Tecnologia e Eleições

Postado por João Paulo Em 26 de August de 2010COMENTAR

Tecnologia e Mídia: aprecie com moderação antes de votar


Não é de hoje que ouvimos o termo “avanço tecnológico”. O mundo inteiro tem visto máquinas e sistemas digitais tomando decisões que antes eram de função humana. Porém uma dessas decisões a máquina não pode tomar: votar.

Cada dia que se passa, vemos o desenvolvimento dos processos eleitorais principalmente no Brasil, que há mais de 10 anos faz uso das urnas eletrônicas. Recentemente nosso país tem testado o sistema de voto biométrico, com o uso de impressões digitais. Tudo para conter as fraudes e tornar o sistema mais rápido.

É fácil entender que racionalmente o povo brasileiro não está evoluindo no que diz respeito à escolha de candidatos. Todos os anos o Governo coloca na tela da TV a mesma frase do “vote consciente”, mas todo o ano o mesmo Governo se vê alvo de algumas tragédias públicas morais. É culpa do Governo ou dos eleitores?

Hoje a eletrônica e a informática processam todos os dados referentes à escolha do candidato e quase que instantaneamente temos um eleito.

A tecnologia eleitoral não está presente apenas nas urnas eletrônicas. As pesquisas realizadas pelos órgãos responsáveis têm todo um sistema digital que registra dados, processa, avalia e determina o pódio parcial dos candidatos.

Pesquisas eleitorais não são tão bem-vindas como muitos podem pensar. Infelizmente no Brasil o que ainda vale é a cultura hereditária que dificilmente será corrigida. Basta imaginar um contexto simples como este: Zé acredita que o candidato X é o melhor para o seu país. Porém, um dia vê o resultado da última pesquisa, próxima ao dia das eleições. Seu candidato está em último lugar. Zé decide mudar seu voto e acaba por votar em um dos primeiros candidatos. Explicação: não quer perder seu voto.

Nem sempre a tecnologia, aliada à mídia, produz resultados positivos. Culturalmente, a ideia de não querer perder seu voto é comum no Brasil. Existem muitos Zés por aí. Porque então temos o “avanço tecnológico” e não também um “avanço racional”? As máquinas nos ajudam, mas não são inteligentes. São nossas mentes que as produzem. São nossas mentes que escolhem. São nossas mentes que decidem.

Nada melhor que terminar com um “vote consciente”.

João Paulo de Oliveira Freitas
www.cientecno.com

Energia das Plantas

Postado por João Paulo Em 11 de August de 2010COMENTAR

Congresso Pan-Americano sobre Plantas e Bioenergia reúne cientistas de diversos países para debater pesquisas sobre energia produzida a partir de vegetais

O Brasil deixa no campo até 45 toneladas de galhos e cascas de eucalipto por hectare plantado. Cerca de 5% dessa biomassa se refere a diferentes tipos de açúcares, como frutose, sacarose, glicose e galactose, que poderiam ser transformados em álcool por meio de processos de fermentação.

Com cerca de 4,5 milhões de hectares de eucaliptos plantados no Brasil, o ganho promovido por tal utilização seria muito significativo. Os dados fazem parte da pequisa de Carlos Labate, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), e foram apresentados no 2º Congresso Pan-Americano sobre Plantas e Bioenergia, iniciado domingo (8/8), em São Pedro (SP).

Além da casca de eucalipto, milho, cana-de-açúcar, algas, soja e muitas outras fontes de biocombustível estão no centro das discussões do evento que reúne pesquisadores em química, genética, ecologia e fisiologia, entre outras disciplinas.

“O objetivo do encontro é reunir especialistas em diversas áreas de pesquisa sobre energia a partir de plantas, a fim de construirmos um quadro amplo das diversas questões envolvidas”, disse Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biologia da Universidade de São Paulo e coordenador do evento, à Agência Fapesp.

“Conseguimos reunir, no simpósio, alguns dos principais pesquisadores no mundo nessas áreas”, disse Buckeridge, que é membro da coordenação do programa BIOEN-Fapesp e diretor científico do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), em Campinas (SP).

A apresentação de abertura foi feita pelo fisiologista Paul Moore, do Hawaii Agricultural Research Center (Estados Unidos), que discorreu sobre a importância e as perspectivas da cultura da cana-de-açúcar para a produção de bioenergia de maneira sustentável ao ambiente.

Moore considera a cana-de-açúcar estratégica para os Estados Unidos conseguirem cumprir as metas assumidas em 2007 de produzir 36 bilhões de galões de combustível a partir de fontes renováveis até o ano de 2022. “Para atingir esse número, a produção [dos biocombustíveis] terá que acelerar e bem rápido”, alertou.

