Texto de João Paulo de Oliveira Freitas
Confortada pela História, a ética se mantém intocada há tempos. Talvez por essa ausência de exemplos objetivos é que se tornou um tema tão complexo.
Resumida no conjunto de condutas qualificadoras de um bom convívio social, a ciência do bem busca sua ação em normas universais, dificilmente alcançadas devido à crescente evolução capitalista.
Na sociedade moderna, a ética se encontra cercada pelos imperativos da globalização, os quais abalam as bases sustentadoras de sua teoria. Para reforçar essa estrutura, surgem a razão e a fé, que, apesar de sua constante dialética, destacam a importância do discurso ético consistente.
Descartes já previa isso em meados do século XVII, ao afirmar que a Ciência não exclui a Religião. A partir disso, era possível atingir a verdade absoluta, que seria, de maneira geral, a ética.
Os valores filosóficos desse assunto se fundamentam nos sentimentos, sejam eles bons ou ruins. Infelizmente os segundos superam. É o caso da competitividade que acompanha a humanidade desde sempre. Essa busca pelo poder muitas vezes é a causadora da má conduta sócio-cultural.
É por motivos como esse que se vê a importância da responsabilidade, a qual só será totalmente verificada com a aplicação real da ética, proveniente de uma boa formação intelectual da população. É questão de tempo.


















