Arquivos da Categoria ‘Astronomia’

VÍDEO: Lançamento da Apollo 11

Postado por João Paulo Em 21 de April de 2010

Abaixo o lançamento da Apollo 11: um vídeo em câmera lenta

Os primeiros instantes de uma viagem histórica de 400.000 km, registrados a 500 quadros por segundo, agora em alta definição. Incomensuravelmente imperdível (clique no vídeo para a versão em HD no Youtube).

A narração também é muito boa, explicando em detalhes o que estamos vendo:

  • Logo no início vemos as chamas subindo, que são então sugadas para baixo. É porque a queima de querosene e oxigênio líquido logo alcança a potência total e é tanto material sendo ejetado para baixo, com tanta força – mais de 3.000 toneladas de empuxo –, que o ar circundante também é sugado.
  • Também podemos ver muitas partículas brancas caindo. É o gelo que havia se formado ao redor dos tanques de oxigênio líquido, a –184 graus Celsius, caindo com as trepidações.
  • Outro detalhe curioso: logo na saída dos foguetes, vemos um gás escuro, que só depois fica brilhante. O gás escuro vem direto das turbinas, e é escuro porque é realmente mais frio. Sendo mais frio, é direcionado como um envoltório na parte exterior da queima, servindo como uma espécie de isolante térmico protegendo em parte o bocal de saída.
  • Mais adiante, todo o quadro fica branco, e quando voltamos a enxergar podemos ver algo queimando. Mesmo isto foi projetado, com uma espécie de tinta desenvolvida para não só queimar como, ao fazê-lo, também proteger o material abaixo, para que a plataforma possa ser reutilizada mais vezes. O material fica ao final completamente negro, carbonizado.
  • Um detalhe é que a esta altura tudo queima… em meio a jatos de água, que já estão sendo despejados para resfriar a plataforma. Boa parte da água sublima, transformando-se instantaneamente em vapor, daí todo o vapor dominando a cena. A água só se torna mais reconhecível momentos depois, e fica mais clara nos instantes finais do vídeo, quando atinge a câmera.

Já escrevi por aqui sobre como as distâncias das missões Apollo, traduzidas em pixels, poderiam fornecer uma noção do quão espetacular foi a façanha. O vídeo e a explicação dos fenômenos, indicando a extensão em que os mínimos detalhes de algo descomunal foram planejados, é mais uma forma de apreciar o feito.

“Não se pode enfatizar o quanto de mais valoroso o sucesso do projeto Apollo representa, as conquistas são intermináveis”, começou a série “A Humanidade não merece ir à Lua”, que seguiu com as partes II, III, IV, V e… a parte final, que ainda deve ser publicada levando em conta as reviravoltas recentes na política espacial americana.

As missões Apollo foram e são motivo de orgulho e inspiração, registrados em vastas distâncias ou mesmo a 500 quadros por segundo, com tantos eventos, fenômenos e detalhes que poderiam se estender por ainda mais tempo. [via Nerdcore] Fonte: 100 nexos

Estudantes de ensino médio participam de evento internacional de pesquisa

Postado por João Paulo Em 28 de February de 2010

Desde 15 de fevereiro, mais de 6 mil estudantes de ensino médio de todo o mundo têm tido acesso ao ambiente de pesquisa sobre partículas elementares e suas interações, no programa “MasterClass: Trabalhando com a Física de Altas Energias”.

A iniciativa vai até o dia 5 de março. Estudantes paulistas do ensino médio têm o seu dia de atividades nesta quarta-feira (24/02), no Instituto de Física Teórica da Unesp, câmpus da Barra Funda. Participam estudantes e professores do Colégio Dante Alighieri, da Escola Vera Cruz, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFSP) e da Escola Nossa Senhora das Graças.

Por meio de videoconferência, os estudantes se juntam aos seus colegas de Mons, na Bélgica; Estrasburgo, na França; Atenas, na Grécia; Bergen, na Noruega; e Vila Real, em Portugal para aprender e discutir como se dá a pesquisa em Física de Altas Energias. Os professores do ensino médio participaram ontem (23/02) do Masterclass. O idioma utilizado na videoconferência é o inglês.

Os participantes trabalham lado a lado com cientistas de 90 universidades e institutos de pesquisa de 22 países para analisar dados de colisões de partículas elementares, produzidos no acelerador Large Electron Positron (LEP), do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), laboratório europeu situado em Genebra.