Como solução, o pesquisador propõe o desenvolvimento de novas variedades da planta a partir de cruzamentos entre diferentes famílias. O objetivo seria transformar por hibridização a atual cana-de-açúcar em “cana-de-energia”, um cultivar que teria menores teores de água e de açúcar em troca de fibras mais longas e em maior quantidade.

“As fibras são fundamentais para a chamada segunda geração do etanol, obtido a partir das fibras de celulose. A quantidade de açúcar não é importante nesse caso”, afirmou.

O maior desafio para a produção norte-americana é desenvolver uma espécie de cana-de-açúcar resistente ao frio. A mais cultivada no mundo, a Saccharum officinarum, é tropical e não suporta baixas temperaturas, por isso os países sul-americanos e os africanos são os mais adequados para produzi-la. Nos Estados Unidos, somente o extremo sul do país, que compreende uma pequena parte dos estados da Flórida e do Texas, é capaz de manter plantações.

Moore sugere cruzamentos entre a Saccharum officinarum com cultivares do gênero Miscanthus, uma gramínea que resiste a invernos rigorosos e é encontrada até na mais fria região da Columbia Britânica, no Canadá.

“A espécie híbrida poderia avançar para o norte ocupando primeiro o meio dos Estados Unidos, chegando em uma segunda etapa até o norte do país, que é mais frio”, disse.

O cientista ressalvou os problemas inerentes de novas espécies. “Elas terão comportamento imprevisível e não conhecemos seus efeitos sobre os insetos e sobre as doenças dos vegetais. Não podemos aumentar a produção de biocombustível se ela for ambientalmente insustentável”, disse.

Produção mais eficiente

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), falou no congresso sobre a história do etanol brasileiro desde a introdução da cana-de-açúcar no país, no século 16, passando pelo programa Proálcool, na década de 1970, em meio à crise do petróleo na época.

“O Brasil começou a utilizar o etanol por necessidade. O país, que gastava, em 1974, US$ 750 milhões em importações de petróleo, passou a pagar mais de US$ 4 bilhões no ano seguinte”, disse.

Brito Cruz destacou que o Estado de São Paulo responde por dois terços da produção nacional atual do combustível, daí a importância de iniciativas como o Programa BIOEN-Fapesp.

Entre os desafios para a pesquisa brasileira nesse setor, Brito Cruz ressaltou o aumento da eficiência dos processos para produção de biocombustível, com a utilização de menos água, menos energia gasta e sem precisar aumentar a área cultivada.

A grande diversidade genética do milho foi tratada por Steve Moose, da Universidade de Illinois (Estados Unidos). Os estudos do cientista indicaram que o milho tem grande capacidade de maximizar a aplicação de nitrogênio, apresentando alta produção em troca de menores doses do macronutriente.

Segundo Mosse, o milho é um bom produtor de açúcares que podem ser convertidos em etanol. Além disso, a planta apresenta grandes oportunidades de melhoria genética e conta com práticas agrícolas bem estabelecidas e conhecidas dos produtores no país, o que facilitaria a produção e a introdução de novas espécies.

O professor Paulo Sergio Graziano Magalhães, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apresentou no encontro o livro Bioetanol de Cana-de-açúcar.

A obra, que será lançada em breve, reúne trabalhos de 139 especialistas, que vão desde desenvolvimento genético e técnicas agrícolas, passando pelas relações de trabalho no campo até políticas públicas envolvidas no desenvolvimento do setor.

Sob a organização geral de Luiz Augusto Barbosa Cortez, professor da Unicamp e coordenador adjunto de Programas Especiais da Fapesp, o livro é dividido em 76 capítulos. Com 992 páginas, estará disponível em português e inglês.

Mais informações sobre o livro Bioetanol de Cana-de-açúcar: www.blucher.com.br/livro.asp?Codlivro=05319

(Fabio Reynol)

(Agência Fapesp, 10/8) via Jornal da Ciência

+ Um ano de Aerodesign

Postado por João Paulo Em 29 de July de 2010COMENTAR

Outubro é mês de competição para diversas universidades do Brasil e também do mundo. Em São José dos Campos, interior de São Paulo, a Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade, SAE, desenvolve o Aerodesign 2010. Durante o ano, as equipes participantes projetam aviões radiocontrolados capazes de levar cargas. A competição é dividida em 3 classes, Micro, Regular e Open, que se diferenciam, basicamente, pelo tamanho que varia em média de 1 a 5 metros de envergadura.

Em Bauru, estudantes da Faculdade de Engennharia de Bauru (FEB), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), se preparam para mais um ano competitivo, trabalhando nas 3 categorias. Os alunos de Engenharia e Design trabalharam durante as férias de julho para cumprir o prazo de entrega de relatório e realizar o primeiro vôo dos protótipos, analisados, primeiramente, por softwares muitos de engenharia, tais como o XFRL5, Excel, Solid Edge, Solid Works, Profili, entre ontros.

