Mais segurança na hora de pagar: o aparelho identifica também dinheiro
Infelizmente, ainda há no Brasil um problema de acessibilidade. Pessoas com algum tipo de deficiência sofrem mais na hora de viver em sociedade. A questão da cadeira de rodas que não sobre na calçada ou não entra na porta é apenas um desses exemplos. Deficientes visuais enfrentam, todos os dias, a dificuldade de identificar cores ou simplesmente nem as enxergam. Mas isso pode mudar.
Pesquisadores da Escola Politécnica (EP) da USP desenvolveram um equipamento capaz de identificar, por leitura óptica, a cor de um objeto ou o valor de uma nota de Real.
Os engenheiros de computação Fernando de Oliveira Gil e Nathalia Sautchuk Patrício, desenvolveram o projeto dentro do programa Poli Cidadã.
Finalista da competição internacional Unreasonable Finalists Marketplace do Unreasonable Institute, no Colorado, Estados Unidos, o Aurie, como foi nomeado, identifica as três cores básicas: azul, verde e vermelho. Por sensores ele analisa a cor predominante do objeto, “falando” ao usuário.
Para as notas, o funcionamento é igual, já que no Brasil elas são diferenciadas pela cor. Um problema está na identificação das notas de dois e 100 reais, exigindo, então, alguns ajustes.
Atualmente o protótipo necessita um software para ler as informações coletadas, mas os engenheiros idealizam a junção dele ao aparelho, tornando-o autônomo.
Como a ideia é destiná-lo ao público de baixa renda, o aparelho é feito para ser vendido o mais barato possível, mas com qualidade. Por isso a equipe está pedindo doações para ganhar a final da competição. O dinheiro será usado para custear os desenvolvedores durante um período de 10 semanas de treinamento na sede do Unreasonable Institute, com profissionais e especialistas na área de negócios.
Como doar: deve-se preencher um cadastro no site oficial do Unreasonable Institute e fazer a doação, ou pelo Pagseguro através do site do Identificador de Cores.
Freitas, J.P.O.
Referências bibliográfica:



















