Fim de férias

Postado por João Paulo Em 4 de February de 2010

troteApesar de estar trabalhando bastante no projeto desse site, ainda sou estudante universitário e acabo de me lembrar um pequeno detalhe: AS FÉRIAS ESTÃO ACABANDO… É, férias são dias super esperados por qualquer categoria de estudante. Mas um dia elas acabam. E por meio deste post venho comentar alguns acontecimentos.

Acabam as férias de verão e logo começam novamente as aulas nas universidades, e junto a elas vêm o tradicional TROTE! Essa palavra é vista por muitos como uma alegria (“afinal, passei no vestibular…”) ou medo (“…mas e se eu apanhar demais?”). Hoje, infelizmente, o trote é visto como algo constrangedor e violento, sendo exceção em algumas universidades.

Iniciam as aulas e os novos estudantes (calouros, ou bixos) passam pelo ritual de primeiro contato com os estudantes antigos (veteranos). É a mesma coisa todo ano: a TV mostra os casos de tortura, estudantes indo parar no hospital e cenas de humilhação em público. Mas em algumas universidades brasileiras, essa história está mudando. Há trotes solidários como doação de sangue e alimentos, plantação de árvores, entre outros. Há também algumas gincanas esportivas e culturais e a apresentação da universidade aos novos estudantes. Pena que trotes como esses ainda são minoria no Brasil.

O trote estudantil não é uma exclusividade brasileira, muito menos foi inventado no Brasil. Seu histórico pode ser traçado a partir do começo das primeiras universidades, na Europa da Idade Média (Vasconcelos, 1993, p.13). Nestas instituições, surgiu o hábito de separar veteranos e calouros, aos quais não era permitido assistirem as aulas no interior das respectivas salas, mas apenas em seus vestíbulos (de onde veio o termo “vestibulando” para designar estes novatos). Por razões profiláticas, os calouros tinham as cabeças raspadas e suas roupas muitas vezes eram queimadas.

Em Portugal, os trotes violentos (como o notório “Canelão”) podem ser rastreados a partir do século XVIII na Universidade de Coimbra. Não por coincidência, estudantes da elite brasileira que por lá realizaram parte de seu processo educativo, trouxeram a “novidade” para o território nacional (Zuin, 2002, p.31). Em decorrência disso, surgiram desavenças entre veteranos e calouros que culminaram com a morte, em 1831, de um estudante da faculdade de Direito de Olinda, Pernambuco – seria a primeira, mas lamentavelmente não a última vítima de um trote violento no Brasil.

O trote violento é RIDÍCULO, só denigre a classe estudantil e a própria universidade. Sou favorável ao TROTE AMIGO, aquele famoso batizado, pintura, gincana, dança, trote solidário, até mesmo porque é necessário uma comemoração ao ingresso… Agora, tortura? Isso não…

DIGA NÃO AO TROTE VIOLENTO!

Fonte da imagem: http://www.brasilescola.com/upload/e/trote-estudantil.jpg

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Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
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