A FEB Micro começou a existir em 2009, com a entrada dos Calouros de Engenharia Mecânica no mesmo ano. A partir daí, os protótipos foram se inovando, tornando-se mais bem estruturados e altamente competitivos. No ano de 2009, a FEB Micro alcançou o quarto lugar na competição.

No mesmo ano, Bauru foi vice-campeã na classe Open. Em 2010 as equipes estão mais motivadas para alcançar a primeira colocação e competir nos Estados Unidos no início do ano que vem.

O diferencial da Unesp de Bauru está no trabalho em conjunto e também na aceitação de calouros nas equipes. As três equipes trabalham em uma mesma oficina, onde uma pode auxiliar a outra, facilitando a correção de problemas ou sugestões de projeto. Calouros são bem-vindos, onde podem trabalhar e aprender e no próximo ano, desenvolver novos projetos e auxiliar os novatos.    As equipes brasileiras têm mostrado competência frente às internacionais, como Índia, Venezuela e México, que participaram em 2009. Agora é torcer para que esse destaque mantenha-se visível, mostrando ao mundo que o Brasil tem mentes jovens, brilhantes e altamente capacitadas.


Protótipo FEB MICRO desenvolvido em programa CAD

Esquecer o Farol Alto? Nunca mais!

Postado por João Paulo Em 29 de July de 2010COMENTAR

É isso aí. Para aqueles motoristas esquecidinhos (quem nunca fez isso) que deixa sempre o farol alto acesso e acaba atrapalhando outros motoristas, chegou o COMMUTER. Esse sistema desenvolvido por três estudiosos, entre eles Dovany Nonato, promete trocar o facho dos faróis dos automóveis automaticamente.

Estudos mostram que a visão ofuscada pelo farol alto demora até sete segundos para ser recuperada, tempo em que um veículo a 80km/h percore 155 metros, o suficiente para causar um grave acidente. Pensando nisso, os pesquisadores explicam a importância do sistema. Seu funcionamento não é muito complicado de se entender. O COMMUTER é acionado automaticamente quando o farol alto do veículo é ligado. Dessa forma, a partir de sensores, o sistema identifica a presença de um carro vindo no sentido oposto e assim, diminui a incidência de luz contra esse veículo. E após o cruzamento, volta a aumentar a incidência de luz ao verificar a ausência de carros à sua frente.

O COMMUTER demorou cinco anos para ser desenvolvido e já foi homologado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Motor flutuante dispensa eixo e gira sobre água

Postado por João Paulo Em 5 de June de 20101 COMENTÁRIO

Holly Sheahan – Royal Society of Chemistry – 31/05/2010 [inovação tecnológica]

Cientistas japoneses criaram um motor rotativo apoiado unicamente em uma gota de água, girando em seu interior quando um campo elétrico é aplicado à gota.

O feito tem grande potencial para uso em dispositivos ópticos e nos biochips.

Motor fluídico

Hoje, são usados fluidos transparentes com altos índices de refração para controlar o movimento ou a inclinação de microplacas, que por sua vez controlam a passagem da luz usada para controlar as reações ou detectar compostos químicos no interior dos biochips.

Os cientistas já haviam conseguido fazer com que as placas se movessem na horizontal e na vertical, mas até agora nenhum grupo havia conseguido fazer um movimento giratório.

Como os polarizadores ou as redes refratoras normalmente têm suas funções controladas por movimentos rotacionais, um “motor fluídico” era um objetivo longamente perseguido.

Motor flutuante

O feito foi alcançado pelo Dr. Atsushi Takei e seus colegas da Universidade de Tóquio, que exploraram um fenômeno conhecido como electrowetting, ou eletroumectação – a capacidade de controlar eletricamente como os líquidos interagem com superfícies sólidas.

O motor é formado por um rotor metálico, não circular, depositado sobre uma gota de água ou outro fluido.

Para fazer a energia chegar ao motor flutuante, foram construídos eletrodos dispostos ao redor da gota. Com a alteração da tensão aplicada aos eletrodos, a gota se deforma, criando um torque entre a gota e o rotor, fazendo com que o rotor gire.

Motor transparente

Os pesquisadores enfatizam que a maior vantagem do seu motor flutuante é que ele pode ser fabricado inteiramente com materiais transparentes, o que o torna totalmente adequado para aplicações ópticas.

Eles agora pretendem partir para a miniaturização dos motores flutuantes, porque os dispositivos ópticos estão sendo construídos cada vez em menor escala. Segundo o grupo, o maior desafio é que, quanto menor a escala, mais difícil se torna controlar as forças sobre a gota.

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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