Mentes que brilham: bilho ofuscado…

Postado por João Paulo Em 8 de March de 2010

Por que há tanta fuga de cérebros no Brasil? Essa é uma pergunta comum em geopolítica, uma questão um tanto polêmica.

Há alguns dias postei uma notícia falando de um engenheiro brasileiro que desenvolveu um sistema computadorizado para prever deslizamentos de terra. Algo que teria grande utilidade ultimamente, principalmente no Brasil. Mas infelizmente, segundo ele, o projeto não teve nenhum interesse por parte de órgãos brasileiros de Ciência e Tecnologia. Resultado: foi forçado a procurar apoio no exterior, e encontrou.

No Brasil há muitos pesquisadores, mentes brilhantes capazes de desenvolver grandes tecnologias que favoreçam o país, mas por falta de investimento, ou mesmo descaso, grandes projetos acabam ficando no papel. Os principais centros de pesquisa em nosso país estão nas universidades públicas, mas o apoio dado aos projetos em desenvolvimento é pouco.

Comparado com grandes potências como os Estados Unidos, o Japão e a Alemanha, o Brasil está no rodapé de um alpe econômico. Basta olhar as pesquisas publicadas. Um robô que reproduz emoções humanas, um material 53% mais duro que o diamante e ossos de aço para próteses são apenas alguns exemplos de tecnologias desenvolvidas nesses países. Enquanto isso os brasileiros ainda sofrem para conseguir apoio em suas pesquisas, por mais simples que sejam.

A questão principal é a educação de base. As crianças são àquelas mais propícias a manter um objetivo na cabeça, algo do tipo “vou ser bombeiro quando crescer”. Não menosprezando nenhuma profissão, mas é difícil você ouvir “vou ser cientista quando crescer”. Por quê? Na escola não há muito incentivo para que as crianças se tornem pesquisadores. Grande parte das escolas públicas, que têm laboratórios instalados, os utilizam com frequência.

É necessário então uma reestruturação escolar, visando o conhecimento teorico e também o prático nas áreas de ciência e engenharia. Não adianta depois ficar dizendo que o “Brasil não vai pra frente” se o próprio país não reconhece suas próprias capacidades. Uma nação tão estruturada do ponto de vista de recursos naturais, porém desestruturada na educação e no desenvolvimento.

Se você acha tudo isso mentira, jogo aqui uma questão: diga o nome de pelo menos três cientistas brasileiros de destaque e sua contribuição para os dias atuais. Ficou difícil? É isso aí, você não aprendeu nada disso na escola…

Freitas, J.P.O.

Imagem: Labspace

4 Comentários

  1. Gerson Machado de Avillez says:

    Tem eu, que desenvolvi algumas teses sobre o tempo e outras concepções de tecnologia e tenho ótimas condições de vida, miserável e ainda tenho que pagar por querer o mínimo, DIREITOS AUTORAIS, por incpazes de investigar e serem honestos.

  2. Eu sou autor de Teorias (inéditas aos conhecimentos Científicos) sobre a Constituição CÓSMICA UNIVERSAL: Teorias essas, ja Registradas pela Fundação BIBLIOTECA NACIONAL, como; TÉCNICO/CIENTÍFICO. Esta minha OBRA contém 62 páginas e não foi ainda apresentada à nenhuma Editora; então eu lhes pergunto; existe interesse de vocês em conhecer a minha OBRA?… Se interessar, por favor me de um retorno, como também; o enderêço, para que possa enviar (graciosamente)uma cópia do meu CONTEXTO DE TEORIAS; sem mais; o meu muito obrigado pela atenção!!!…

  3. Oswaldo says:

    Concordo plenamente. Já pensei nisso. O Brasil ainda não é visto como país inovador, embora exista cérebros para isso aqui. Pior para estes, que ainda são forçados a saber uma segunda língua e com fluência.

  4. João Paulo says:

    Grato pelo seu comentário. A importância de ter o Brasil como foco de desenvolvimento é totalmente necessária para seu próprio desenvolvimento. Para isso ainda faltam tecnologias e mão-de-obras qualificadas, as quais ainda, infelizmente, buscam o mercado estrangeiro por falta de apoio nacional.

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Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
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