O programa “MasterClass: Trabalhando com a Física de Altas Energias” (em inglês, “Hands-on Particle Physics MasterClasses”) é organizado pelo EPPOG (European Particle Physics Outreach Group) e realizado pelo sexto ano consecutivo.

Apresentação do LHC

O MasterClass permite aos participantes que aprendam sobre o mundo das partículas subatômicas por meio de apresentações acessíveis a não especialistas, ministradas por cientistas envolvidos diretamente com a pesquisa nessa área. As palestras e exercícios deste ano dão uma visão panorâmica sobre o funcionamento do Grande Anel de Colisão de Hádrons (Large Hadron Collider – LHC), atualmente em operação no CERN.

Os estudantes trabalham com dados armazenados por experimentos de aceleradores de partículas do CERN. Examinam resultados experimentais de colisões entre elétrons e pósitrons, viajando próximos à velocidade da luz em um acelerador com 27 km de circunferência e usam programas de computador para analisar dados gravados por experimentos do Large Electron Positron (LEP), que operou durante a década de 90 e que agora dá lugar ao LHC. Por videoconferência, os estudantes comparam e discutem os resultados de suas análises com participantes de outros países, da mesma forma que físicos de Altas Energias fazem cotidianamente em suas colaborações internacionais.

“Físicos por um dia”

Os professores do ensino médio também tiveram a oportunidade de ser “um físico de partículas por um dia”: cientistas ao redor do mundo também organizam o Dia de Pesquisa do Professor. Assim, os professores assistem às palestras preparatórias e recebem material e sugestões para aulas futuras. Trabalham com dados reais de Física de Partículas e discutem formas de incorporar conceitos dessa área em suas aulas.

O programa MasterClass 2010 conta com a participação de instituições brasileiras pela terceira vez consecutiva. Tomam parte o Centro Regional de Análise de São Paulo (SPRACE), que envolve pesquisadores da Unesp e da UFABC (Universidade Federal do ABC), e o grupo de Física de Altas Energias da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Esses pesquisadores participam da pesquisa científica em Física de Altas Energias como membros da Colaboração CMS (Compact Muon Solenoid) do CERN.

No sábado (27/02), o MasterClass 2010 contará com estudantes do Rio de Janeiro, além de alunos e professores do projeto Casa da Física, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Os efeitos reais da velocidade da luz nos astronautas

Postado por João Paulo Em 19 de February de 2010

O que aconteceria à tripulação de uma espaçonave viajando a 99,999998% da velocidade da luz? William Edelstein, da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, tem a resposta: doeria. E muito.

Edelstein, especialista em radiologia, usou a teoria da relatividade de Einstein e concluiu que os astronautas morreriam instantaneamente de excesso de radiação, devido à energia cinética dos átomos ao redor da nave. Os átomos de hidrogênio flutuando no espaço iriam chegar a 7 teraelétron-volts de energia, o equivalente a ficar no centro do Grande Colisor de Hádrons à potência máxima. Mesmo com uma carcaça de 10 centímetros de espessura, 99% da energia a atravessariam, destruindo os humanos e os circuitos internos.

A conclusão dele: “Os átomos de hidrogênio são minas espaciais inevitáveis.”

Felizmente, as naves espaciais podem ser muito mais do que motores gigantescos e carcaças de 10 centímetros de espessura. Alternativas teóricas, como a nave Alcubierre ou a nave de dobra espacial do Dr. Obousy não viajariam mais rápido que a velocidade da luz, mas dobrariam o espaço ao redor delas. E quem sabe o que descobriremos em nossa busca para chegar às estrelas. Afinal, nós humanos ainda estamos tentando entender a maior parte do Universo ao nosso redor.

Fonte: Gizmodo

Atividade solar poderá interferir com comunicações até 2012

Postado por Luciano Henrique Em 10 de February de 2010

 

Investigadores alertam para possíveis apagões durante Jogos Olímpicos de Londres

A atividade na superfície do Sol tem estado cada vez mais intensa e poderá provocar interferências nas redes de comunicação da Terra nos próximos dois anos, segundo alertou um grupo de cientistas em antecipação ao lançamento de um novo observatório solar da Nasa.

Novas fotos de telescópios espaciais mostram um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos, conhecidos como pontos solares, após um período de baixa atividade solar (verificada em quase um século).Segundo os investigadores, o pico da atividade poderá ocorrer em meados de 2012 e funcionará de forma a prejudicar o campo de proteção magnética da Terra: aumentando o risco de problemas nos sistemas de comunicação e na distribuição de energia elétrica – como transmissões de televisão e redes de internet e o risco de apagões durante os Jogos Olímpicos de Londres.

