O evento, promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa (FAP-DF), contou nesta terça-feira (9/3) com a participação do secretário geral da 4ª Conferência Nacional de CT&I, Luiz Davidovich, que adiantou os planos ambiciosos do evento Entre eles está a proposta de indicar medidas de desenvolvimento que sejam alavancas para os próximos dez anos. “Temos que ter uma preocupação coletiva de apontar claramente para certas questões. Já tivemos nesse país grandes movimentos, como o ‘petróleo é nosso’. Talvez um grande tema agora seja ‘a Amazônia é nossa’. Nós precisamos de pesquisas, de alta tecnologia para tirar riquezas da Amazônia conservando a floresta em pé”, destacou. Como parte das preparatórias da conferência nacional, que ocorre no final de maio em Brasília, o seminário do DF reuniu representantes de todos os setores, entre eles jovens do ensino médio. A ideia era chegar a um consenso das principais demandas do segmento, para apresentá-las na conferência regional e, posteriormente, na nacional. Para o secretário de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal, Izalci Lucas, o evento local foi bastante desafiador, pois a unidade da Federação tem um cenário muito diversificado se comparado aos demais estados da região. “Mato Grosso e Goiás ainda têm o foco na formação de profissionais e nós já temos um grande número de pesquisadores. A nossa preocupação agora é a consolidação da transformação do conhecimento em produtos, em qualidade de vida”, disse. “O DF é o centro nervoso do país em termos políticos e isso lhe dá uma importância muito grande em termos de influência e de geração de políticas. E certamente ter a comunidade daqui envolvida nessa discussão sobre ciência, tecnologia e inovação é importante”, acrescentou Davidovich. Alinhados à política nacional de C&T, os assuntos discutidos durante a conferência foram divididos em quatro temáticas. São elas: o “sistema de CT&I do DF”, “empreendendo e inovando na sociedade”; “áreas estratégicas para pesquisa, desenvolvimento e inovação” e “ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento social”. Os trabalhos divulgados no final do encontro levantaram propostas como a importância de manter os 2% para C&T na Lei Orgânica, estabelecer uma plataforma para atrair empresas para o DF, criar a Agência do Empreendedor Inovador (um local em que o empresário possa resolver todas as questões administrativas), desenvolver uma política de recursos humanos em todos os níveis de formação, entre outras. “A conferência do DF sem dúvida deixa uma contribuição em conteúdo, em participação e, sobretudo, uma boa notícia de que é pelo conhecimento que nós vamos superar as nossas grandes dificuldades sociais, econômicas e políticas”, pontuou a presidente da FAP-DF, Maria Amélia Teles. “A partir do momento em que nós verdadeiramente investirmos nisso, poderemos dizer que estamos fazendo com que o conhecimento gere um novo perfil de uma cidade que tem que ser referência para o país”, concluiu. Marco regulatório Para Luiz Davidovich, a conferência será uma oportunidade de colocar em pauta os principais gargalos do setor. Ele aponta como essencial o debate sobre o marco regulatório, que precisa ser, na opinião do professor, aprimorado para impulsionar as pesquisas no país. “Precisamos melhorar o marco legal, que é uma verdadeira camisa de força atualmente para o sistema. Claro que é importante ter um controle das despesas, mas é preciso ter um esclarecimento e notar a peculiaridade dos gastos da área. É importante agilizar os processos, desburocratizar”, destacou Davidovich. Segundo ele, fazer licitação, por exemplo, para comprar equipamento de pesquisa pode prejudicar os resultados dos estudos. “Se for comprar o equipamento mais barato, o pesquisador provavelmente não conseguirá fazer sua pesquisa. O Importa Fácil para a maioria dos profissionais do setor é o importa difícil”, provocou. A questão do marco regulatório também é uma preocupação da presidente da FAP-DF, Maria Amélia Teles, que destacou a urgência em rever o tema. “Produzir conhecimento não é a mesma produção de escala da indústria. Nós não podemos ficar dentro de uma vala comum. Não podemos ser cobrados como as empresas que visam o lucro. Realmente é muito complicada hoje a questão da legislação para o pesquisador”, avalia. O secretário geral também destacou em Brasília os objetivos audaciosos, mas fundamentais, da conferência nacional. Como ponto principal, ele considera a importância de estimular a criação de uma política de Estado ante a um plano de governo. “Nós realmente precisamos de uma política para dar estabilidade ao setor, seguindo exemplos de outros países bem sucedidos nessa área”, diz. Também elege como primordial fazer com a CT&I se tornem efetivas componentes do desenvolvimento sustentável, tanto do ponto de vista econômico, como social e ambiental. Para ele, isso significa estimular a atividade de pesquisa, ciência e inovação nas empresas e a incorporação dos avanços inovadores nas políticas públicas. O professor pontua, ainda, a necessidade de investir em educação para manter o crescimento da atuação do Brasil na área. “Nós temos 200 milhões de habitantes e temos que usar essa população para o desenvolvimento nacional. Isso implica em dar atenção especial para a educação de qualidade desde a primeira infância e atrair os jovens para as carreiras científicas e tecnológicas”. Outra medida, segundo o secretário geral, é atrair estudantes de outros países para estudar nas universidades brasileiras. “Precisamos ter alunos de outros países e não só da América Latina, que venham ao país estudar assuntos nos quais nós somos privilegiados, como bionergia”, exemplifica. (Informações de Cynthia Ribeiro, do Gestão C&T Online)

Fonte: Jornal da Ciência

Imagem: UFMG

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Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
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