Em viagem, dia de chuva, preso no apartamento em pleno domingo, não restam muitas escolhas a não ser assistir TV. Resolvi ver aquele programinha semanal que quando toca a musiquinha já dá aquele frio na barriga “amanhã é segunda-feira”. Sim, o Fantástico.
Muitas vezes nos deparamos com alguns programas da televisão que valem mais dentro do lixo do que fora dele. Críticas como essa escrevi a alguns dias atrás sobre a ausência significativa da Ciência na imprensa. Dessa vez custou-me acreditar, mas o programa mostrou algumas reportagens interessantes sobre a Ciência. Está certo que em meio de várias outras sem necessidade.
Uma delas falava sobre as células-tronco. De forma bastante objetiva descreveram o que são e como são feitas as cirurgias, detalhando as vantagens de se tornar doador e como são ajudados os receptores. Algo de valor para a sociedade atual.
Uma outra reportagem que achei interessante foi das mulheres “peras” e “maçãs”. Desta vez a edição do programa não valorizou a beleza, mas sim a saúde. Não que tais mulheres não tenham beleza, mas é que geralmente a beleza expressa na TV gira ao redor dos corpinhos violões.
Mais uma notícia interessante foi da biologia canina. Um vídeo mostrou até que ponto um cachorro pode ser sensível ao tato, quando um animal percebeu, momentos antes que os humanos, que um terremoto estava acontecendo.
Também teve um vídeo computacional que demonstrava como surgiu o planeta Terra e sua água. Além disso, a emissora passará a apresentar uma série sobre oceanos: muito interessante.
Agora você pode ler isso tudo e perguntar o motivo de estar postando um resumo do programa de domingo. A Globo não está patrocinando o Cientecno, não. O que acontece é que ao mesmo momento em que critico a imprensa, há momentos em que ela é útil, e dessa vez me surpreendi com o número de notícias científicas no programa.
As emissoras deveriam fazer isso mais vezes. Não à futilidade!





















