Embora o governo militar tenha anunciado a presença brasileira na Antártida com o propósito de capturar krill, o pequeno crustáceo local, a verdadeira razão foi geopolítica. Problemas anteriores coma a Argentina – como a construção de Itaipu – dificultaram a situação em caso da reabertura do Tratado Antártico, em 1991, de se decidir pela partilha do continente entre as nações comprometidas com pesquisas local.
Foi por essa razão que o Brasil comprou um antigo navio de pesquisas polares alugados pela França e o rebatizou como Barão de Teffé para se integrar ao Tratado e, em seguida, ser aceito como membro consultivo, ou seja, com direito a voto em qualquer decisão que fosse tomada na reunião de 1991.
Para marcar presença na Antártida, foi construída a base “Comandante Ferraz”, na ilha Rei George. Mas, mais de um quarto de século depois, as pesquisas ainda não foram dinamizadas, o Brasil não construiu uma base no continente nem se beneficia de um navio de pesquisa polar.
Fonte: Scientific American Brasil “História da Ciência no Brasil”, volume 3



