“Nos últimos três anos, a superfície do Sol acalmou, mas a cada 11 anos as labaredas reaparecem, e de repente retomam a atividade”, afirmou à BBC Heather Couper, ex-presidente da Associação Britânica de Astronomia.

Explosões e labaredas

Acrescentou ainda que “o Sol é uma grande massa magnética, e se há qualquer interrupção nos campos magnéticos, então teremos essas incríveis explosões e labaredas que provocam vários fenômenos, como as auroras boreais”.

No passado, esta ocorrência já fora a possível origem da interrupção dos negócios nas bolsas de valores de Tóquio e no Canadá. Apesar de os cientistas conhecerem bem as consequências, ainda não têm muitas explicações para a origem do fenômeno, muito menos condições para prever que aconteça.

Os investigadores esperam que o lançamento do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, os ajude a recolher dados que permitam prever antecipadamente a ocorrência de labaredas solares e de tormentas magnéticas.

Segundo estes, as consequências podem ser minimizadas desligando circuitos eletrônicos sensíveis antes das tormentas magnéticas, reduzindo o risco de danos a satélites de transmissão. A sonda da Nasa, ficará na órbita da Terra durante cinco anos para investigar as causas atividade solar intensa.

fonte: www.cienciahoje.pt/index.php?oid=39582&op=all#cont

Endeavour leva ao espaço módulo de serviço e cúpula panorâmica

Postado por Luciano Henrique Em 9 de February de 2010

Fonte: Apolo11 – http://www.apolo11.com/iss.php?posic=dat_20100208-100636.inc

Com apenas um dia de atraso, mas dentro da hora marcada, o Ônibus espacial Endeavour partiu na manhã dessa segunda-feira da plataforma de Cabo Kennedy, na Flórida, com destino à Estação Espacial Internacional, ISS. O lançamento foi o último disparo de um ônibus espacial a ocorrer no período noturno e o 32º voo com destino ao complexo orbital.

Havia a preocupação inicial de que as condições do tempo nas pistas de aterrissagem de emergência não colaborassem e o lançamento pudesse ser suspenso, mas assim que o as condições meteorológicas se tornaram satisfatórias na pista de Zaragoza, na Espanha, os diretores de voo concordaram que não havia mais impedimentos e o lançamento ocorreu às 07h14 pelo horário de Brasília. Dois minutos depois os propulsores de combustível sólido se desprenderam das laterais do ônibus e oito minutos após a ignição era a vez do gigantesco tanque de combustível ser descartado, com o Endeavour entrando na órbita da Terra.

Batizada de STS-130, a missão é composta de seis astronautas que permanecerão no espaço por 13 dias. Durante esse período serão realizadas três atividades extraveiculares – EVAs – com o objetivo principal de anexar à ISS o módulo pressurizado de trabalho “Tranquility”, além de uma cúpula panorâmica de seis janelas, que permitirá melhor capacidade de observações da Terra e do espaço.

A missão STS-130 será comandada pelo coronel George Zamka, auxiliado pelo piloto da força aérea Terry Virts, em sua primeira participação em voos espaciais. As atividades extraveiculares serão conduzidas por quatro especialistas: a capitã da marinha Kay Hire, em seu sua segunda missão, Nicholas Patrick, também na segunda missão, o veterano de três voos Steve Robinson e o tenente-coronel Bob Behnken, também na segunda missão.

Cada um dos passeios espaciais terá duração aproximada de 6.5 horas. O primeiro ocorrerá no quinto dia da missão, quando os astronautas Behnken e Patrick removerão a cobertura de proteção do módulo Unity, que receberá o módulo Tranquility com auxílio do braço robótico. Em seguido os astronautas instalarão quatro sistemas de cabos entre os módulos Unity e Tranquility, necessários à alimentação e comunicação do módulo.

No sétimo dia tem início o segundo passeio espacial, quando os conectores do sistema de refrigeração entre os módulos Unity e Tranquility serão instalados pelos astronautas Behnken e Patrick. Além disso, a dupla de especialistas posicionará uma das faces do módulo Traquility em direção à Terra. Esse procedimento permitirá que a cúpula panorâmica seja reposicionada no próximo passeio espacial.

No décimo dia os mesmos astronautas voltam ao espaço e acionam definitivamente as linhas de refrigeração do Tranquility e os cabos de dados. Em seguida removerão a proteção da cúpula e instalarão os corrimões de segurança ao seu redor.

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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