tem de suplantar a ciência. “Nós de fato abastardamos termos científicos a um ponto que é realmente chocante”.

Para escritores de ficção científica, as metas são autenticidade e fazer com que os espectadores se preocupem com os personagens, muito mais que uma ciência totalmente precisa, declarou Alex Tse, roteirista de “Watchmen”.

“Eu não entendo a mínima de ciências”, confessou Tse. “Provavelmente sou a pessoa menos qualificada para estar nessa discussão. A razão pela qual eu quis vir para cá é que, se você for ver o trabalho que tento realizar e as coisas que aspiro fazer, existe uma plausibilidade na ciência. Para mim, pelo menos, ela acrescenta uma qualidade eterna a um filme: faz com que ele tenha um efeito duradouro. Existem alguns filmes que são meio ridículos. Eles são divertidos para assistir, mas não têm um efeito durador em mim.”

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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